terça-feira, 1 de setembro de 2015

Luiz Zini Pires: sensação do Paysandu, Yago Pikachu não se importa com apelido

Resultado de imagem para LOGO BRASILEIRÃO SÉRIE B Resultado de imagem para LOGO BRASILEIRÃO SÉRIE B

Por: Luiz Zini Pires


Luiz Zini Pires: sensação do Paysandu, Yago Pikachu não se importa com apelido Montagem sobre fotos de Divulgação/
O Pikachu jogador e o desenhoFoto: Montagem sobre fotos de Divulgação



Por celular, desde a Redação de ZH, em Porto Alegre, questiono um dos jogadores brasileiros mais badalados dos últimos meses.
– Chamar Yago de Pikachu (um Pokémon do tipo elétrico da animação japonesa) é pejorativo?
Em Belém, no Pará, acomodado num canto do vestiário do centro de treinamento do Paysandu, a mais de 4 mil quilômetros de distância, Pikachu responde com tranquilidade, como se tivesse narrado a sua história em cem entrevistas.
– Não é. Pode me chamar de Pikachu, não me importo mais.
Você já se importou alguma vez na vida?
Ah, sim, claro, quando era pequeno. Ficava brabo, não gostava, batia o pé, mas só piorava.
Como nasceu o apelido? Yago não me parece um nome comum. Não há dois Yagos num só time de futebol.
Eu era muito franzino, pequeno mesmo, quando tinha nove anos. Usava calção no meio das canelas, mas era muito agitado, rápido, corria muito, não parava um segundo. Um dia, num jogo de futsal, aqui mesmo em Belém, um técnico chamado Capitão da Tuna, que cuidava dos meninos, me chamou. Gritou: “Ei, você aí, Pikachu, entra, vamos jogar”. Saiu do nada o apelido, acho. Não tenho uma explicação.
E pegou de verdade?
Sim, todos riram e passaram a me chamar de Pikachu. “Passa a bola, Pikachu. Marca, Pikachu. Corre, Pikachu”. O nome colou. Eu não gostava muito no começo. Depois me acostumei. Fazer o que...
E o que aconteceu quando você foi defender as categorias de base do Paysandu em 2005? Por que você não trocou de nome ao mudar de endereço?
Fui junto com dois colegas. Eles me conheciam bem. Passaram a me chamar de Pikachu também nos treinos da base do Paysandu. Não gostei no começo, depois me acostumei. Todos me chamavam assim. Hoje não dou bola. Pode me chamar (risos).
Será que o apelido Pikachu atrapalhou sua carreira? Será que não existe preconceito?
Não acredito. Em Belém, todos gostam de mim. Me chamam numa boa, sem agressividade, malícia. Me sinto importante, mesmo com o apelido do Pokémon.
Depois de quatro anos como profissional, o paraense Glaybson Yago Souza Lisboa ganhou status de celebridade no Pará. É um orgulho estadual. Aos 23 anos e 1m68cm, já disputou 203 jogos pelo Paysandu, que o classifica como um dos maiores atletas do clube no século 21. Marcou 59 gols, nunca um defensor fez tantos gols quanto ele na região. Conquistou um título estadual e dois acessos à Série B. É parado na rua, dá autógrafo em todos os lugares, até no banheiro, e na cidade dizem que ele assinou um pré-contrato com o Flamengo, time que tem uma multidão de torcedores no norte do Brasil.
– Negativo. Não firmei compromisso com ninguém. Meu contrato termina no final do ano, serei livre, mas o meu futuro ainda não está totalmente desenhado. Sabe que minha rescisão de contrato custa hoje R$ 8 milhões?
Por que os grandes clubes brasileiros estão interessados em contratá-lo?
Soube do interesse do Goiás e do Palmeiras no primeiro semestre. Mas há muita especulação no mundo do futebol. Acho que sou um bom jogador, um lateral que ataca muito e faz gols. Confio muito em mim.
Você sempre atuou na lateral direita?
Nasci e me criei lateral, mas às vezes jogo na meia, mas sempre numa emergência. Lateral-direito é a minha posição.
Você quer deixar Belém?
Quero algo mais na minha carreira, mas vivo bem aqui. Sou casado, tenho uma filha de 13 meses, consegui uma boa casa, tenho meu carrinho. Sinto que as pessoas gostam de mim. Tá tudo legal.
Seu empresário não tem planos para você?
É meu pai, Carlos Lisboa (46 anos). Ele é da Polícia Militar de Belém. É duro comigo, dá muita bronca, sempre de olho nas minhas atuações.
PM? E ele deixou que você fosse chamado de Pikachu pelos colegas quando criança?
(Risos) Nunca adiantou mesmo (risos).
Quarta-feira, o Paysandu foi batido pelo Fluminense e saiu da Copa do Brasil. Pikachu perdeu uma grande vitrina, se é que ele ainda precisa.
Precisa?  Nesta terça-feira empatou  com o Ceará em 0 x 0 em Fortaleza-CE pelo
brasileiro série B.
*ZHESPORTES





ENTREVISTA OGOL
EXCLUSIVO

Após golaço no Maraca, Pikachu celebra fase artilheira e projeta brilhar por grandes no Rio



© DIVULGAÇÃO

Yago Pikachu está em grande fase. No Rio de Janeiro após o jogo contra o Fluminense e para enfrentar o Botafogo, o lateral vive dias de fama. Não foi fácil falar com o lateral. "Está disputado", confessou Fernando Leite, chefe da delegação do Paysandu. Mas a reportagem de ogol.com.br conseguiu conversar com o jogador, que viveu o sonho de jogar no Maracanã.
A carreira de Yago começou no futsal da Tuna Luso, no Pará. O apelido não demorou muito a chegar. Capitão, que revelou também Paulo Henrique Ganso, foi quem decretou que Yago viraria Pikachu.
"Surgiu no futsal da Tuna (Luso). Comecei com nove anos e o treinador costumava colocar apelido nas crianças e colocou Pikachu em mim, pelo fato de eu ser o menor do time e o mais rápido. No desenho, o boneco era rápido e bem pequeno, ai o Capitão colocou esse apelido", relembra.
Das quadras de futsal, Pikachu evoluiu para palcos maiores. Do Mangueirão, em Belém, onde se firmou e ganhou espaço, ao Maracanã, no Rio de Janeiro, para enfrentar o Fluminense, de Ronaldinho Gaúcho.

qUm dia, espero estar jogando nos grandes aqui no Rio

"Foi ótimo, todo mundo sonha em jogar no Maracanã, e comigo não é diferente. Tive a oportunidade de jogar e até marcar um gol. Foi um momento muito especial e vou guardar para o resto da vida. Jogar nesse estádio é maravilhoso e, quem sabe um dia, espero estar jogando nos grandes aqui no Rio", confessou.
A noite de quinta-feira (20) foi para lá de especial para o lateral. Além de realizar o sonho de jogar no lendário estádio, o jogador marcou um golaço de falta e viu de perto o ídolo Ronaldinho Gaúcho.
"Desde quando houve o sorteio, a gente imaginava enfrentar ele (Ronaldinho). A gente para até para admirar o jogador que ele é. Eu já era fã dele, não tem como não ser. Tudo que ele representa e representou para a nossa seleção, futebol mundial... A gente nunca imaginava poder jogar contra, até pela diferença, a gente estar na Série B, ele na Série A", afirmou.
Pikachu não conseguiu a camisa e nem tirar foto com o ídolo, como pretendia. Ronaldinho deixou rápido o campo, já que havia sido substituído. Mas, se for para Belém, o gaúcho não escapará. "(Em Belém) só tem uma saída, ai eu pego ele lá no túnel. Tomara que ele vá lá", brincou Yago.

Ídolo em Belém

Apesar do bom jogo que fez e do golaço de Pikachu, o Paysandu acabou por sair do Maracanã derrotado, com o gol que marcou Renato, já perto do fim do jogo. Mas a classificação ainda é possível para os paraenses, que decidirão a vaga em casa.
Yago Pikachu
2015
41 Jogos   3684 Minutos
15   15   1   02x

ver mais »

"Pelo que a gente demonstrou no jogo, temos totais condições de conseguir a vitória. O resultado mais justo seria 1 a 1, mas, já que o Fluminense fez aquele gol, temos que vencer. É fazer um gol e se segurar lá atrás para fazer história, já que seria a primeira vez do Paysandu na outra fase", analisou o lateral.
O objetivo imediato do jogador é seguir a fazer história no Papão e levar a equipe de volta para a primeira divisão do futebol nacional.
"Tenho que me destacar, junto com o Paysandu, e temos o planejamento de subir para a Série A. Creio que, se isso acontecer, muitas portas podem se abrir no futuro", disse.

Grandes de olho

O bom desempenho do lateral em Belém vem chamando a atenção dos grandes da Série A, principalmente pelos gols que o jogador vem marcando. Pikachu fala sobre sua vocação ofensiva.
"Minha característica sempre foi essa, de chegar na frente. Mesmo sendo lateral, sempre tive a vontade de fazer gol. Tentei não mudar quando subi para o profissional e, graças a Deus, todos os treinadores que tive me deram a liberdade de chegar na frente, claro que com responsabilidade também de compor a linha de quatro", comentou.
O atleta, que se espelha em Daniel Alves e Leonardo Moura, admite que gostaria de jogar adiantado, mas sabe da importância de aparecer na frente como surpresa.
"Se fosse escolher um esquema, seria o 3-5-2 (risos). O lateral bem avançado, mas, hoje em dia, normalmente tem duas linhas de quatro. De qualquer forma, o esquema que for, o treinador me dá liberdade. Eu prefiro jogar na lateral, até para ser um elemento surpresa, vindo de trás. Os gols geralmente saem dessa forma", garantiu.
Melhor jogador do Campeonato Paraense, Pikachu já marcou 15 gols em 41 partidasao longo da atual temporada. Alguns deles de falta, como o contra o Fluminense. Fruto dos minutos que fica após o treinamento do time aperfeiçoando as cobranças.

Futuro em aberto

O Flamengo apareceu como um dos principais interessados no futebol do lateral, mas, até o momento, nenhuma proposta oficial chegou ao conhecimento do jogador.

© Fernando Torres / Paysandu SC

"Estou acompanhando, vários amigos me mandam sites falando sobre isso, mas, até agora, ninguém veio até a mim para falar sobre esse assunto, o presidente não conversou comigo sobre isso. Se for verdade, vai chegar até a mim e analisar com meus familiares", confirmou.
Apesar de garantir que gostaria de jogar no Rio de Janeiro, Pikachu deixa seu futuro em aberto. Com contrato perto do fim com o Paysandu, o atleta sonha em disputar a primeira divisão do futebol nacional.
"Meu contrato acaba no fim do ano e o presidente já deixou claro que quer o melhor para mim. A oportunidade é essa. Jogar essa Copa do Brasil, aparecer para que alguém possa olhar com mais carinho e ver que eu tenho condição de jogar em qualquer clube do Brasil. Claro, primeiro com humildade, para conseguir o acesso e, com certeza, as portas vão se abrir", garantiu.
Jovem e com potencial, Pikachu almeja voar mais alto, além da Série A. Um dia, o jogador pretende vestir a camisa da seleção brasileira, que já teve Léo Moura, mesmo que por pouco tempo, e que recentemente ainda tem Dani Alves.
"Sem dúvida, é o sonho mais alto que alguém pode ter, então eu tento trabalhar forte para, quem sabe um dia, chegar lá. Se eu manter esse mesmo nível de desempenho em campo, a oportunidade vai aparecer", concluiu.
Yago segue com a delegação do Papão no Rio de Janeiro para enfrentar o Botafogo, neste domingo (22), em luta direta pelas primeiras posições na Série B. Em 2016, quem sabe, o lateral não volta para a cidade para ficar por mais tempo... 


o gol
Brasil
Yago Pikachu
NOMEGlaybson Yago Souza Lisboa
DATA DE NASCIMENTO1992-06-05(23 ANOS)
NACIONALIDADE
Brasil
Brasil
POSIÇÃODefensor (Lateral Direito) / Meia (Meia Direita)





Yago Pikachu (BRA)    

Nenhum comentário:

Postar um comentário