O São Paulo aceitou uma proposta do Monaco, da França, de 10 milhões de euros (R$ 37,4 milhões) pelo meia Gabriel Boschilia e encaminhou a venda do atleta de 19 anos. O clube francês já ofereceu contrato ao meio-campista, que aceitou o acordo. Agora as diretorias dos dois clubes trocam documentos, mas o São Paulo ainda se acerta com o atleta: o clube do Morumbi tem 50% dos direitos econômicos e receberia R$ 18,7 milhões, mas tenta fazer com que o jogador e um investidor abram mão de 20% dos direitos.
Os direitos econômicos de Boschilia estão divididos entre São Paulo (50%), o empresário Hugo Ardison (30%) e o próprio atleta (20%). O São Paulo tenta negociar para que o empresário e o atleta abram mão de 10% cada um, para que o clube tenha direito a receber 70% do valor total: 7 milhões de euros (R$ 26,1 milhões).
Se vendido, Boschilia será o sétimo jogador a deixar o São Paulo desde a chegada do técnico Juan Carlos Osorio, que recebeu apenas dois reforços. Antes dele, o zagueiro Paulo Miranda, os volantes Denilson e Souza, e o atacante Jonathan Cafu foram vendidos. O zagueiro Dória não teve o empréstimo renovado e o atacante Ewandro foi emprestado ao Atlético-PR. Chegaram o atacante colombiano Wilder Guisao, do Toluca (MEX), e o zagueiro Luiz Eduardo, do São Caetano.
Boschilia foi utilizado como titular na vitória do São Paulo sobre o Cruzeiro, no último domingo, pelo Brasileirão, e é o substituto natural de Paulo Henrique Ganso no São Paulo. O camisa 10, ex-Santos, passou os últimos dias sob o assédio do Orlando City, clube dos Estados Unidos que acionou o São Paulo na Justiça por uma dívida na contratação de Kaká por empréstimo, em 2014.
O Monaco é o mesmo clube que em julho de 2014 ofereceu 20 milhões de euros pela contratação de Rodrigo Caio, outra revelação são-paulina. No início do ano o São Paulo admitiu ter recebido sondagens por Boschilia, mas não houve nenhuma proposta. Boschilia trocou o Guarani pelo São Paulo aos 16 anos, em 2012, e desde então se tornou uma das maiores apostas das categorias de base são-paulina.
uol
Ronaldinho 'assusta' nos primeiros dias de Flu. E não é pelo futebol
Uma atitude de Ronaldinho Gaúcho nos dois primeiros dias de Fluminense 'assustou' os novos companheiros de clube. Em campo, o meia apresentou boa forma física na segunda e a mesma qualidade técnica de sempre na única atividade com bola, na terça, mas o fato do camisa 10 não tomar banho após as atividades surpreendeu nas Laranjeiras.
A atitude não é comum entre os jogadores, que normalmente tomam banho e trocam de roupa antes de deixar o clube, até porque a grande maioria mora na Barra da Tijuca, bairro distante das Laranjeiras. Ronaldinho é um dos que moram longe, mas não se importou em deixar a sede tricolor sem trocar de roupa nos primeiros treinos.
O 'hábito' de Ronaldinho é novidade, pelo menos no Rio de Janeiro. Nos tempos de Flamengo, o camisa 10 agia como os outros atletas e tomava banho após a atividades. Ele, no entanto, era conhecido por já chegar vestido com o uniforme para os treinos no Ninho do Urubu, estratégia usada para compensar atrasos.
Independente do hábito incomum, Ronaldinho vem agradando nas Laranjeiras. O jogador se apresentou em boa forma física e se destacou no primeiro treino com bola, na última terça-feira. O camisa 10 marcou quatro gols na atividade e ainda exibiu um pouco do futebol que se espera dele.
Mesmo com a animação, a estreia no sábado ainda não está confirmada. Somente na quinta-feira a situação do jogador deve ser definida em relação à partida com o Grêmio, no Maracanã, pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro. Curiosamente, o time gaúcho foi responsável por revelar o meia.
"Possibilidade de estrear é com a preparação física, comissão técnica... ainda não sabemos. Devemos saber até quinta. Nossa vontade é de que ele esteja em campo no sábado", disse o vice presidente de futebol do Fluminense, Mário Bittencourt.
"No futebol profissional, a decisão da escalação dele será técnica. Hoje foi o primeiro treino dele com bola. Acreditamos que a torcida vai comparecer, independentemente do Ronaldo", completou o dirigente.
Por via das dúvidas, Ronaldinho já foi regularizado pelo Fluminense e já pode ser utilizado caso seja a vontade do técnico Enderson Moreira. Ele está sem disputar uma partida oficial há dois meses, quando fez a última partida pelo Querétaro, do México.
uol
Inter deve R$ 6 mi por Aránguiz e não deve pagar mesmo com venda
A saída de Charles Aránguiz do Internacional será definida até sexta-feira, mas dificilmente vai mudar um detalhe ainda em aberto da vinda dele para o Beira-Rio, em junho de 2014. O Colorado deve cerca de R$ 6 milhões ao grupo DIS – do investidor Delcir Sonda, e mesmo com as ofertas milionárias na mesa não tratou de pensar na quitação.
A relação com o empresário é o centro da questão. Mesmo sem receber o valor, dividido em parcelas semestrais a serem pagas entre 2015 e 2017, Delcir Sonda garantiu que vai efetivar a cláusula de contrato que prevê 50% dos direitos econômicos de Aránguiz ao Inter. No papel, atualmente, o Colorado não tem nada do chileno. Mas terá e por amor do investidor ao clube.
"O clube não saldou as parcelas, mas isto não influencia em nada no processo. O Delcir é um torcedor fanático do Inter, tem uma ótima relação há anos e uma parceria bem estabelecida", afirmou Roberto Moreno, presidente do braço esportivo das empresas do gaúcho radicado em São Paulo – e que já bancou as contratações de D'Alessandro, Kleber e Anderson no Inter.
O negócio fechado em junho do ano passado foi assim: Sonda bancou o valor exigido pelo conglomerado que controla Granada-ESP, Udinese-ITA e Watford-ING e entregou Aránguiz ao Inter. Desde janeiro o clube gaúcho está em débito com o investidor, mas não foi cobrado e nem deve ser. Com dificuldades financeiras, é muito provável que o Colorado escute que a quantia poderá ser paga no ano que vem. Ou trocada por fatia de jovens jogadores – como ocorreu em dezembro.
À época, o Grupo DIS adquiriu 10% de Cláudio Winck, Alan Costa, Eduardo Sasha e Valdívia. Cada um pelo preço de 1 milhão de euros. O processo foi contestado pelo conselho fiscal, mas ajudou a pagar as contas do vestiário. Mais tarde, Delcir Sonda foi chamado para ajudar na contratação de Anderson. O mecenas já acumula prejuízos nas negociações com o Internacional. O maior deles foi com D'Alessandro, contratado em 2008 e que segue em Porto Alegre até hoje.
"Nem conversei sobre isso (quitação dos R$ 6 milhões) por conta da parceria e pelo número de atletas do Grupo DIS no Internacional. Isto não é problema. O problema é chegar ao valor e fechar negócio. A gente já foi devedor em outras ocasiões, em outras gestões, então a relação é ótima", reiterou Moreno.
O Leicester City, da Inglaterra, é o clube mais perto de levar Charles Aránguiz. A proposta no papel é de 12 milhões de euros, mas verbal já chegou ao valor pedidopelo Inter. Bayer Leverkusen e Olympique de Marseille correm por fora.
uol
Allianz já rendeu R$ 42 mi ao Palmeiras e está perto de bater meta anual
Além de atrapalhar os planos do técnico Marcelo Oliveira, os quatro jogos que o Palmeiras pode perder no Allianz Parque devem atingir o bolso alviverde. Não é para menos: a renda bruta do clube jogando em seu estádio já ultrapassou R$ 42 milhões em 2015.
São R$ 23,3 milhões no Paulista, R$ 17,2 milhões no Brasileiro e mais R$ 1,8 milhão da Copa do Brasil – segundo números retirados dos boletins financeiros disponibilizados pela Federação Paulista e pela CBF.
Os números são frutos e um equilibrio encontrato pelo Palmeiras: ao mesmo tempo que tem os ingressos mais caros do Brasil, o alviverde consegue manter a casa a cheia. Foi assim no Paulista, e continua sendo no Brasileiro.
No estadual, segundo cálculo do Footstats, o Allianz Parque teve o ticket médio mais alto: R$ 80,68 reais; isso resultou em um público médio de 28,9 mil pessoas, ficando atrás apenas do Corinthians, que teve 29,2 mil.
No Brasileirão os ingressos alviverdes continuaram sendo os mais caros da competição, mas ficaram um pouco mais baratos: preço médio de R$ 64,64. O público subiu também, e é o melhor do país: 33,3 mil espectadores por jogo.
Os números superam em muito as expectativas traçadas pelo clube no começo da temporada. Em sua previsão orçamentária, o Palmeiras esperava uma renda bruta de R$ 50 milhões; em menos de sete meses, está perto de batê-la.
Os R$ 50 milhões erão atingidos com mais três ou quatro partidas. O próximo jogo do Palmeiras no Allianz é neste domingo, diante do Atlético-PR, às 11h
uol
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