É importante diagnosticar de maneira correta para não matar o doente. E esse diagnóstico exige, enfim, o grande debate do futebol brasileiro, que inclua técnicos, dirigentes, jogadores, jornalistas… O diagnóstico evidentemente passa pela discussão sobre as razões de o Brasil ter dado tantos vexames nos últimos anos. Os 7 x 1 e o futebol medonho apresentado contra o Paraguai fazem parte disso. Mas também não ter havido nenhum semifinalista na Libertadores do ano passado.
A seleção, é claro, faz parte desse cardápio. Ainda que seja necessário lembrar que começar de novo pela quinta vez em dez anos não é necessariamente a melhor solução. Não se pode ter um time um ano depois da Copa do Mundo com apenas sete remanescentes do Mundial e não pagar por isso. A seleção pagou caro.
A análise mais completa do vexame do Brasil em solo chileno você também poderá ler na edição da Folha de S. Paulo deste domingo . O resultado era previsível contra o Paraguai, que segurou os três antigos papões do futebol sul-americano — Uruguai, Argentina e Brasil.
Para vencer, o Brasil só tinha uma saída: jogar bem.
Como jogou vergonhosamente, não tinha chance.
27/junho/2015
BRASIL 1 x 1 PARAGUAI (nos pênaltis, 3×4)
Local: Municipal Ester Roa (Concepción); Juiz: Andrés Cunha (Uruguai); Mauricio Espinosa, Carlos Pastorino; Público: 29.286; Gols: Robinho 14 do 1º; Derlis González (pênalti) 25 do 2º; Cartão amarelo: Valdez (24’), Aguilar (37’), Daniel Alves (5’), Coutinho (30’), Osvaldo Martínez (35’)
BRASIL: 1. Jéferson (5,5), 2. Daniel Alves (5,5), 14. Thiago Silva (4), 3. Miranda (6) e 6. Filipe Luís (5,5); 5. Fernandinho (6) e 8. Elias (5,5); 19. William (5,5) (7. Douglas Costa 15 do 2º (5)), 21. Coutinho (6) e 20. Robinho (6) (18. Everton Ribeiro 41 do 2º (4)); 9. Firmino (4) (9. Diego Tardelli 24 do 2º (5)). Técnico: Dunga
PARAGUAI: 1. Villar (6,5), 5. Valdez (4,5), 4. Aguillar (5,5), 14. Paulo da Silva (6) e 2. Piris (4,5); 10. Derlis González (6,5), 22. Aranda (5) (17. Osvaldo Martínez 31 do 2º (5)), 15. Victor Cáceres (5,5) e 11. Edgar Benítez (6) (21. Oscar Romero 38 do 2º (sem nota)); 18. Haedo Valdez (5,5) (7. Bobadilla 28 do 2º (5,5)) e 9. Santa Cruz (5). Técnico: Ramón Diaz
Nos pênaltis: Fernandinho (Gol), Osvaldo Martínez (Gol), Everton Ribeiro (fora), Victor Cáceres (Gol), Miranda (Gol), Bobadilla (Gol), Douglas Costa (Por cima), Santa Cruz (fora), Coutinho (Gol), Derlis González (Gol)
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