sexta-feira, 21 de outubro de 2016

SANTA CRUZ - Com pior aproveitamento entre técnicos desde a Série D, Doriva sai elogiado do Santa Cruz

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Treinador, que voltou a deixar clube sem terminar contrato, foi exaltado pelo vice-presidente do Tricolor: "O nome certo no momento errado"


O aproveitamento de Doriva no Santa Cruz foi fraco: 22,9%. O mais baixo entre os técnicos que passaram no clube desde a disputa do primeiro ano de Série D, em 2009. No fim da tarde desta quinta-feira, o treinador esteve no Arruda para resolver as últimas pendências do seu desvínculo e para se despedir dos colegas que fez. Pronunciou-se rapidamente à imprensa, desculpando-se novamente pelo baixo rendimento do time no Brasileiro. O vice-presidente Constantino Júnior, apesar dos números do comandante, não se furtou em elogiá-lo.

“A gente iniciou uma conversa, ontem, na casa do presidente Alírio Moraes e hoje encerramos a situação. Fizemos uma análise do trabalho dele. Foi o nome certo no momento errado. Pelo nível dos trabalhos, pela (retomada) da autoestima dos atletas. Infelizmente, o trabalho não foi traduzido em resultados”, disse Constantino. Apesar da boa avaliação, o vice tricolor entendeu que Doriva não seria ideal para iniciar 2017 e por isso clube já começou a procurar outro nome. “Para começar o ano, estaria muito desgastado. Mas só temos bem a falar dele.”

Em pouco mais de dois anos de carreira, Doriva quase nunca conseguiu concluir um projeto de, no mínimo, uma temporada. Não só porque foi demitido - como foi o caso dele no Atlético-PR, Vasco e por último no Bahia. Também porque interrompeu a sequência ao receber propostas de equipes maiores (deixou o Ituano para treinar o Furacão e também saiu da Ponte Preta para comandar o São Paulo). Com dois meses apenas no Arruda, o “tabu” permanece e a média de tempo de permanência dele em equipes diminui ainda mais (era de 5,3 meses e passou para 4,8).

O técnico garantiu que o período acabou sendo positivo profissionalmente. “Não foi um ciclo vitorioso, mas de muito aprendizado. A gente, novamente, pede desculpa ao torcedor do Santa por não ter conseguido fazer com que a equipe voltasse a ter vida no segundo turno. Vamos dar sequência na carreira, na luta e sempre torcendo pelo Santa.”

Tempo de Doriva nos clubes:

Ituano (13 meses)
De 13 de maio de 2013 a 16 de junho de 2014

Atlético-PR (2 meses)
De 16 de junho de 2014 a 24 de agosto de 2014

Vasco (6 meses)
De 14 de dezembro de 2014 a 21 de junho de 2015

Ponte Preta (2 meses)
De 4 de agosto de 2015 a 7 de outubro de 2015

São Paulo (1 mês)
De 7 de outubro de 2015 a 9 de novembro de 2015

Bahia (8 meses)
De 16 de dezembro de 2015 a 12 de agosto de 2016

Santa Cruz (2 meses)
13 de agosto de 2016 a 20 de outubro de 2016

4,5 meses
É a média de tempo de Doriva é um clube

Os aproveitamentos de Doriva: Ituano (61,3%)/Atlético-PR (45,8%)/Vasco (54,5%)/Ponte Preta (51,1%)/São Paulo (33,3%)/Bahia (69,4%)/Santa Cruz (22,9%)

Os aproveitamentos dos últimos técnicos:

Milton Mendes (2016)
45,87% de aproveitamento

Marcelo Martelotte (2015-2016)
60,8% de aproveitamento

Ricardinho (2015)
46% de aproveitamento

Oliveira Canindé (2014)
53,3% de aproveitamento

Sérgio Guedes (2014)
47,4% de aproveitamento

Vica (2013 - 2014)
9.16% de aproveitamento

Sandro Barbosa (2013)
56,6% de aproveitamento

Marcelo Martelotte (2013)
61,7% de aproveitamento

Zé Teodoro (2011 - 2012)
59,7% de aproveitamento

Dado Cavalcanti (2010)
55,5% de aproveitamento

Lori Sandri (2010)
47,6% de aproveitamento

Sérgio China (2009)
25% de aproveitamento

Márcio Bittencourt (2009)
56,4% de aproveitamento

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Vice-presidente relativiza estrutura física do Santa Cruz e lamenta falta de sequência na elite

Tricolor é o único clube na Série A que não utiliza um Centro de Treinamentos diariamente mas, para o dirigente, fato não foi decisivo para rebaixamento


A dura realidade da disputa da Série A exigia do Santa Cruz um nível de acerto muito alto nas decisões durante a temporada. Não aconteceu. O fato de ser o único clube dentre os vinte participantes do Brasileirão que não possui um centro de treinamentos adequado para uso diário, é um dos exemplos. Mas não para o vice-presidente do clube, Constantino júnior. Segundo o dirigente, outros clubes com estrutura melhor do que a coral também lutam para não cair de divisão.

“É uma situação paradoxal. Questão estrutural é palpável. Tem clubes que estão com possibilidade de rebaixamento e têm 14 campos para treinar, e ainda assim têm dificuldades. Cruzeiro e Internacional revelam e negociam muitos jogadores. Existe estrutural, mas isso, talvez, analisando friamente, se vê dessa forma”, relativizou o dirigente antes de apontar qualidade no atual elenco. “Não vou defender o indefensável, mas escutei diversas vezes, de profissionais até de outros lugares do Brasil, que o time não merecia estar nesta situação (rebaixamento), que merecia uma pontuação melhor. O time soube jogar, não se acovardou. Buscou sempre o jogo, mas Série A é fatal.”

Desde que o atual critério de descenso foi estabelecido no Brasileiro, o Santa Cruz não conseguiu manter-se por mais de um ano consecutivo na elite. Para Constantino, um histórico diferente poderia ter ajudado. “Alguns legados ficam. Dez anos atrás ficou em outro momento. Também eram pessoas que queriam acertar porque ninguém está numa gestão para tentar errar. A gente (gestão) peca muito por isso e por uma questão estrutural, e isso não é do dia para a noite que se resolve. Permanecer, talvez, pudesse nos ajudar nisso. Poderia nos dar robustez para melhorar a questão estrutural e conhecer melhor a competição.”

O dirigente ainda aponta o aporte financeiro do Santa Cruz, comparado aos adversários, como decisivo na competição. “A gente não podia errar. Os caras estavam com metralhadora e nós estávamos com estilingue. É difícil para uma competição que pede um nível de exigência muito grande”, e descarta qualquer empolgação com os bons resultados obtidos no início da Série A. “Jamais nos empolgamos com o resultado dos primeiros quatro jogos. Desde o começo a gente dizia que o ‘Santa entra com carimbo de rebaixado’, não existiu soberba. Mesmo tendo feito semestre bom, não achamos que íamos sobrar na Série A.”

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Presidente do Santa se reúne com funcionários para negociar e greve se encerra no Arruda

Clube irá apresentar plano de pagamento para os trabalhadores do administrativo


O presidente do Santa Cruz Alírio Moraes se reuniu com os funcionários do clube nesta sexta-feira para negociar os cinco meses de atraso de salários. Na quinta-feira, os funcionários realizaram uma paralisação na sede do clube, no Arruda, e encerraram suas atividades aguardando que fosse apresentada ao menos uma perspectiva sobre o pagamento a ser recebido. Como solução emergencial, o clube previu a entrega de "vales" de R$ 500 para cada um daqueles com salários mais baixos no Arruda.Medida que não agradou. A greve, portanto, permaneceu até o início desta manhã. Mas acabou no começo da tarde. 

Emocionado no encontro, Alírio Moraes propôs um pacto de confiança com os funcionários e incentivou a criação de uma comissão dos departamentos para tratar o atrasos diretamente com ele. "Quis que uma comissão fosse criada para ficar em uma linha direta comigo. Entendo que a gente não tem só de discutir os valores atrasados. De nada adiantaria pagar o que está atrasado e depois de um mês, atrasar de novo e atrasar o 13º salário", declarou o mandatário.

A resolução do imbróglio ser dará com um "plano de pagamento" que será elucidado aos funcionários e terá caráter permanente no clube. "Vou apresentar um plano de pagamento na próxima semana. Pedi a confiança deles." Alírio ainda colocou panos mornos na greve. Entende que a paralisação pode afastar ainda mais os investidores do Santa.

"Embora a manifestação seja muito justa, o movimento poderia sujar a imagem do clube, atrapalhar nossa busca por investidores. Eu até disse que um investidor estava querendo desistir da operação que tem comigo depois de ler as matérias que foram ao ar. Mas eu não nego a legitimidade de eles reclamarem", disse. Além dos funcionários, o clube deve os meses de agosto e setembro ao elenco profissional.

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