"Esse menino veio e nos fez muito feliz aqui e trouxe para nós atleticanos uma valorização muito grande e uma geração de novos atleticanos", disse o ex-presidente do Atlético-MG, Alexandre Kalil, durante a despedida de Ronaldinho, em julho de 2014. O craque ano deixou por menos e respondeu na mesma altura. "Vou poder dizer que eu tenho uma segunda casa. O que eu fiz aqui foi minha segunda. Posso estar morando em qualquer lugar do mundo, mas sei que aqui é minha casa. É um lugar que fiz algo e que devo muito, para o resto da minha vida".
Foram apenas 25 meses, pouquinho do que dois anos juntos, mas o suficiente para tornar Ronaldinho um ídolo eterno dos atleticanos e tornar Gaúcho em torcedor do Mineiro, como o clube é tratado no continente americano e que R10 ajudou a conquista-lo e divulgar a marca alvinegra.
"Além da humildade e simplicidade que ele tratava todo mundo. No jogo contra o México, ele teve que ir para o ônibus por causa de uma invasão no treino. Contra o Santa Fe, na Colômbia, ele foi aplaudido pela torcida e deu uma volta olímpica. São situações que mostram o que ele representa no futebol brasileiro e mundial", lembrou o goleiro Victor.
Muito para um clube que não conquista o Brasileiro desde 1971 e desde então colecionou estaduais, duas Conmebol e muitas decepções. Ronaldinho fez o Atlético deixar de ser o time do quase para ser o time campeão. Com ele foram duas conquistas internacionais, uma Libertadores e uma Recopa. Depois dele já veio uma Copa do Brasil e os amigos que continuam na Cidade do Galo buscam o Brasileiro, que se tornou uma obsessão entre os torcedores.
Mas o Ronaldinho que ajudou a revolucionar o Atlético, que deu uma áurea vencedora ao clube, não era aquele do Barcelona, eleito duas vezes o melhor do mundo é considerado o jogador da década 2001 a 2010. Era o Ronaldinho do Flamengo, que estava em baixa com a torcida, vaiado e bastante cobrado, especialmente por não render em campo para justificar o salário superior a R$ 1 milhão. Ronaldinho que foi campeão no Milan, fez gols importantes, mas também abaixo do nível daquele R10 que encarava o Mundo com a camisa do clube catalão.
Esse Ronaldinho voltou a encantar e ser mágico. No Atlético ele encontrou paz, estabilidade e motivação para voltar a sonhar. Grandes títulos e seleção brasileira eram os objetivos. As conquistas e as convocações vieram. O que faz Ronaldinho ter um carinho diferente com o Atlético.
"Para essa criançada e para a torcida do Galo não é um adeus, é um até breve. Porque vou continuar vindo aqui, vou continuar visitando meus amigos. Estou deixando muita gente aqui. A torcida do Galo para mim é eterna e vou com eles até o fim. É um até breve", disse o craque em sua despedida.
Não veio a convocação para a Copa do Mundo, como não vieram o Mundial de Clubes e nem o Brasileirão. Mas nada o bastante para abalar a relação entre Ronaldinho e o Atlético/atleticano. O Ronaldinho do Barcelona, mas também do Atlético. E o Atlético de Ronaldinho, com ou sem estátua pela conquista da Copa Libertadores de 2013.
"Foi uma brincadeira. Queira entrar para história conquistando títulos e eu consegui. O resto não passa de brincadeira, pois conseguir o que eu queria".
UOL
Goleadas, invencibilidade e 2012. A rivalidade crescente de Flu x Atlético
Nenhuma outra partida da 21ª rodada do Campeonato Brasileiro envolve equipes tão bem colocadas quanto o duelo entre Fluminense e Atlético-MG, às 16h, no Maracanã. O encontro do quarto colocado com o vice-líder, por si só, faz o jogo ser o mais aguardado deste domingo no futebol brasileiro. Some-se ao confronto entre dois times do G4 (ao término da 20ª rodada) alguns fatos recentes dos embates do Fluminense com o Atlético, além de personagens especiais.
A começar pelo Brasileirão de 2012. Certamente a maior disputa entre os dois clubes, vencida pelos cariocas. Com uma equipe pragmática, sólida e eficiente, o Fluminense somou mais pontos como visitante do que como mandante e ficou com o troféu. Para o Atlético não foi suficiente o belo futebol de uma equipe liderada por Ronaldinho Gaúcho, agora jogador tricolor. Se o Horto era um caldeirão, fora de casa o time pouco fez, sete pontos em 27 no segundo turno. Além de constantes queixas contra a arbitragem.
"O próximo jogo sempre é o mais importante. Por ser confronto direto, o do Galo, sim, é mais importante. Tem de ter concentração e foco sempre", avisou Ederson Moreira, técnico do Fluminense.
No ano seguinte mais um capítulo emblemático. Se em 2009 o Fluminense de Cuca iniciou uma reação espetacular diante de um Atlético que brigava pelo título, com um 2 a 1, no Maracanã, e conseguiu escapar do rebaixamento, mesmo quando matemáticos apontavam 99% chances de rebaixamento, em 2013 a queda em campo foi praticamente selada diante do Atlético de Cuca. Um empate em 2 a 2, novamente no Maracanã, manteve a equipe tricolor na zona do rebaixamento.
Tanto que o Fluminense caiu, apesar do triunfo sobre o Bahia, na Fonte Nova, na rodada seguinte. Porém, dias depois a Portuguesa foi denunciada pela utilização irregular do meia Héverton, assim como o Flamengo, que escalou o lateral André Santos. Julgados, os dois clubes livraram o Fluminense de um novo rebaixamento. Pior para a Portuguesa.
"É um clássico de equipes que estão brigando pela ponta do campeonato. O que se espera é isso, um jogo bastante intenso, e vamos jogar para vencer a partida", disse Levir Culpi, o técnico do Atlético.
Mais do que o jogo da "queda" em 2013, o Fluminense está atravessado com o Atlético. Já são cinco anos de imbecilidade. Até mesmo no ano do título tricolor os mineiros não perderam. Foi um empate e uma vitória por 3 a 2, no Independência. No primeiro turno, em Brasília, goleada por 4 a 1 e queda de Ricardo Drubscky. Aliás, a última vez que o Fluminense venceu o Atlético, em 2010, goleada por 5 a 1, causou a queda de Vanderlei Luxemburgo. Naquele Brasileirão era o time mineiro que lutava contra o rebaixamento
FICHA TÉCNICA
FLUMINENSE X ATLÉTICO-MG
FLUMINENSE X ATLÉTICO-MG
Data: 30 de agosto de 2015, domingo
Horário: 16h (de Brasília)
Motivo: 21ª rodada do Campeonato Brasileiro
Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Marielson Alves Silva (CBF-1/BA)
Assistentes: Alessandro Rocha de Matos (Fifa/BA) e Kleber Lucio Gil (Fifa/SC)
Horário: 16h (de Brasília)
Motivo: 21ª rodada do Campeonato Brasileiro
Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Marielson Alves Silva (CBF-1/BA)
Assistentes: Alessandro Rocha de Matos (Fifa/BA) e Kleber Lucio Gil (Fifa/SC)
FLUMIENSE: Diego Cavalieri, Renato, Gum, Marlon e Victor Oliveira (Pierre); Edson, Jean, Gustavo Scarpa, Ronaldinho e Cícero; Wellington Paulista (Magno Alves)
Técnico: Ederson Moreira.
Técnico: Ederson Moreira.
ATLÉTICO-MG: Victor; Marcos Rocha, Leonardo Silva, Jemerson e Douglas Santos; Leandro Donizete, Rafael Carioca, Luan e Giovanni Augusto; Thiago Ribeiro e Lucas Pratto.
Técnico: Levir Culpi.
Técnico: Levir Culpi.
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