Deputado federal e acusado de assassinato vão representar a Série B no conselho da CBF
Uma reunião na sede da CBF na tarde desta terça-feira definiu quais serão os representantes da Série B no Conselho Técnico da entidade. Foram eleitos o vice-presidente do ABC e deputado federal, Rogério Marinho, e o presidente do Atlético-GO, Maurício Sampaio.
Marinho foi lembrado mesmo sem comparecer presencialmente ao encontro. Ele foi representado pelo presidente da Federação Potiguar, José Vanildo. O parlamentar fez parte da comissão mista que tratou da montagem do texto da Medida Provisória 671, que trata do refinanciamento da dívida dos clubes com a União e aguarda sanção presidencial.
Já Mauricio Sampaio é empresário, mas vive uma situação conturbada em Goiânia. Ele é acusado de ser o mandante do assassinato de um cronista esportivo, em 2012, e aguarda júri popular.
O próximo passo será definir os representantes das Séries C e D do conselho técnico. Pela Série A, foram eleitos Corinthians, Fluminense, Atlético-PR, Atlético-MG e Grêmio.
Torcida do Palmeiras supera a do Corinthians pela primeira vez na era dos pontos corridos
Novo estádio, programa de sócios em alta e boa campanha no torneio. Esses três fatores juntos devem levar o Palmeiras a ter maior média de público no Brasileiro que o arquirrival Corinthians, fato inédito na história dos pontos corridos. Após 15 rodadas, o clube alviverde lidera o quesito com média de 33,2 mil torcedores por jogo, contra 26,7 mil do rival. Esse fato não ocorreu nem mesmo em 2007, ano que o Timão caiu para a Série B e o Palmeiras brigou por vaga na Libertadores (20,1 mil contra 17,6 mil).
Superioridade
A possibilidade do Palmeiras ficar à frente do Corinthians em média de público chama a atenção por dois fatores. O primeiro deles é a superioridade histórica do alvinegro no quesito, sendo que em três oportunidades (2010, 2011 e 2012) teve mais que o dobro da média de torcedores que o Palmeiras. Além disso, a capacidade da Arena Corinthians, de 48 mil, é superior à do Allianz Parque, de 44 mil.
A possibilidade do Palmeiras ficar à frente do Corinthians em média de público chama a atenção por dois fatores. O primeiro deles é a superioridade histórica do alvinegro no quesito, sendo que em três oportunidades (2010, 2011 e 2012) teve mais que o dobro da média de torcedores que o Palmeiras. Além disso, a capacidade da Arena Corinthians, de 48 mil, é superior à do Allianz Parque, de 44 mil.
Fruta do chefe
A contratação do volante Ameixa, ex-Remo, para a base do Corinthians, não passou pelo crivo da comissão técnica da categoria ou do coordenador-técnico Alessandro Nunes. Destaque do Campeonato Paraense deste ano, o jogador de 19 anos foi indicado pelo observador Mauro da Silva e sua contratação foi ordenada pelo ex-presidente Andrés Sanchez, atual superintendente.
A contratação do volante Ameixa, ex-Remo, para a base do Corinthians, não passou pelo crivo da comissão técnica da categoria ou do coordenador-técnico Alessandro Nunes. Destaque do Campeonato Paraense deste ano, o jogador de 19 anos foi indicado pelo observador Mauro da Silva e sua contratação foi ordenada pelo ex-presidente Andrés Sanchez, atual superintendente.
Em nova área
Ex-jogador e hoje treinador de futebol e comentarista esportivo, Paulo Roberto Falcão irá se aventurar em uma nova área: o de cursos ligados ao futebol. Nos próximos dias 22 e 23 de agosto, em São Paulo, ele irá ministrar o curso “Futebol & Mídia”, que será voltado para a comunicação no futebol mais popular do país. Entre os palestrantes confirmados está o ex-árbitro e comentarista esportivo, Carlos Eugênio Simon.
Ex-jogador e hoje treinador de futebol e comentarista esportivo, Paulo Roberto Falcão irá se aventurar em uma nova área: o de cursos ligados ao futebol. Nos próximos dias 22 e 23 de agosto, em São Paulo, ele irá ministrar o curso “Futebol & Mídia”, que será voltado para a comunicação no futebol mais popular do país. Entre os palestrantes confirmados está o ex-árbitro e comentarista esportivo, Carlos Eugênio Simon.
Foco no marketing
Após encerrar suas atividades no futebol por problemas financeiros, o XV de Jaú, do interior paulista, fechou uma parceria com a agência Only!Savoia para reestruturar o marketing do clube na tentativa de arrecadar recursos para o time voltar a disputar o Paulista no próximo ano. O acordo com a agência irá até o final de 2016 e o projeto foi denominado de “Você ama o XV, só tinha se esquecido disso”.
Após encerrar suas atividades no futebol por problemas financeiros, o XV de Jaú, do interior paulista, fechou uma parceria com a agência Only!Savoia para reestruturar o marketing do clube na tentativa de arrecadar recursos para o time voltar a disputar o Paulista no próximo ano. O acordo com a agência irá até o final de 2016 e o projeto foi denominado de “Você ama o XV, só tinha se esquecido disso”.
Cadê os números?
Visando reforçar a marca do XV de Jaú, a Only!Savoia lançou um novo site e passou a comercializar produtos do time, como camisas e chaveiros. A agência, entretanto, aguarda a divulgação do balanço financeiro do clube para projetar o valor a ser arrecadado pelo novo projeto. A expectativa é que a diretoria do XV de Jaú divulgue o balanço em agosto, iniciativa que a agência aponta ser primordial para atrair o investimento de empresas.
Visando reforçar a marca do XV de Jaú, a Only!Savoia lançou um novo site e passou a comercializar produtos do time, como camisas e chaveiros. A agência, entretanto, aguarda a divulgação do balanço financeiro do clube para projetar o valor a ser arrecadado pelo novo projeto. A expectativa é que a diretoria do XV de Jaú divulgue o balanço em agosto, iniciativa que a agência aponta ser primordial para atrair o investimento de empresas.
No octógono
Campeão da categoria peso-pesado do UFC, o brasileiro Fabrício Werdum será o novo garoto-propaganda da Budweiser. A primeira ação do lutador com a parceira será comentar através do Twitter da marca de cerveja a luta da americana Ronda Rousey, que acontece no próximo sábado, dia 1, no Rio.
Livros
Através de seu Departamento de Formação de Atletas, o Grêmio está buscando fechar parcerias com editoras para montar uma verdadeira biblioteca na Residência Esportiva, em Eldorado do Sul, onde ficam hospedados os atletas das categorias de base do clube.
Campeão da categoria peso-pesado do UFC, o brasileiro Fabrício Werdum será o novo garoto-propaganda da Budweiser. A primeira ação do lutador com a parceira será comentar através do Twitter da marca de cerveja a luta da americana Ronda Rousey, que acontece no próximo sábado, dia 1, no Rio.
Livros
Através de seu Departamento de Formação de Atletas, o Grêmio está buscando fechar parcerias com editoras para montar uma verdadeira biblioteca na Residência Esportiva, em Eldorado do Sul, onde ficam hospedados os atletas das categorias de base do clube.
Denominada “Um olho na bola e outro nos livros”, a iniciativa do tricolor gaúcho será lançada neste semestre e visa despertar entre os jovens jogadores o interesse pela leitura.
– Para os meninos, a atividade terá ainda outro papel importante: ela traz inspiração, coragem e motivação – afirma Daniel Perez, supervisor pedagógico do clube.
Caso o Grêmio consiga um grande número de livros doados junto às editoras, o projeto será estendido para as escolas que são parceiras do time na formação escolar dos jovens atletas.
De Letra
De Letra
“Não pode levantar os braços, bater palma ou conversar. O árbitro hoje é intocável”
César Pacheco, vice-presidente de futebol do Grêmio, sobre o rigor atual da arbitragem no Campeonato Brasileiro.
Por Fábio Suzuki
Atrás do tri da Libertadores, Rafael Sobis pode virar ‘artilheiro brasileiro’ das finais
igres e River Plate começam a decidir a Copa Libertadores nesta quarta-feira no México e o atacante Rafael Sobis pode ser tricampeão do torneio. Nas outras conquistas, em 2006 e 2010 com a camisa do Internacional, Sobis marcou nas decisões diante São Paulo e Chivas e, caso repita a dose contra os argentinos, será o primeiro brasileiro a balançar as redes em três finais diferentes.
Contando Sobis, são oito jogadores que marcaram duas vezes, mas somente dois deles fizeram por clubes diferentes. O ex-volante Dinho marcou pelo São Paulo (1993) e Grêmio (1995), enquanto Luizão deixou o dele pelo Vasco (1998) e São Paulo (2005). Um outro brasileiro entra na lista, porém às avessas. O zagueiro Durval, atualmente no Sport, também fez gols em duas finais de Libertadores, mas ambos contra. Aconteceu em 2005 no Atlético-PR e depois pelo Santos, seis anos mais tarde.
O equatoriano Alberto Spencer é quem mais marcou em finais: quatro vezes. No Peñarol ele fez nos anos de 1960, 1961, 1962 e 1966. Spencer também é o maior goleador da competição sul-americana com 54 gols.
Brasileiros que marcaram em duas finais diferentes de Libertadores:
Coutinho (1962 e 1963 – Santos) – 5 gols
Pelé (1962 e 1963 – Santos) – 3 gols
Nelinho (1976 e 1977 – Cruzeiro) – 3 gols
Luizão (1997 – Vasco e 2005 – São Paulo) – 3 gols
Rafael Sobis (2006 e 2010 – Internacional) – 3 gols
Raí (1992 e 1993 – São Paulo) – 2 gols
Muller (1993 e 1994 – São Paulo) – 2 gols
Dinho (1993 – São Paulo e 1995 – Grêmio) – 2 gols
Durval (2005 – Atlético-PR e 2011 – Santos) – 2 gols contra
Coutinho (1962 e 1963 – Santos) – 5 gols
Pelé (1962 e 1963 – Santos) – 3 gols
Nelinho (1976 e 1977 – Cruzeiro) – 3 gols
Luizão (1997 – Vasco e 2005 – São Paulo) – 3 gols
Rafael Sobis (2006 e 2010 – Internacional) – 3 gols
Raí (1992 e 1993 – São Paulo) – 2 gols
Muller (1993 e 1994 – São Paulo) – 2 gols
Dinho (1993 – São Paulo e 1995 – Grêmio) – 2 gols
Durval (2005 – Atlético-PR e 2011 – Santos) – 2 gols contra
por Rafael Bullara
COLUNA DA TERÇA
por André Kfouri
ESCALAS
O caminho para a Rússia não seria simples, independentemente da tabela de jogos sorteada anteontem em São Petersburgo. Mas os eventos da última Copa América adicionaram emoção às primeiras escalas da viagem da Seleção Brasileira, o que pode tornar mais perigosa a aventura para chegar à próxima Copa do Mundo.
O Brasil estreia contra o Chile, recém-coroado campeão do continente, em tese o pior adversário possível para a largada das Eliminatórias Sul-Americanas. Para agregar dificuldades, o encontro será em Santiago, no mesmo estádio Nacional em que os chilenos jogaram todas as partidas da primeira conquista da história de sua seleção. A narrativa dos dias anteriores ao jogo se baseará no currículo negativo do Chile em confrontos com a Seleção Brasileira, e na chegada do dia em que, contrariando o que os números indicam, o favorito não será o Brasil.
Neymar, suspenso, não estará em campo em Santiago, assim como não poderá participar do segundo jogo do Brasil na tentativa de classificação para o Mundial de 2018, contra a Venezuela. Também em teoria, não deveria haver razão para temer os venezuelanos, especialmente em um estádio brasileiro. Mas o último encontro com a seleção vinho tinto, na Copa América, mostrou equilíbrio e sofrimento brasileiro – sem Neymar, já impedido de jogar – para sustentar o placar de 2 x 1. Lembrando que uma derrota para o Chile será um resultado normal, o jogo diante dos venezuelanos pode assumir um caráter urgente, o que não ajudará em termos de ambiente.
A terceira rodada das Eliminatórias determina que o Brasil viajará à Argentina, onde, independentemente da época, das escalações e do retrospecto, todos os cenários possíveis devem ser considerados. Os argentinos estreiam em casa contra o Equador e visitam o Paraguai nas duas datas iniciais. Neymar estará de volta da suspensão para reencontrar Messi, se é que o argentino seguirá defendendo seu país após a neurótica campanha de difamação que sofreu pelo vice-campeonato no Chile.
O regulamento do torneio qualificatório prevê que todas as seleções se enfrentarão, de modo que as exigências tendem a se equilibrar ao longo da disputa. Mas encarar os dois melhores times do continente, em ambos os casos como visitante, nas três primeiras rodadas é um incômodo do qual não se pode escapar. A Seleção Brasileira ainda será uma equipe em formação por algum tempo, uma verdade que a comissão técnica esqueceu de salientar com a devida ênfase durante a Copa América, talvez por ter se deixado levar pelos resultados dos amistosos.
Otimistas inabaláveis farão questão de lembrar que vencer o Chile e a Argentina, em seus respectivos domínios, não foi um problema para o Brasil de Dunga nas Eliminatórias para a Copa de 2010. O contraponto a esse argumento é exatamente a diferença de estágio entre aquela Seleção e a atual. Dunga foi campeão continental em 2007, em sua primeira competição no cargo, goleando chilenos e argentinos no caminho. Não é necessário recordar o que aconteceu na segunda Copa América que ele disputou.
MERCADOR VENEZIANO
O próximo amistoso da Seleção Brasileira está marcado para o dia 8 de setembro, contra os Estados Unidos, nos arredores de Boston. Vejamos qual será a explicação do presidente da CBF para se ausentar de mais um compromisso obrigatório, se é que ele oferecerá alguma.
VERGONHA ALHEIA
Chuck Blazer, o cartola excêntrico que ligou o ventilador do escândalo de corrupção na FIFA, era secretário-geral da Concacaf. As barbaridades que aconteceram na Copa Ouro, encerrada ontem, mostram que a entidade que administra o futebol no Caribe e nas Américas Central e do Norte tem mais problemas do que se imaginava. Ou que não está preocupada em escondê-los. A força da arbitragem para conduzir o México à decisão do torneio lembrou o que se viu na Copa do Mundo de 2002, quando os anfitriões coreanos precisavam estar nas semifinais.
A REVOLTA DAS MARCAS
A mensagem de um dos patrocinadores mais importantes do futebol não poderia ser mais clara. Em carta endereçada à Confederação Sindical Internacional, correspondência que se tornou pública na semana passada, a Coca-Cola confirmou que procurou a Fifa no início do mês para exigir reformas na entidade mergulhada na corrupção.
A demanda da empresa de refrigerantes conhecida em todo o planeta, cuja marca está associada à Copa do Mundo desde 1978, é por uma comissão independente, liderada por um ou mais líderes imparciais e notáveis, para ajudar a Fifa no processo de reconstrução de sua governança. A Coca-Cola não enxerga outro caminho para que “a casa do futebol” – expressão difundida por Joseph Blatter – possa recuperar a confiança que jogou na lixeira. Foi o primeiro ato de uma campanha aberta de pressão sobre a Fifa, à qual já se juntaram outros gigantes do mundo corporativo, como o McDonald’s, a Adidas e a Visa.
Durante uma conversa com jornalistas e analistas de mercado realizada ontem, o executivo-chefe da Visa foi ainda mais incisivo na cobrança a Blatter. Charlie Scharf utilizou sua posição na empresa que investe 30 milhões de dólares por ano em patrocínio à Fifa para pedir a saída das pessoas que dirigem a entidade. Além de apoiar a formação de uma comissão para transformar a Fifa de fora para dentro, a Visa quer a substituição do comando. “Acreditamos que nenhuma reforma significativa pode ser feita sob a liderança atual da Fifa”, disse o executivo.
Não surpreende que as prisões no Baur Au Lac e a opulência dos donos do futebol tenham incomodado as corporações que associam seus nomes à Fifa. Que a ingenuidade não nos faça crer que as práticas dos senhores dos anéis eram desconhecidas e a ação do FBI causou espanto em quem negocia com eles. O problema real é o dano à imagem, e não é complexo entender que ninguém está disposto a gastar milhões de dólares para aparecer de braços dados com figuras que exalam desonestidade e fedor de caviar. Quando quem assina o cheque perde a paciência, mudanças acontecem.
Mas tudo depende do nível de indignação e da capacidade de conviver com o constrangimento. Enquanto pesos pesados internacionais enquadram a Fifa, a crise de imagem da CBF ainda é uma marolinha. Na mesma época em que a entidade brasileira anunciou um acordo de trinta anos com a Ultrafarma, um de seus patrocinadores mais visíveis acusou incômodo semelhante ao que levou a Coca-Cola e a Visa a agir. Em vez de se manifestar publicamente, a empresa em questão aproveitou a ocasião para renegociar seu contrato e conseguiu reduzir o investimento sem perder exposição. Os próximos capítulos da investigação que corre nos Estados Unidos e os potenciais desdobramentos no Brasil podem alterar as posturas, mas não parece que quem se sentou com Teixeira e Marin tenha problemas para sorrir ao lado de Del Nero, o Marco Polo que não viaja.
Em todo caso, aproxima-se, ainda que longe da velocidade ideal, o dia em que marcas brasileiras de alta visibilidade perceberão que podem mudar o futebol no país, e que isso faz todo o sentido não apenas no ponto de vista da imagem, mas no aspecto do investimento. Quem enxerga bem já se convenceu.
por André Kfouri
Nenhum comentário:
Postar um comentário