O Atlético do ataque e o Vasco da péssima defesa. Que contraste!
O melhor ataque do Brasileirão disparado é o do Atlético. São 32 gols marcados em 16 rodadas, o que agora completa a média de dois por partida.
O Vasco é quase isso. Só que gols sofridos. Destes, 21 gols não foram sofridos por Martin Silva.
E dos 32 do Galo, sete de Lucas Pratto. Que fome de gol!
Pobre Alexandre Pato que viajou para Belo Horizonte afirmando que o Atlético não jogaria em casa dentro do Mineirão. Pois 47 mil atleticanos encheram o novo Magalhães Pinto para gritar Galo! O time montado há mais tempo no Brasil, que perdeu dezesseis jogadores e recebeu oito desde a chegada de Levir Culpi, mas que joga de memória, na visão do técnico corintiano Tite.
Por isso é líder e candidato ao título brasileiro.
Já o Vasco tem o respeito de quem gosta de futebol no Brasil e sonha ver de novo o time de São Januário em seu lugar: disputando títulos.
Por enquanto, é só esse tipo de respeito.
PVC
Galo eficaz, Timão sem susto
Juca Kfouri
Dizer que o Galo não fez por ir para o intervalo com 3 a 0 sobre o São Paulo, no Mineirão tomado, seria uma injustiça com o líder absoluto do Brasileirão.
Porque três vezes a bola chegou em Lucas Pratto e três vezes ele a deixou na rede tricolor.
Frio, inapelável, eficaz.
A palavra é esta: eficácia.
O Galo, além de jogar e deixar jogar, desta vez converteu as oportunidades que criou.
Não teve trave, travessão, milagre de goleiro, nada que impedisse os gols do gringo, de cara, de bico, até em posição duvidosa.
Já o São Paulo teve as mesmas chances de gol num jogo que estava de igual para igual.
Mas Victor fez duas grandes defesas, Ganso chutou uma bola na trave e Pato, não Pratto, chutou para fora o rebote da bola de Ganso, sem goleiro.
O 3 a 0 até não era justo com o time paulista. Mas era justíssimo com o mineiro.
Enquanto isso, na Arena Corinthians, num jogo de gato e rato, Corinthians e Vasco empatavam sem gols.
O melhor retrato do primeiro tempo aconteceu aos 43 minutos: Vagner Love, que já havia perdido um gol, recebeu na entrada da área, o zagueiro que o marcava escorregou, mas ele chutou em cima de um segundo defensor vascaíno. Pegou o rebote e deu para Riascos, armando o contra-ataque cruzmaltino.
Melhor voltar ao Mineirão, com mais de 47 mil torcedores.
Não, dá para ficar em Itaquera porque Tite tirou Love e pôs Luciano em seu lugar, além de trocar Fagner por Edílson.
Coincidência ou não, aos 80 segundos Renato Augusto fez 1 a 0.
Daí, adivinhe o que aconteceu?
O Vasco foi para cima e começou a criar chances de gol.
No Mineirão, aos 14, depois de mais uma defesa de São Victor, Ganso cruzou na cabeça de Pato que, enfim, fez o gol do São Paulo.
O jogo seguiu ótimo, lá e cá, com Rogério Ceni tendo de se virar.
Também em São Paulo, aos 16, Gil, como se fosse um atacante, fez 2 a 0, em lindo chute, para alegria de mais de 30 mil torcedores, que se preparavam para o sofrimento de sempre.
O Corinthians punha o fraco Vasco na roda na capital paulista e o Galo buscava mais gols, assim como o São Paulo, na mineira.
Foi o Timão quem fez mais um, com Elias, coroando uma jogada de pé em pé, entre Luciano e Malcon, como no começo da temporada.
Como se esperava, líder e vice-líder mantiveram suas posições, o primeiro com a eficácia que andou ausente e o segundo, desta vez, sem fazer sua gente sofrer.
O pobre campeão carioca tomou de quatro do São Paulo e do Palmeiras e de três do Corinthians, as duas primeiras goleadas como mandante.
Já o campeão mineiro está com tudo e não está prosa.
Já pode entregar a taça? Com três de Pratto, Galo atropela o São Paulo no Mineirão e prova que é mesmo o grande favorito ao título do Brasileiro! Corinthians, no Itaquerão, também tira uma casquinha do “saco de pancadas” Vasco da Gama! Tigres e River empatam no primeiro jogo da final da Libertadores!
Já pode entregar a taça? Com três de Pratto, Galo atropela o São Paulo no Mineirão e prova que é mesmo o grande favorito ao título do Brasileiro! Corinthians, no Itaquerão, também tira uma casquinha do “saco de pancadas” Vasco da Gama! Tigres e River empatam no primeiro jogo da final da Libertadores!
IMAGENS : FUTIRINHAS
Atlético-MG 3 x 1 São Paulo
No Mineirão, Atlético-MG e São Paulo fizeram um jogo de encher os olhos!
No começo, é verdade, deu pinta de que o Galo repetiria o massacre alemão sobre a seleção brasileira na Copa do Mundo de 2014.
Mas, após um primeiro tempo em que o Tricolor levou nada menos que três gols do ótimo Lucas Pratto, o clube do Morumbi até que conseguiu equilibrar a partida e ameaçar o gol de Victor na etapa complementar.
Tanto que marcou seu tento de honra com Alexandre Pato, de cabeça.
Mas não teve jeito de buscar o empate…
O Galo venceu com autoridade o São Paulo no Mineirão e provou que é mesmo o grande favorito ao título do Brasileirão.
Já podemos entregar a taça?
Corinthians 3 x 0 Vasco da Gama
Bom, falando em coisas óbvias, o Vasco da Gama já pode começar a buscar jogadores para a Série B de 2016.
E Celso Roth a distribuir currículos por aí…
Afinal, nesta rodada, foi a vez de o Corinthians tirar mais uma casquinha do saco de pancadas deste Brasileirão.
3 a 0 para o Alvinegro no Itaquerão, que poderia até ter feito mais!
Mas os corintianos que não se animem muito, pois, como já disse neste espaço, o Timão no G4, com o futebol feio que tem apresentado, me lembra daquela velha história da vaca em cima da árvore: ninguém sabe como ela foi parar lá, mas todos sabem que ela vai cair!
E não deve demorar, viu?
Tigres 0 x 0 River Plate
Na primeira partida da final da Libertadores, empate em 0 a 0 entre Tigres e River Plate.
Bom, agora ficou fácil para a equipe argentina conquistar o caneco em casa, não é mesmo?
Milton Neves
Deu a lógica em Itaquera. E no Mineirão. Apesar de Osorio
Nenhuma surpresa nos dois jogos da noite. Em São Paulo, o estranho foi o empate no primeiro tempo. Depois, tudo se normalizou. O Corinthians tem qualidade, é bem montado e o Vasco é muito fraco. Tem 21 gols de déficit. Contra os paulistas, fez um gol e levou 14.
Em Minas, o líder do campeonato venceu o São Paulo desfigurado pelo seu presidente. Poderia ser diferente, graças a Osorio. O colombiano armou o São Paulo muito bem. Foi um time moderno, com três zagueiros, Michel Bastos como volante, Ganso e Pato em uma linha atrasada em relação a Luís Fabiano.
O time mostrou atitude. Marcou no campo adversário e se aproveitou dos espaços deixados por Marcos Rocha. Luís Fabiano jogou bem, dividiu, chutou a gol, mas Alexandre Pato fez uma partida bizarra. Perdeu gols e gols. Um absurdo. Mesmo se ele fosse pianista, como no jogo anterior, teria de fazer pelo menos dois gols.
Além dele, a feitura dos gols explica muita coisa.
1 x 0 – Ele aparece na frente do goleiro, chuta, Ceni defende e ele faz o gol, sentado, de ombro ou de cabeça….
2 x 0 – Lucão perde na velocidade para Pratto e o argentino definiu bem.
3 x 0 – Hudson, com a bola dominada, dá um passe para o jogador do Galo.
Tudo definido. Osorio mudou o time. Passou a jogar com quatro atrás, com Rodrigo Caio no meio e Centurión no ataque. E saiu o gol, em um passe de Ganso para Pato. O que deveria ser comum como areia, é raro como pérola.
Carlos Miguel Aidar e Ataíde Gil Guerreiro conseguiram dar ao São Paulo e a Osorio os seguintes zagueiros: Toloi, Lucão (acho que está claro que não em condições de jogar em um time grande), Edson Silva, Breno (parado há três anos) e agora Luiz Eduardo, da Série D.
Rodrigo Caio precisa jogar ora de volante, ora de zagueiro. E ainda há Thiago Mendes, Hudson, Reinaldo…. E garotos imberbes.
Mas é covardia criticá-los quando Pato e Ganso jogam com o entusiasmo de quem extrair um canino sem anestesia.
Menon
Grande jogo no Mineirão
Vitória do Atlético, mas poderia ter sido do São Paulo, que jogou uma das suas melhores partidas neste campeonato.
Num primeiro tempo incrível, o São Paulo até que jogou bem diante do Atlético Mineiro, líder do Brasileirão.
O técnico Osorio armou o time tricolor com três zagueiros, mas avançou bem os laterais.
O colombiano colocou Michel Bastos pelo meio e deu liberdade para Pato.
Com esse esquema, o São Paulo chegou a dominar o Atlético, mas não foi eficiente.
Teve cinco oportunidades claríssimas de gol e não aproveitou nenhuma. O Galo teve três e aproveitou as três.
No segundo tempo, o São Paulo voltou ligado e partiu para cima, sufocou.
De novo, teve várias oportunidades de gol e marcou apenas um. Mas lutou até o fim.
Osorio não quis perder de pouco e arriscou.
Tirou Hudson de volante e colocou Centurion no ataque.
A pressão continuou, mas a equipe não foi capaz de marcar novamente.
Perdeu por três a um.
Nova derrota.
Mas, desta vez, pelo menos lutou até o fim e vendeu caro.
Abilio Diniz
Galo serviu um Pratto indigesto ao São Paulo
Quem não viu o jogo pode pensar que o Atlético-MG ganhou fácil do São Paulo. Na verdade, no primeiro tempo, o tricolor paulista teve oito chances claras de marcar e Pato, mesmo com a braçadeira de capitão para aumentar seu moral, perdeu 4 delas na cara do gol.
Essa foi a grande diferença dele para o argentino Pratto, que não desperdiçou as oportunidades que teve e marcou três gols na primeira etapa. E de todos os jeitos: de ombro depois de um cruzamento de bola e, ainda outro, matando no peito e batendo com categoria, mostrando que o líder do Campeonato Brasileiro está bem servido de centroavante.
Foi o bastante para decidir a partida. O São Paulo esboçou uma reação e depois de Pato perder mais gols, colocou um para dentro, depois do cruzamento de Ganso, numa das raras jogadas do sonolento meia.
Luis Fabiano estava mais aceso no jogo, mas não conseguiu caprichar o suficiente para marcar. Os dois técnicos mandaram suas equipes se atirarem para o ataque e o resultado disso foi um dos melhores jogos desse Campeonato.
Poucas faltas, algumas não marcadas, é verdade, mas num ritmo alucinante com média FIFA de jogo, com mais de sessenta por cento de bola rolando.
O que se pode esperar dos times, pela mostra dessa partida, é que o Atlético Mineiro será o time a ser batido, para quem está lá em cima na tabela e pensa em ser campeão. Já para o São Paulo é continuar demonstrando a mesma vontade do começo dessa partida e, principalmente, melhorar a pontaria dos atacantes.
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