Dificilmente outro nome será mais repetido no Arruda durante esta semana do que Grafite. O jogador que, literalmente, aterrisou no estádio José do Rego Maciel no dia 1 de julho tem sua estreia marcada para o próximo sábado (8), quando o Santa Cruz enfrenta o Botafogo, atual líder da Série B, no Arruda. A promessa é de um público recorde. Mas ao lado de todo esse clima de festa há a necessidade de somar três pontos, já que a diferença para o G4 aumentou de cinco para seis. Esse clima de festa trouxe outra tarefa para o técnico Marcelo Martelotte, além de escolher quem vai sair para o camisa 23 entrar: focar o grupo em conquistar os três pontos.
“A estreia de Grafite é algo que é muito falado há um bom tempo, mas o que envolve a gente são os três pontos, que é o mais importante. Sei que o torcedor tem um interesse a mais no jogo mas o maior presente é a vitória e por isso temos que trabalhar bem e buscar a vitória. Precisa existir a separação das duas coisas: o que representa de arrecadação e o que o jogo representa para a gente na classificação”, explicou.
O lugar do centroavante vai ser outro quebra-cabeça para o técnico. Em tese, a vaga dele seria a de Anderson Aquino. O grande problema é que o camisa 9 do Arruda tem nove gols e ninguém na competição marcou mais gols que ele.
A possibilidade, talvez a mais plausível pelo momento, é recuar Aquino para ter uma função mais de armação. Algo que, inclusive, ele já fez em outras oportunidades, inclusive na final do Campeonato Pernambucano quando o time ainda estava sob o comando de Ricardinho. Nesse caso, a tendência é de que Lelê ou Luisinho iriam para o banco de reservas.
VÍTOR – O lateral-direito Vítor pode ser aproveitado como titular contra o Botafogo. Elogiado por Martelotte pelo segundo tempo com o Oeste, o veterano deu volume de jogo pelo setor e já mostrou um bom diálogo com Luisinho. “Vítor é um jogador experiente, que não sente o jogo e foi por isso que veio. Ele fez as avaliações, treinou o que precisava e está pronto. Se vai ser titular temos ainda uma semana para avaliar isso”.
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Erros de passe do Santa Cruz acima da média
Apesar de o técnico Marcelo Martelotte ter reclamado de que faltou controle do jogo, os números mostram que o Santa Cruz não foi dominado pelo Oeste, na derrota deste sábado (1). A começar pela posse de bola, um pouco maior para o time pernambucano: 52,9% x 47,1%. O que atrapalhou bastante o time e, diga-se de passagem, está virando regra, é a grande quantidade passes errados. Em Osasco foram 44.
Nos últimos quatro jogos o Santa errou mais de 40 passes em todos, o que representa um número acima da média total de erros do time na Série B: 37,9. Foram 46 com o Bahia, 41 com o Criciúma e 43 com o Atlético-GO. Embora nesses três jogos citados não tenha havido derrota – duas vitórias e um empate – foram partidas em que os adversários tiveram condições de jogar e marcar seus gols.
Nos demais fundamentos os dois times mostraram equilíbrio, como, por exemplo, finalizações certas. Os visitantes acertaram a barra de Jefferson Romário cinco vezes contra quatro dos donos da casa. Nos desarmes a vantagem coral foi mínima, 12×11. Só na hora de fazer falta o Oeste chegou mais junto: 18×9.
No plano individual, o destaque foi Bileu, que começou o jogo como lateral-direito e terminou como volante. Ele foi o jogador com mais posse de bola na partida: 8% do tempo total. Ele também acertou mais passes que todos: 42.
Já o lateral-direito Vítor, que fez a estreia no segundo tempo, teve a bola em 4% do jogo, igual ao meia João Paulo, que atuou 90 minutos. Apesar de ter sido muito acionado ele errou os três cruzamentos que tentou. Acertou três passes e errou um, além de ter acertado um lançamento.
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Lusinho diz que jogadores do Santa sabem onde erraram
O atacante Luisinho avaliou a atuação do Santa Cruz na derrota para o Oeste de forma diferente do que fez o time no jogo anterior fora de casa, contra o Criciúma – houve empate por 0x0. Para ele, mesmo jogando, em casa, a equipe rubro-negra entou em campo apenas para se defender e foi feliz num chute de fora da área.
“Eles vieram para se defender o jogo inteiro e tivemos que abrir os espaços. Numa felicidade acertaram um belo chute”, disse. Por isso ele acredita que as avaliações têm que ser feita com calma sem procurar julgar a qualidade do time apenas por esse resultado. “Não podemos achar que está tudo errado porque o time vem numa crescente”.
Ele não quis apontar culpados pela derrota. Dividiu a responsabilidade entre todos e garantiu que o grupo sabe avaliar o que fez de certo e errado. “Sabemos o que temos que fazer para melhorar porque a próxima partida vai ser complicada e temos que vencer em casa”, disse.
O meia João Paulo tem uma opinião parecida. Ele também não viu o Oeste ser superior ao Santa em nenhum momento e creditou o gol a um lance de felicidade. Apesar disso reconheceu que a atuação poderia ser melhor. “Incomoda não ganhar fora, mas hoje fomos um pouco abaixo do que vínhamos jogando. Vamos trabalhar para acertar e voltar melhor no próximo jogo”, apontou.
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| # | MP | W | D | L | F | A | D | P |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | 16 | 8 | 6 | 2 | 23 | 9 | +14 | 30 |
| 2 | 16 | 8 | 4 | 4 | 24 | 15 | +9 | 28 |
| 3 | 16 | 8 | 4 | 4 | 21 | 14 | +7 | 28 |
| 4 | 16 | 8 | 4 | 4 | 22 | 16 | +6 | 28 |
| 5 | 16 | 8 | 4 | 4 | 21 | 17 | +4 | 28 |
| 6 | 16 | 8 | 3 | 5 | 18 | 15 | +3 | 27 |
| 7 | 16 | 7 | 4 | 5 | 24 | 20 | +4 | 25 |
| 8 | 16 | 6 | 6 | 4 | 25 | 23 | +2 | 24 |
| 9 | 16 | 7 | 2 | 7 | 17 | 19 | -2 | 23 |
| 10 | 16 | 7 | 1 | 8 | 22 | 22 | +0 | 22 |
| 11 | 16 | 6 | 4 | 6 | 23 | 21 | +2 | 22 |
| 12 | 16 | 5 | 6 | 5 | 13 | 18 | -5 | 21 |
| 13 | 16 | 5 | 5 | 6 | 16 | 15 | +1 | 20 |
| 14 | 16 | 5 | 4 | 7 | 17 | 18 | -1 | 19 |
| 15 | 16 | 5 | 3 | 8 | 12 | 18 | -6 | 18 |
| 16 | 16 | 4 | 5 | 7 | 14 | 16 | -2 | 17 |
| 17 | 16 | 4 | 4 | 8 | 16 | 25 | -9 | 16 |
| 18 | 16 | 3 | 7 | 6 | 12 | 15 | -3 | 16 |
| 19 | 16 | 3 | 5 | 8 | 18 | 29 | -11 | 14 |
| 20 | 16 | 2 | 5 | 9 | 12 | 25 | -13 | 11 |
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