sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Aos conselheiros e diretores do São Paulo

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Quem acompanha este blog sabe como venho tentando ajudar o São Paulo a encontrar saídas para a sua grave crise financeira. E a única saída possível é também uma grande oportunidade: profissionalizar a gestão. Não temos mais tempo a perder.
Apresentei uma proposta nesse sentido em reunião do Conselho Deliberativo e pude ver o enorme apoio de vocês. Desde então, porém, nada de concreto aconteceu.
Segundo relatos da mídia, hoje haverá uma reunião do Conselho Consultivo, da qual fui excluído, para discutir o plano de profissionalização. À noite, segundo esses relatos, a diretoria deve se reunir também para apreciar o plano. Pode até aprová-lo, mas o que importa é a sua execução.
A diretoria e todos os conselheiros precisam assumir as responsabilidades deste momento crítico e apoiar uma profissionalização verdadeira da gestão. A atuação do Conselho Deliberativo é fundamental, pois representa os verdadeiros donos do São Paulo – os seus sócios e a sua imensa torcida.
Como nas empresas, o Conselho precisa estar perto do presidente e da diretoria na condução da gestão em momento tão crítico. O CEO do São Paulo e o Instituto Áquila, ambos contratados pelo presidente Aidar, redigiram o novo plano e devem prestar contas ao Conselho, como acontece nas gestões profissionais das boas empresas.
Não é possível uma organização com uma receita da ordem de R$ 220 milhões por ano e uma dívida quase impagável da ordem de R$ 270 milhões ser gerida de forma não profissional. A administração precisa ser feita por pessoas dedicadas em tempo integral, com sólida formação nas áreas em que atuam.
Não há tempo a perder. O SPFC pode ficar sem dinheiro para cumprir suas obrigações em semanas. Para cobrir o rombo, já se discute pedir adiantamento pela transmissão do Campeonato Paulista de 2016. O dinheiro do patrocínio da Under Armour até o final de 2016 já foi antecipado e gasto. Ou seja, para resolver o problema presente está se criando um problema futuro. Essa conta não fecha.
O Itaú BBA fez um relatório demolidor sobre a situação (leia o relatório completo aqui). Começa assim: “Se autodestruirá em 3, 2, 1… O São Paulo está em rota de colisão com um muro. Não tem segredo, e os sinais são claros”. A análise do banco inclusive faz uma série de propostas de gestão profissional para o São Paulo totalmente em linha com as minhas propostas.
A situação, insisto, é grave e urgente. Os bancos credores podem em breve cobrar essa fatura e, em caso de não pagamento, tomar as garantias da dívida, entre elas o patrimônio social do clube. Nunca imaginei que o São Paulo fosse chegar a esse ponto.
Meu objetivo aqui é unir o São Paulo. Só juntos poderemos tirá-lo da beira do abismo. O São Paulo é grande demais para ficar refém de pequenos interesses e grandes egos.
Temo que essas reuniões fechadas levem a decisões de conchavo que tenham como objetivo apenas preservar interesses individuais e criar uma fachada de profissionalização.
Na minha trajetória, enfrentei situações delicadas de empresas com muito mais crédito na praça que o São Paulo, que precisaram de muito foco, muita seriedade e muita competência para se reerguerem. Isso é possível. Mas precisa ser feito logo e da forma certa.
Senhores conselheiros e diretores, tentei aqui jogar luz sobre a situação terrível do nosso amado tricolor. Fui até onde pude. A partir daqui, preciso de ajuda. Peço que atuem visando o melhor interesse do clube. Conto com vocês.
Abilio Diniz


"Há muita gente dando opiniões neste clube", diz Osorio


Juan Carlos Osorio concedeu entrevista coletiva pela primeira vez no CT da Barra Funda, nesta sexta-feira, depois de ter desistido da ideia de pedir demissão do São Paulo. Demovido da ideia pelo vice-presidente de futebol Ataíde Gil Guerreiro, o técnico afirmou que recebeu propostas além da seleção do México, mas que não trocará o São Paulo por nenhum clube. Apenas por uma seleção, motivado pelo sonho de disputar uma Copa do Mundo. O treinador criticou, porém, que há muitas pessoas dando opiniões dentro do clube e citou um exemplo.
"Estava com Milton [Cruz, coordenador], mostrei a ele uma mensagem de uma pessoa do clube que oferece muitos jogadores. Agora, em minha humilde opinião, o time precisa de um volante. Estamos trabalhando com Thiago Mendes e Breno para essa posição. Centroavante, um Luis Fabiano mais jovem, por exemplo. De futebol e jogadores falam muitos. Minha resposabilidade e posição é a parte desportiva. Neste clube há muito gente dando opiniões. Demasiados. Quando alguém fala para mim que tem um centroavante muito bom, eu pergunto: "o que ele faz bem?". Me respondem: "ele é rápido". Não precisamos", disse.
"Eu não vou trocar o São Paulo por nenhum clube. Nenhum. Estava com Milton, me ligaram dos Emirados Árabes. Você perde três jogos e o telefone toca 20 vezes, todas oportunidades de trabalho. Para todos eu disse o mesmo. Eu tenho como profissional um objetivo de ir a uma Copa do Mundo. Como ser humano também um sonho. A diferença entre sonho e objetivo profissional é que no meio há um processo, e estou seguindo esse processo. Acho que estou melhorando como pessoa, como técnico e como treinador", falou.
Questionado se aceitaria o convite do São Paulo hoje, em um cenário hipótetico, o colombiano, no entanto, não soube responder: "Prefiro falar sobre coisas concretas. Isso é uma suposição. Não saberia. Essa é a situação real, atual, e tenho a obrigação de colocar o time competitivo, que jogue para ganhar". Osorio também falou que não se preocupa com o futuro profissional e citou casos pessoais e até a tristeza pela grave lesão do atacante Luciano, do Corinthians, como problemas maiores.
"Não me preocupa. Me preocupa a saúde dos meus pais na Colômbia. Me preocupa tanto crime, tantas coisas terríveis. Me preocupou a lesão do Luciano. No profissional, na próxima vez que o cenário mudar eu posso responder a mesma coisa", disse. "Fico com minha família, tento escutar música, mas é difícil o estresse", admitiu.
O principal motivo do incômodo de Osorio que quase resultou no pedido de demissão é o desmanche do São Paulo. Desde que o técnico colombiano foi contratado, oito jogadores deixaram o clube. Osorio falou sobre os problemas do elenco e citou o exemplo do jovem atacante João Paulo.
"João, estou tentanto encaixá-lo em outra posição. Centroavante rápido, mas sem jogo aéreo... difícil", disse. "Com todo respeito a esse elenco, há jogadores que não estão no mesmo nível", acrescentou. "Tenho que ser muito objetivo e é a realidade. Perdemos Paulo Miranda, Rafael, defensivamente perdemos zagueiros muito bons. Agora jogar com três é mais difícil. Eu falei antes que os próximos dois jogos muito importantes para nós. Neste momento o Santos é o melhor time de futebol ofensivo no Brasil. Ofensivo. Para mim esse jogo vai ser muito especial. É um time que joga como nós tentamos jogar, vai ser um jgoo especial. Pouco rodízio porque não temos jogadores suficientes para fazê-lo", disse.
Osorio também descartou a possibilidade de contratar o zagueiro Léo, do Cruzeiro. "É um zagueiro que assisti a seus melhores lances, como faço com muitos jogadores. Como quando alguém recomenda, faz uma sugestão, eu tento formar minha própria opinião. Mas eu não perguntei por ele", disse.
Osorio se mostrou incomodado com comentários sobre suas inovações táticas e de posicionamento dos jogadores: "É muito fácil falar. Se alguém observa nossos treinamentos, sabe que aqui não inventamos nada. Quando Breno jogou de volante, trabalhou por dez sessões de treino antes daquela forma. É difícil entender o jogo e muito fácil falar depois do resultado".
UOL

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