O jogo em 140 caracteres
O jogo foi tenso, disputado, com possibilidades de lado a lado, até o Figueira dar os dois golpes finais aos 28 e 47 do segundo tempo.
Mesmo fora de casa, a Ponte Preta teve mais posse (54% a 46%) e finalizou mais (18 a 12), mas sem efetividade.
O Figueirense não vencia há quatro rodadas, situação que a Ponte conhece bem: agora são sete jogos de jejum.
Nos dois últimos jogos em casa no Brasileiro, contra Joinville e Coritiba, oFIGUEIRENSE somara só um ponto - perdera para o JEC, com gramado encharcado, e empatara com o Coxa, mas jogando melhor, parando no goleiro Wilson. A tabela cobra caro por isso e não liga para explicações - desta vez, não poderia haver bobeira. Contra uma equipe de seu nível, possível concorrente contra a queda, era preciso se impor. O time foi intenso, como seu treinador exige, e precisará ser assim sempre em casa se não quiser passar sustos. Clayton será ainda mais importante no returno. É a referência técnica ofensiva de uma equipe que apenas pela segunda vez no campeonato conseguiu fazer três gols.
São 16 rodadas completas, e a PONTE PRETA tem 19 pontos: 13 nos primeiros oito jogos, seis nos oito mais recentes. É notória a queda livre da Macaca no Brasileirão - uma queda que faz com que ela passe a lutar contra o rebaixamento. Era evidente o protagonismo de Renato Cajá no começo do campeonato - assim como é evidente a falta que ele faz agora. A equipe paulista vive seu pior momento no ano, e nada parece dar certo. Quando é dominada, caso dos duelos contra Atlético-MG e Joinville, não vence; quando tem controle ao menos parcial, como contra Inter e Figueira, também não ganha. Os dois próximos jogos são contra Flamengo e Avaí em casa. Vencer é uma necessidade.
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O Joinville deixou a lanterna do Brasileirão na estreia do técnico PC Gusmão. E deu sorte: o primeiro gol foi uma trapalhada do Avaí.
O JEC foi oportunista na partida. Venceu por 2 a 0 mesmo tendo apenas quatro finalizações no jogo.
Houve pênalti em Nino Paraíba, do Avaí, não assinalado pela arbitragem. Também ocorreu um lance duvidoso com André Lima.
Mais na empolgação do que na qualidade, o JOINVILLE pode ter iniciado uma reação no Brasileiro. Vencer um clássico regional justamente na estreia do treinador (PC Gusmão) dá uma sensação de esperança ao JEC. Interessante observar que metade dos 12 pontos conquistados pelo time no campeonato foi contra catarinenses (vitórias sobre Figueirense e Avaí; por outro lado, perdeu para a Chapecoense). É hora de se nacionalizar, e a chance de ouro está na próxima rodada. O Joinville vai visitar o Vasco e precisa ter em mente que seu adversário não está jogando melhor - portanto, que é possível vencer. O JEC já teve um problema forte de autoestima, e isso parece estar mudando.
O AVAÍ tem curva de rebaixado no Brasileirão. Dos últimos dez jogos, só venceu um, e isso inclui insucessos diante de concorrentes contra a queda - casos de Figueirense, Vasco e justamente do Joinville, seu algoz neste domingo. A fase é ruim, e nada dá certo - vide a besteira da defesa no primeiro gol do JEC, dado de presente ao adversário. Gilson Kleina, que deu boa resposta ao assumir um time em caos e conseguir fazê-lo melhorar, agora precisa provar que não atingiu seu limite. Os desafios do restante do turno são duros - incluem duelos com Flu e Corinthians, ambos do G-4. Por estar patinando contra equipes mais fracas, o Leão terá que se recuperar contra as mais fortes. O cenário é ruim.
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Hernane Brocador finalmente estreou pelo Sport. Foi a campo no segundo tempo. Deu seis passes, cinco corretos e um errado. Não finalizou.
O jogo não foi dos mais movimentados. Teve poucas chances de gol, apesar de bastante tempo de bola rolando: 61min44s.
Vanderlei Luxemburgo apostou em um esquema com três volantes de origem e conseguiu ter sucesso na neutralização ao adversário.
O otimista dirá que o SPORT tem quatro jogos de invencibilidade no Brasileirão. O pessimista lembrará que três desses jogos foram empates. E a realidade é que o Leão já tem seis pontos de afastamento para o líder do campeonato, mas segue no G-4. Para um time que já brigou com mais força pela ponta, o aproveitamento recente dos pernambucanos poderia ser melhor. Mas repare contra quem foi a série: Palmeiras, São Paulo, Grêmio e Cruzeiro. Não há muito do que reclamar. Ora jogando melhor, ora mostrando alguma fragilidade, o Sport faz campanha de regularidade. E o mais importante: evidencia que seguirá assim ao longo do returno, pois está à frente da maioria em organização.
Em um campeonato de mais decepções do que alegrias para o CRUZEIRO, o jogo contra o Sport ficou acima da média. Luxemburgo pode ter encontrado uma alternativa interessante para deixar a Raposa mais competitiva - especialmente fora de casa. Ao escalar três volantes (Willians, Charles e Henrique), deu compactação à equipe contra um dos melhores ataques do campeonato. É interessante a medida, visto que a equipe sofre poucos gols - seu problema é ofensivo. Não foi um gesto defensivo do treinador: foi uma tentativa de agrupamento, uma caça por alternativas, pensando no andamento da disputa.O ataque voltou a perder gols, porém. E, na prática, o resultado manteve o flerte com o Z-4.
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Renato Augusto, fundamental na campanha corintiana, fez seu primeiro gol no Campeonato Brasileiro - abrindo a vitória sobre o Vasco.
O Corinthians não é vice-líder por acaso: são seis vitórias e dois empates nos últimos oito jogos. E a melhor defesa: só nove gols sofridos.
A defesa, que parecia uma rara força do Vasco no ano, é a pior entre todos clubes das séries A à D: 29 gols, junto com o Mogi Mirim, da B.
Tite afirmou que depende de reforços a briga do CORINTHIANS pelo título brasileiro. Há lógica no raciocínio - afinal, saíram jogadores como Guerrero, Sheik, Fábio Santos e Petros. Mas há também modéstia na colocação. Porque o treinador deixa de lado um ponto central: que a principal figura segue lá - o próprio Tite. A vitória sobre o Vasco mostrou uma equipe madura, agressiva e plural - capaz de democratizar o protagonismo entre atletas como Elias, volante, e Renato Augusto, meia. É algo típico de Tite: encontrar soluções rápidas, como aconteceu no começo do ano, em um crescimento quase instantâneo ao retorno do técnico. Mas lá também houve uma queda, e o desafio agora é evitar que isso se repita.
O VASCO não dá esperanças. Quando o time arma uma estrutura mais ofensiva, como contra o Palmeiras, cede espaços e acaba goleado (4 a 1); quando tenta ser mais precavido, vide o duelo com o Corinthians, é esmagado na defesa e também apanha feio (3 a 0). Não é que o cobertor do Vasco seja curto: ele não existe. Não há uma base na qual a equipe possa se apegar para amenizar suas deficiências - não há uma qualidade que suavize os defeitos. E Celso Roth, que não é culpado por isso, tampouco encontra soluções. De quebra, a equipe escancara instabilidades: desmorona ao levar um gol (foi assim nos dois jogos) e não tem tranquilidade para aproveitar as chances que cria na frente.
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Lucas Pratto fez os três gols do Atlético e pulou para a vice-artilharia, com sete, ao lado de Pato, que fez o de honra do São Paulo.
O Galo fez três gols já no primeiro tempo, mas seu rival também foi agressivo no jogo. O São Paulo finalizou 13 vezes ao gol de Victor.
O Atlético deu quatro dias de folga para os líderes do Brasileirão (de quinta a domingo). Dátolo e Pratto foram para a Argentina.
A ousadia é uma das explicações para a liderança do ATLÉTICO-MG no Campeonato Brasileiro. É um time que topa correr riscos - a escalação, com menos apego a volantes, já indica isso. Ao agredir o São Paulo sabendo que também seria agredido, o Galo aceitou jogar o jogo - porque confia em suas qualidades. O time de Levir Culpi tem, com sobras, o melhor ataque do campeonato, mas não a melhor defesa. Dos primeiros colocados, também é o que menos empata. Justamente por isso: porque arrisca. Em uma competição na qual tanto se valorizam conceitos sóbrios, como regularidade e equilíbrio, um pouco de maluquice pode ser um diferencial. Galo Doido, afinal de contas.
O SÃO PAULO teve seis jogos contra equipes que no momento ocupam as primeiras oito colocações no Brasileiro - só falta o Corinthians, justamente seu próximo adversário. De 18 pontos contra eles, somou quatro. Teve uma vitória (Grêmio), um empate (Fluminense) e quatro derrotas (Palmeiras, Atlético-PR, Sport e Atlético-MG). Se não está melhor na tabela, é porque não soube enfrentar equipes com potencial parecido com o seu.Falta competitividade e capacidade de decisão ao Tricolor - um clube que historicamente teve esses predicados. O jogo contra o Galo foi exemplar disso. O São Paulo até conseguiu fazer um duelo equilibrado. Mas, na hora de decidir, não decidiu.
globo.com
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