quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Números expõem erros de Náutico e Criciúma

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Com informações do Footstats
O avanço do time no segundo tempo aliviou apenas um pouco a barra do Náutico na derrota para o Criciúma. A posse de bola do timbu, que foi de apenas 32% no primeiro tempo subiu para 44,1% na etapa final. E num jogo cheio de erros conseguiu acertar mais finalizações no gol do que errar. Foram cinco certas contra quatro erradas. Faltou apenas tirar do alcance do goleiro, coisa que nem os vencedores da partida conseguiram. O gol saiu em cobrança de pênalti. O time da casa mandou duas em direção da barra e outras seis foram para fora.
Agora vamos aos erros, que não foram poucos. A começar pelos passes. Foram 40 erros do Tigre contra contra 43 do Timbu. O abuso de bolas longas em suas duas formas – lançamentos e cruzamentos – foi decisivo para o baixo nível técnico. Em 25 cruzamentos, o Criciúma só acertou quatro. O Náutico seguiu o mesmo tom: de 23 acertou apenas três. Na hora de lançar a bola ao ataque, expediente de quem não consegue sair tocando – os passes errados entregam isso – os catarinenses erraram 23 de 37. Os pernambucanos erraram 30 de 47 tentativas.
O melhor do Náutico foi o desarme, principalmente no primeiro tempo. De um total de 40 tentativas, foram só quatro erradas. Faltou completar com uma transição ofensiva melhor. O Criciúma desarmou menos no volume mas bem semelhante na proporção. De 18 só errou dois.
Em jogos assim, a tendência é que saiam muitas faltas, certo? Correto. Foram 41 no total. O time da casa cometeu 25 e os visitantes, 16.
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Lisca diz que faltou força ofensiva em Criciúma


O técnico Lisca não tapou sol com peneira ao avaliar o jogo do Náutico na derrota para o Criciúma. Reconheceu a falta de força ofensiva e o fraco jogo tanto de seu time quanto do adversário. Ampliando a visão, confessou que a falta de força lembrada está corroendo a campanha do Náutico na Série B.
Ele até reconheceu que seus comandados conseguiram pressionar o adversário mas achou o volume de finalizações muito baixo, enumerando as duas defesas feitas pelo goleiro Luiz: um chute de fora da área e um cabeceio, ambos na etapa final. “Controlamos bem no primeiro tempo. No segundo adiantamos um pouco mas não teve força ofensiva necessária. Não estamos levando vantagem pessoal, não conseguimos nos impor às defesas. Por mais volume e organização o time precisa do lance e não estamos vendo isso fora”.
Ele também não aliviou nas tintas ao qualificar o jogo de fraco, inclusive colocou-se na pele do torcedor que esteve no Heriberto Hülse. “Foi um jogo bem fraco. Quem veio aqui não gostou do que viu”. Para ilustrar usou a situação que definiu tudo, o gol marcado numa cobrança de pênalti. “A única maneira de sair gol seria assim: um pênalti bisonho”, apontou. Para quem não viu ou esqueceu, o zagueiro Ronaldo Alves tentou afastar a bola num chutão e antes da bola encontrou a perna de Tiago Adam.
Diante de tantas críticas é óbvio que se busquem soluções. Mas essas ele está deixando para resolver internamente até porque ainda está à procura dela. “Estamos procurando as soluções e fica difícil falar qual a situação. Estou muito triste e esperava bem mais de nossa equipe”.
SAMPAIO
Para enfrentar o Sampaio Corrêna na próxima sexta (5), na Arena Pernambuco ele já não conta com o volante William Magrão, que deixou o jogo ainda no primeiro tempo com uma lesão na panturrilha. Em compensação, o zagueiro Fabiano Eller está de volta. Ainda existe uma dúvida para quem sai e outra para quem entra. O também zagueiro Ronaldo Alves saiu se queixando de dores e será reavaliado. O mesmo vale para o lateral-direito Lucas Farias, que nem foi a Criciúma pelo desgaste.
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