terça-feira, 18 de agosto de 2015

RÁPIDINHAS DO FUTEBOL BRASILEIRO !

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Oposição vascaína pena contra autoritarismo de Eurico Miranda


Suspensão de sócios do quadro de associados por criticarem a diretoria e proibição de protocolar qualquer pedido ou documento através da secretaria do clube. Pregadas recentemente, as ações de cunho autoritário são as mais novas broncas da oposição do Vasco em relação à gestão de Eurico Miranda. Segundo conselheiros vascaínos, o presidente tem desrespeitado a independência entre os poderes do clube e vetado a consulta a atas de reuniões do Conselho e pareceres sobre as contas do clube.
Alternativa
Sem conseguir protocolar pedidos na secretaria de São Januário, conselheiros vascaínos têm recorrido aos serviços dos Correios para enviar os documentos para a atual diretoria e membros dos Conselhos do clube. A coluna tentou falar com o VP geral, Sílvio Godói, e com o assessor da presidência, Ricardo Vasconcellos, mas ambos não retornaram os contatos.
Substituto
Em nota publicada no último final de semana, a Frente de Oposição Vascaína criticou o fato de Eurico Miranda ter se escondido “covardemente atrás da instituição” na demissão do técnico Celso Roth após a derrota contra o Coritiba. O documento diz ainda que o presidente e seus filhos desapareceram nos momentos mais críticos da última semana, colocando na linha de frente o VP de futebol, José Luis Moreira.
À distância
Ciente da demanda dos clubes por mais cotas de TV nas competições continentais, o diretor-geral dos canais Fox no Brasil, Gustavo Leme, diz que não mantém contato com os cartolas brasileiros e que pretende continuar com essa política. O executivo avalia também que os escândalos envolvendo a Conmebol não teve “reflexos negativos” na Fox, que é detentora dos direitos de transmissão dos torneios da entidade.
Fórum
Brasília tem sido protagonista do futebol brasileiro neste ano, mas bem mais pelos assuntos políticos do que pelo desempenho dos times do DF nas competições nacionais.
Primeiro foi o longo trâmite da MP do Profut, sancionada este mês. E em junho, foi a vez da CPI do Futebol ser instalada para apurar irregularidades em acordos da CBF na Copa das Confederações e Copa-2014.
Agora, a Comissão do Esporte na Câmara anunciou a criação do Fórum Legislativo do Futebol, que ocorrerá no dia 24 de novembro.
Até lá, deputados vão colher dados referentes a cinco principais temas a serem debatidos no evento: legislação trabalhista, tributária e previdenciária; formação de atletas; calendário; segurança nos estádios; e legados dos estádios da Copa-2014.
De Letra
“O modelo antigo de Estadual é uma perda de tempo”
Evandro Carvalho, presidente da Federação Pernambucana, defendendo o formato com uma fase de classificação entre pequenos antes da entrada dos grandes times na competição.

Desempenho recente de Luciano faz comando da Seleção olímpica sorrir


Tem gente rindo à toa na CBF com os gols de Luciano pelo Corinthians (E não tem nada a ver com arbitragem – antes que comecem os comentários sobre complô a favor do Timão). O sorriso vem do departamento de seleções, mais exatamente do rosto do técnico Rogério Micale, da Sub-20, que será braços, pernas e olhos de Dunga nos compromissos da Seleção olímpica até a Rio-2016.
O atacante do Timão é visto como uma aposta muito promissora para a equipe. Inclusive, Luciano foi o único remanescente do Pan-Americano na convocação para o amistoso de 8 de setembro, contra a França. O que fez no Canadá – e tem feito no clube desde que voltou de lá – foi decisivo para convencer Dunga/Micale.
por Fábio Suzuki



COLUNA DA TERÇA


JOGAR E GANHAR
Doze pontos separam São Paulo e Goiás na classificação do Campeonato Brasileiro. Há dez times no espaço entre eles, uma prova inescapável da distância de desempenho que os posiciona em setores opostos da tabela. Se as mais de 25 mil pessoas que foram ao Morumbi na noite de sábado ouvissem um paranormal prever que o resultado do jogo seria 3 x 0, jamais imaginariam que fosse a favor do Goiás. Jamais. Nem os torcedores do Goiás.
A explicação para a vitória do time goiano reside na imprevisibilidade do futebol, mas encerrarmos a conversa aqui seria simplista demais. O São Paulo perdeu, e feio, para um time consideravelmente inferior porque, no futebol, existem várias formas de ganhar, mas só uma forma de jogar. O São Paulo quer jogar, porque é assim que seu técnico entende que deve ser, conforme conceitos que fazem todo o sentido, mas que demoram a ser convertidos em um conjunto confiável.
Há poucos times no mundo que se propõem a controlar partidas por intermédio da posse. Tal ideia não se limita a ter a bola por mais tempo do que o adversário, ainda que os percentuais sejam bons indicativos da intenção de uma equipe. A circulação da bola não é uma filosofia, mas uma ferramenta, e como tal, não levará ninguém a lugar algum se não for bem utilizada. O plano é trocar passes para se posicionar em campo, provocar situações de superioridade, induzir o oponente ao erro e criar ocasiões ofensivas. O processo para executá-lo de forma produtiva é longo, e, como o torcedor são-paulino pode atestar, arriscado.
Ainda é um exagero falar sobre “times de posse” no Brasil. Os líderes das medições no Campeonato Brasileiro estão abaixo dos 55% de controle da bola, em média. Um número insuficiente para estabelecer um caráter a ser exibido a cada rodada. Mas o São Paulo rondou os 60% de posse em sete das dezenove partidas do primeiro turno, o que sem dúvida revela uma estratégia. Adiantar linhas e levar o jogo a ser disputado no campo do adversário é uma proposta ousada. Quando bem aplicada, desequilibra encontros pela forma mais bela de domínio técnico que o futebol oferece. Quando falha, gera derrotas constrangedoras como a que o São Paulo sofreu no sábado.
É muito menos complexo preparar um time para se aproveitar dos equívocos de quem tenta jogar mas não é competente, ou ainda não está pronto. São os proponentes da tese de que quem tem a bola comete mais erros e que a disputa favorece a quem erra menos. Usando números da temporada passada na Premier League inglesa, equipes que tiveram mais posse de bola venceram 41% das partidas, um indício favorável ao plano de jogo “oportunista” de quem se considera tecnicamente inferior. E que confirma que tempo de posse não equivale a sucesso.
Jogar é mais difícil do que ganhar. Contra o Goiás, o São Paulo ficou com a bola por 63,3% do tempo e trocou 544 passes, mais do que o dobro do rival (números da Footstats). Perdeu por 3 x 0. Um dia antes, um time europeu teve quase 75% de posse, com 711 passes, quase o triplo do adversário. Perdeu por 4 x 0. Foi o Barcelona.
SORRISO​
Permanece a impressão de que há mais times dispostos a encarar os jogos do Campeonato Brasileiro com uma postura mais aberta, menos preocupada. A vitória do Palmeiras sobre o Flamengo, domingo de manha, confirmou a sensação que deu o ar de sua graça há algumas rodadas. Se essa propensão a correr mais riscos é uma herança da Copa do Mundo, só os técnicos podem dizer. O fato, claro, é mais significativo do que as razões. Além de partidas equilibradas e disputadas, o campeonato tem apresentado jogos realmente bons.
O QUE VEM AÍ
Ao final do primeiro turno do BR-15, a diferença do líder para o quarto colocado é de seis pontos. Do terceiro para o sétimo, apenas dois. A proximidade entre os times na classificação, e, mais importante, entre suas capacidades, é um prenúncio de boa disputa na segunda metade do campeonato.

por André Kfouri

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