quarta-feira, 27 de maio de 2015

IMORTAIS DO FUTEBOL - CLAUDIO GENTILE

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Na Copa de 1982, Gentile não aliviou ao marcar Zico (AllSport)
Claudio Gentile tornou-se um dos grandes ídolos da Juventus. Lá, somou quase 300 jogos e ganhou 11 títulos. Ganhou a reputação de ser um jogador duro, que não amolecia em divididas. A fama o colocou na oitava posição do ranking do jornal inglês The Times que escolheu os atletas mais rudes de todos os tempos. Ironicamente, Gentile significa "gentil", em italiano.

O futuro jogador chegou à Itália aos oito anos, vindo da Líbia. Sua carreira começou na equipe juvenil do Varese e em 1971, aos 18 anos, foi emprestado ao Arona, da Serie D. Na temporada seguinte, Gentile retornou à Lombardia e se tornou titular. Em 1972-73, o time biancorosso, que havia sido rebaixado no ano anterior, encerrou a Serie B na sexta posição.

Ainda assim, Gentile se destacou e acabou vendido à Juventus. Meio-campista marcador, o jovem não teve chances na equipe titular porque disputava a posição com o capitão Giuseppe Farino. Acabou recuando e se adaptou para jogar na lateral-esquerda. Oscudetto quase veio em sua primeira temporada em bianconero, mas a Velha Senhora terminou o campeonato dois pontos atrás da campeã Lazio.

O sucesso chegou junto do presidente Giampiero Boniperti. Ele se livrou do atacante Masiello e trouxe Scirea, da Atalanta, para a defesa. Com Zoff, Gentile, Furino e os artilheiros Damiani e Anastasi, a Juventus encerrou a temporada 1974-75 dois pontos à frente do Napoli, erguendo seu 16º scudetto. Com a chegada de Antonio Cabrini, em 1976, Gentile mudou novamente de posição. Ele chefiou a lateral-direita da Juventus nas conquistas da Serie A e Copa Uefa em 1977.

Juve dos anos 1970 teve Gentile e Bettega (Sky)
Convocado para a Copa do Mundo de 1978, na Argentina, a Nazionale derrotou osalbicelestes por 1 a 0 com atuação exemplar de Gentile, que anulou o artilheiro Mario Kempes. A equipe acabou com o quarto lugar, após ser derrotada pelo Brasil. No Mundial seguinte, na Espanha, ele teve o trabalho de marcar dois dos melhores jogadores da competição: Zico e Maradona.

Taxada como lendária, a marcação perfeita sobre o futuro craque do Napoli também foi dura. Sobre o argentino, Gentile disse que "Futebol não é para bailarinas". Apesar das faltas duras, o lateral foi expulso apenas uma vez durante sua carreira - e por colocar a mão na bola durante uma partida da Copa dos Campeões.

Em 1978, também não aliviou para Roberto Dinamite (JB Scalco)
Antes de pendurar as chuteiras, ele jogou por mais três temporadas na Fiorentina e uma no Piacenza. Fora das quatro linhas, Gentile se tornou treinador da equipe sub-21 da Itália. Foi campeão europeu com a equipe que revelou De RossiPalombo e o artilheiro da competição, Gilardino. Ele também conduziu os azzurrini ao terceiro lugar nos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004. Dois anos depois, não conseguiu a classificação para a segunda fase do Campeonato Europeu e foi demitido por Guido Rossi, então comissário extraordinário da federação italiana.

Claudio Gentile
Nascimento: 27 de setembro de 1953, em Trípoli (Líbia)
Posição: lateral-direito
Clubes como jogador: Arona (1971-72), Varese (1972-73), Juventus (1973-1984), Fiorentina (1984-87), Piacenza (1987-88)
Títulos como jogador: 6 Serie A (1975, 77, 78, 81, 82, 84), 2 Coppa Italia (1979, 83), 1 Copa Uefa (1977), 1 Recopa Europeia (1984), 1 Supercopa Uefa (1984), 1 Copa do Mundo (1982)
Seleção italiana: 71 jogos e 1 gol

Quatro tratti

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