SÃO PAULO 0 X 3 GOIÁS
O jogo em 140 caracteres
O São Paulo teve muito mais posse de bola (62% x 38%), mas finalizou apenas seis vezes, contra 13 do Goiás.
Centurión teve duas chances para empatar quando o jogo estava 1 a 0 para o Goiás. Mas parou nas mãos de Renan, que fez boas defesas.
O técnico do São Paulo, Juan Carlos Osorio, fez oito mudanças em relação ao time que venceu o Figueirense no Orlando Scarpelli.
Com uma atuação abaixo da crítica, o SÃO PAULO perdeu três pontos daqueles irrecuperáveis. Contra o então vice-lanterna, em casa, a obrigação era vencer, mas desde o início do jogo o que se viu foi um time que criou poucas chances e sofreu com os contragolpes do Esmeraldino. Dois deles, ainda no primeiro tempo, foram fatais. Na etapa final, o panorama do jogo pouco se alterou, e o Tricolor seguiu sofrendo uma série de contra-ataques, mesmo depois de levar o terceiro gol, que sacramentou a primeira derrota da equipe no Morumbi no Brasileirão. Noite para ser esquecida.
Bem armado por Julinho Camargo, o GOIÁS aprontou para cima do São Paulo com uma receita simples: time bem fechado na defesa e contra-ataques armados por um camisa 10 de qualidade com a bola nos pés (Felipe Menezes) e aproveitados por um atacante rápido e perigoso. Erik, autor de dois gols, participou do primeiro, que Bruno marcou contra, e poderia ter aproveitado outras chances que surgiram com o desespero do adversário. O time esmeraldino enfrentou na semana dois adversários do G-4 e somou quatro pontos – havia empatado com o Atlético-MG. Indício de que dias melhores virão.
VASCO 0 X 1 CORITIBA
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Sintomático: 41.581 torcedores compareceram ao Maracanã para ver o Vasco diante do Joinville. Na partida contra o Coxa, foram apenas 10.657.
Que fase! A demissão de Roth foi anunciada de modo lacônico pelo vice de futebol; auxiliar-técnico, Valdir Bigode pediu desculpas à torcida.
O Vasco finalizou 21 vezes, e o Coritiba, 12. Prevaleceu a eficiência. O Cruz-Maltino não marca há 360 minutos, o Coxa fez três gols em 180.
Nada é tão ruim que não possa piorar. Rodada a rodada, esse parece o lema doVASCO no Brasileirão 2015. Sábado, estrearam Nené e Jorge Henrique. Outros já foram contratados, e o time vai para o terceiro técnico na competição, Jorginho. Com a bola rolando, o bumbum de Leandro Silva salvou gol de Rodrigo; na pequena área, Riascos chutou a bola no próprio rosto; e Jomar completou a tragédia no fim. No rosto dos torcedores, abatimento e descrença. Agora, há o arquirrival Flamengo no meio de semana, pela Copa do Brasil, e depois o Goiás, outro adversário direto na luta contra o rebaixamento. Sem Dagoberto, suspenso. Como reagir? Nem a equipe mostra saber a resposta.
Sabe aquela luz no fim do túnel? O CORITIBA vive este ano mais uma vez o drama da luta contra a queda, mas dá sinais de que nem tudo está perdido. Duas vitórias seguidas – uma contra um time que briga em cima da tabela, a outra diante de uma rival direto na parte de baixo –, e o ânimo já é outro. Contra o Vasco, méritos para Ney Franco, que não foi comedido fora de casa, da escalação às substituições (um volante e um meia deram lugar a atacantes). Se o último passe era deficiente, as mexidas do técnico provocaram o erro vascaíno graças aos vários contra-ataques.
SPORT 1 X 1 PONTE PRETA
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Os números mostram o equilíbrio do jogo. Cada time finalizou 11 vezes, e a Ponte Preta teve vantagem mínima na posse de bola: 51% a 49%.
André deu assistência, e Diego Souza balançou a rede. Juntos, eles são responsáveis por 12 dos 30 gols do Sport no campeonato.
Borges marcou pelo segundo jogo seguido, chegou aos três gols e já é, ao lado de Felipe Azevedo, artilheiro da Ponte Preta no Brasileirão.
A volta à Ilha do Retiro depois de 45 dias e o gol marcado logo aos nove minutos do primeiro tempo não bastaram. Após um início promissor, o SPORT – diferentemente do que costuma fazer em casa – caiu de produção, recuou e viu a Ponte passar a ameaçar. Resistiu até os 36 do segundo tempo e aí não teve forças para reagir. Desta vez, a estrela de Hernane Brocador não brilhou. Já são cinco jogos sem vitória, e o Leão vai buscar a volta por cima em outro torneio: na quarta-feira, enfrenta o Bahia pela Copa Sul-Americana.
Mudar o técnico é um recurso que muitos dirigentes usam para dar uma resposta à torcida e um novo gás para o grupo. No caso da PONTE PRETA, pelo menos por enquanto, a estratégia tem dado certo. Após duas vitórias (sobre Flamengo e Avaí), a equipe comandada por Doriva conquistou um ponto precioso. Autor do gol, Borges comemorou bastante no fim do jogo. A campanha fora de casa, porém, ainda é o calcanhar de Aquiles da Macaca: venceu apenas uma partida no primeiro turno, contra o lanterna Vasco.
ATLÉTICO-PR 0 X 0 SANTOS
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Atlético-PR e Santos são grandes fábricas de jogadores. O Furacão teve, entre os titulares, quatro pratas da casa. E o Santos, outros seis.
Ricardo Oliveira perdeu novo pênalti – havia errado contra o Vasco – e chance incrível na cara do gol. Mas ainda é artilheiro do Brasileiro.
Duelo à parte: convocado para a Seleção olímpica, Otávio teve a missão de marcar Lucas Lima, chamado para a principal. E levou a melhor.
O ATLÉTICO-PR vive de fases no Brasileirão. Em determinados momentos, engata sequências de vitórias e anima a sua torcida. Em outros, como agora, fica alguns jogos sem vencer. São três empates e uma derrota nas últimas quatro rodadas. Apesar da superioridade (12 a 7 em finalizações e 61% a 39% em posse de bola), não teve calma e eficiência para vencer. Walter, que começou no banco por não estar 100% fisicamente, perdeu a melhor chance. Agora, o Furacão vira a chave para a Copa Sul-Americana – visita o Joinville na noite de quinta-feira.
Quando o artilheiro está sem inspiração ou sem sorte, tudo fica mais difícil. Ricardo Oliveira teve duas chances para balançar as redes para o SANTOS. Primeiro, desperdiçou – mais uma vez – um pênalti. Depois, livre na pequena área, chutou no travessão após rebote do goleiro. O empate pode ser visto de duas formas. O torcedor otimista vai comemorar os cinco jogos de invencibilidade. O pessimista vai lamentar a pior campanha como visitante entre os 20 times. A situação do Peixe no campeonato reflete este cenário de copo meio cheio, meio vazio: está no meio da tabela.
CRUZEIRO 0 X 0 INTERNACIONAL
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O 0 a 0 no Mineirão acabou sendo o resultado da superioridade dos setores defensivos. Zagas celeste e colorada foram quase sempre soberanas.
E quase um defensor vira o herói às avessas: nos minutos finais, um toque involuntário de Mayke quase resultou em gol contra. Fábio salvou.
O goleiro da Raposa só havia aparecido ao parar Vitinho no início do jogo. Alisson deu as caras em duas defesas, quase se enrolando. Foi só.
Criticado pela escalação na derrota para o Joinville, Vanderlei Luxemburgo manteve o 4-5-1 com três volantes no meio de campo do CRUZEIRO. A diferença foi a postura da equipe em campo, obviamente ajudada pelo fato de jogar em casa. A busca pelo gol aconteceu desde o primeiro minuto, mas faltou inspiração. As mexidas foram ofensivas, o time encontrava espaços pelo lado esquerdo, mas o panorama não se alterou. Não houve, de fato, um lance de perigo, e as vaias da torcida depois do apito final foram a resposta. Justificável: a Raposa segue rondando perigosamente a zona de rebaixamento.
Na estreia de Argel Fucks, o INTERNACIONAL fez aquilo que a sua torcida espera sempre: jogou de igual para igual, independentemente do adversário e do mando de campo. E esteve mais perto do gol do que o Cruzeiro, mas parou em Fábio nos dois únicos momentos em que o grito de gol ficou preso na garganta. Em um deles, o protagonista foi Vitinho, que tentou infernizar a zaga celeste, mas pecou no individualismo e na tentativa de chutes que desta vez não deram resultado. Mas há perspectivas de melhora com Argel com a volta de suspensos e lesionados, como D'Alessandro e Alex.
globo.com
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