FC Porto: Brahimi em tratamento no primeiro treino para o Chelsea
Restantes jogadores trabalharam sob as ordens de Lopetegui
Depois do empate com o Moreirense, o plantel do FC Porto começou este sábado a preparar a recepção ao Chelsea, da próxima terça-feira, a contar para a segunda jornada do grupo G da Liga dos Campeões.
No treino matinal, Julen Lopetegui contou com todo o plantel à excepção de Brahimi, que realizou tratamento a uma contusão no joelho direito.
Os Dragões voltam a treinar este domingo, pelas 10h30, novamente no Olival, com os primeiros 15 minutos abertos à comunicação social.
No treino matinal, Julen Lopetegui contou com todo o plantel à excepção de Brahimi, que realizou tratamento a uma contusão no joelho direito.
Os Dragões voltam a treinar este domingo, pelas 10h30, novamente no Olival, com os primeiros 15 minutos abertos à comunicação social.
Benfica-P. Ferreira, 3-0 (crónica)
Em voos mais altos à procura do equilíbrio
A águia já voa mais alto, embora esteja ainda à procura do equilíbrio ideal. As quedas têm sido frequentes nos últimos tempos, mas a feridas parecem estar a ser curadas aos poucos. A águia parece mais saudável, mais madura, e por isso arrisca mais. Claro que isso implica também riscos maiores, pelo que o maior desafio é agora encontrar a altitude certa.
Mais importante do que o número de golos marcados, inferior ao dos jogos com Estoril e Belenenses, importa realçar a dinâmica ofensiva do Benfica, que na verdade parece francamente melhor. Jonas e Gaitán continuam a ser as grandes referências, mas Gonçalo Guedes já começa a entrar na sintonia do argentino e do brasileiro. O jovem avançado português contribuiu com um golo e duas assistências para a vitória sobre o Paços de Ferreira, dividindo o protagonismo com Jonas, que bisou (3-0).
O entendimento com Mitroglou é que tem sido mais difícil, e talvez por isso Rui Vitória tenha dado mais minutos a Raúl Jiménez. O técnico encarnado surpreendeu ao manter André Almeida no «onze», e o camisola 34 voltou a fazer uma exibição bem positiva.
Um adversário de louvar
Cedo a equipa de casa se lançou para a frente, e logo aos cinco minutos Marafona teve de mergulhar aos pés de Gonçalo Guedes para evitar dissabores. Mas cedo também se percebeu que o Paços de Ferreira não era equipa para ficar no autocarro. A equipa visitante respondeu no minuto seguinte com um remate de fora da área de Diogo Jota, que saiu ao lado.
A primeira parte foi de parada e resposta, embora com natural ascendente do Benfica na posse de bola. Marafona voltou a intervir ao minuto 16, para desviar um remate de Gaitán, e seis minutos depois um erro de Jardel quase que era aproveitado por Roniel.
E pelo meio ainda ficou uma grande penalidade por marcar a favor da equipa pacense, por causa de um desvio com a mão de Mitroglou, após livre de Christian (19m). Um toque subtil, dificíl de identificar sem recurso a repetições, mas que existiu mesmo.
O Paços dava o seu contributo para o espetáculo, abrilhantado depois por um momento genial de Jonas. Um golo fantástico, ao minuto 34, a dar vantagem ao Benfica. Um remate de pé esquerdo que fez a bola voar sobre Marafona antes de entrar quase ao ângulo superior esquerdo da baliza.
Personalizado, competente, o Paços respondeu de imediato. Jota fugiu pelo lado esquerdo e entrou na área com perigo, mas o remate de trivela saiu ao lado (37m). Recuperado o fôlego da curiosa perseguição a Jota, neste lance, Jonas decidiu criar mais um susto a Marafona do lado contrário. O brasileiro voltou a rematar de fora da área com o pé esquerdo, agora em força, e a bola não passou muito longe do poste (39m).
Guedes começa a acompanhar Gaitán e Jonas
No segundo tempo o Benfica não foi tão impulsivo no ataque, sobretudo numa fase inicial, mas por outro lado também mostrou-se mais equilibrado. Foi preciso esperar pelo minuto 60 para ver uma ocasiao de perigo, com Jonas a isolar Mitroglou mas este a permitir a defesa de Marafona.
O Paços foi menos perigoso na etapa complementar, pese embora o remate enrolado de Romeu na sequência (64m). É que logo a seguir também apareceu o segundo golo encarnado, a sentenciar o encontro: Gaitán descobriu Guedes na marca de penálti e o jovem avançado estreou-se a marcar pela equipa principal (67m).
Guedes acabaria por estar associado também ao terceiro golo do Benfica, fazendo nova assistência para Jonas (74m), que somou o sétimo golo da temporada.
Luisão ainda atirou ao poste nos instantes finais, mas estava mais do que garantido novo triunfo do Benfica, que na Luz voa bem.
Mais importante do que o número de golos marcados, inferior ao dos jogos com Estoril e Belenenses, importa realçar a dinâmica ofensiva do Benfica, que na verdade parece francamente melhor. Jonas e Gaitán continuam a ser as grandes referências, mas Gonçalo Guedes já começa a entrar na sintonia do argentino e do brasileiro. O jovem avançado português contribuiu com um golo e duas assistências para a vitória sobre o Paços de Ferreira, dividindo o protagonismo com Jonas, que bisou (3-0).
O entendimento com Mitroglou é que tem sido mais difícil, e talvez por isso Rui Vitória tenha dado mais minutos a Raúl Jiménez. O técnico encarnado surpreendeu ao manter André Almeida no «onze», e o camisola 34 voltou a fazer uma exibição bem positiva.
Um adversário de louvar
Cedo a equipa de casa se lançou para a frente, e logo aos cinco minutos Marafona teve de mergulhar aos pés de Gonçalo Guedes para evitar dissabores. Mas cedo também se percebeu que o Paços de Ferreira não era equipa para ficar no autocarro. A equipa visitante respondeu no minuto seguinte com um remate de fora da área de Diogo Jota, que saiu ao lado.
A primeira parte foi de parada e resposta, embora com natural ascendente do Benfica na posse de bola. Marafona voltou a intervir ao minuto 16, para desviar um remate de Gaitán, e seis minutos depois um erro de Jardel quase que era aproveitado por Roniel.
E pelo meio ainda ficou uma grande penalidade por marcar a favor da equipa pacense, por causa de um desvio com a mão de Mitroglou, após livre de Christian (19m). Um toque subtil, dificíl de identificar sem recurso a repetições, mas que existiu mesmo.
O Paços dava o seu contributo para o espetáculo, abrilhantado depois por um momento genial de Jonas. Um golo fantástico, ao minuto 34, a dar vantagem ao Benfica. Um remate de pé esquerdo que fez a bola voar sobre Marafona antes de entrar quase ao ângulo superior esquerdo da baliza.
Personalizado, competente, o Paços respondeu de imediato. Jota fugiu pelo lado esquerdo e entrou na área com perigo, mas o remate de trivela saiu ao lado (37m). Recuperado o fôlego da curiosa perseguição a Jota, neste lance, Jonas decidiu criar mais um susto a Marafona do lado contrário. O brasileiro voltou a rematar de fora da área com o pé esquerdo, agora em força, e a bola não passou muito longe do poste (39m).
Guedes começa a acompanhar Gaitán e Jonas
No segundo tempo o Benfica não foi tão impulsivo no ataque, sobretudo numa fase inicial, mas por outro lado também mostrou-se mais equilibrado. Foi preciso esperar pelo minuto 60 para ver uma ocasiao de perigo, com Jonas a isolar Mitroglou mas este a permitir a defesa de Marafona.
O Paços foi menos perigoso na etapa complementar, pese embora o remate enrolado de Romeu na sequência (64m). É que logo a seguir também apareceu o segundo golo encarnado, a sentenciar o encontro: Gaitán descobriu Guedes na marca de penálti e o jovem avançado estreou-se a marcar pela equipa principal (67m).
Guedes acabaria por estar associado também ao terceiro golo do Benfica, fazendo nova assistência para Jonas (74m), que somou o sétimo golo da temporada.
Luisão ainda atirou ao poste nos instantes finais, mas estava mais do que garantido novo triunfo do Benfica, que na Luz voa bem.
Boavista 0-0 Sporting
O Sporting foi a equipa que mais insistiu no ataque e teve as melhores jogadas para golo mas faltou a concretização na "hora H". Em encontro da sexta jornada, os "leões" cederam o segundo empate, e primeiro fora, depois de três triunfos. Depois do FC Porto ter empatado com o Moreirense (2-2), os 'leões' voltam a partilhar o comando da prova - agora com 14 pontos - , e com dois pontos de avanço sobre o Benfica. O FC Porto tem melhor diferença de golos (12-4 contra 9-4 do Sporting), o Benfica é terceiro com 12, depois de receber e bater o Paços de Ferreira por 3-0. O Boavista é nono, com oito pontos.
Boavista-Sporting, 0-0 (crónica)
Leão perdido no cemitério dos golos esquecidos
Bang bang? Nada. Pólvora seca em duelo de pistoleiros. Intenso, emocionante, divorciado com as balizas.
Culpa de Mika, principalmente, o guardião do cemitério dos golos esquecidos. E mérito da estratégia delineada por Petit, uma ideia de sobrevivência levada ao limite no mundo da selva.
O Sporting quis ganhar, quis muito. E teve oportunidades para isso. Três entre os 30 e 45 minutos, mais três no segundo tempo, além de um golo anulado a Slimani. Aparentemente bem, por empurrão do argelino a Paulo Vinícius.
Desejo de triunfo, sim, mas insuficiente para deixar o FC Porto a dois pontos de distância. A liderança continua a ser repartida entre leões e dragões. Já agora, um dado curioso: o Sporting não ficava em branco, para jogos da Liga, desde o 3-0 sofrido no Dragão a 1 de março.
FICHA DE JOGO E NOTAS AOS ATLETAS
A proposta do Boavista para o jogo foi simples. Duas linhas cerradas de quatro homens atrás da dupla Zé Manuel-Luisinho. Garra, bloqueios, concentração e aposta nos lances de bola parada para assustar Rui Patrício.
Curiosamente, até foi dos axadrezados a mais chocante perdida da noite. Zé Manuel, sozinho na área leonina, fez o impossível e cabeceou ao lado. 13 minutos. Foi só azar?
As torres do xadrez de Petit incomodaram na frente, sim, mas foram principalmente úteis atrás. Idrid, Reuben Gabriel, mais tarde Uchebo, todos capitalizaram o jogo de paciência e marcação do Boavista, perante um Sporting hesitante no início e dominador a partir dos 30 minutos.
O que faltou aos leões? Um homem no lado esquerdo com a competência demonstrada por Gelson na direita; um companheiro mais inspirado ao lado de Islam Slimani; um motor de rotações elevadas e infalíveis no meio-campo.
Bryan Ruiz andou a passo, ufano como um milionário obeso. E Montero, moralizado pelos recentes golos, surgiu só a espaços. Em sentido contrário, Gelson teve um duelo fantástico com Afonso Figueiredo (já um dos melhores laterais portugueses) e Slimani foi um gigante no choque com Henrique e Paulo Vinícius.
DESTAQUES DO JOGO: Mika, guardador do nulo
William Carvalho entrou para os últimos 20 minutos, após longa ausência. Ajudou e continuará a ajudar o Sporting a crescer. No regresso, coordenou os movimentos dos colegas, quis ter a bola e teve uma mão cheia de bons passes.
Insuficiente para desarmar uma defesa sólida e competente. À prova de minas e armadilhas e da sorte.
Mais explicações para tantos ataques do Sporting e nem um golo? Bem, Einstein disse um dia que Deus não joga aos dados. Sobre o futebol, nem uma palavra, mas acreditamos que a sorte/azar também andaram pelo Bessa.
Um ponto para o tranquilo Boavista, um para o Sporting. Balizas invioladas, tiros de pólvora seca. Bang!
Culpa de Mika, principalmente, o guardião do cemitério dos golos esquecidos. E mérito da estratégia delineada por Petit, uma ideia de sobrevivência levada ao limite no mundo da selva.
O Sporting quis ganhar, quis muito. E teve oportunidades para isso. Três entre os 30 e 45 minutos, mais três no segundo tempo, além de um golo anulado a Slimani. Aparentemente bem, por empurrão do argelino a Paulo Vinícius.
Desejo de triunfo, sim, mas insuficiente para deixar o FC Porto a dois pontos de distância. A liderança continua a ser repartida entre leões e dragões. Já agora, um dado curioso: o Sporting não ficava em branco, para jogos da Liga, desde o 3-0 sofrido no Dragão a 1 de março.
FICHA DE JOGO E NOTAS AOS ATLETAS
A proposta do Boavista para o jogo foi simples. Duas linhas cerradas de quatro homens atrás da dupla Zé Manuel-Luisinho. Garra, bloqueios, concentração e aposta nos lances de bola parada para assustar Rui Patrício.
Curiosamente, até foi dos axadrezados a mais chocante perdida da noite. Zé Manuel, sozinho na área leonina, fez o impossível e cabeceou ao lado. 13 minutos. Foi só azar?
As torres do xadrez de Petit incomodaram na frente, sim, mas foram principalmente úteis atrás. Idrid, Reuben Gabriel, mais tarde Uchebo, todos capitalizaram o jogo de paciência e marcação do Boavista, perante um Sporting hesitante no início e dominador a partir dos 30 minutos.
O que faltou aos leões? Um homem no lado esquerdo com a competência demonstrada por Gelson na direita; um companheiro mais inspirado ao lado de Islam Slimani; um motor de rotações elevadas e infalíveis no meio-campo.
Bryan Ruiz andou a passo, ufano como um milionário obeso. E Montero, moralizado pelos recentes golos, surgiu só a espaços. Em sentido contrário, Gelson teve um duelo fantástico com Afonso Figueiredo (já um dos melhores laterais portugueses) e Slimani foi um gigante no choque com Henrique e Paulo Vinícius.
DESTAQUES DO JOGO: Mika, guardador do nulo
William Carvalho entrou para os últimos 20 minutos, após longa ausência. Ajudou e continuará a ajudar o Sporting a crescer. No regresso, coordenou os movimentos dos colegas, quis ter a bola e teve uma mão cheia de bons passes.
Insuficiente para desarmar uma defesa sólida e competente. À prova de minas e armadilhas e da sorte.
Mais explicações para tantos ataques do Sporting e nem um golo? Bem, Einstein disse um dia que Deus não joga aos dados. Sobre o futebol, nem uma palavra, mas acreditamos que a sorte/azar também andaram pelo Bessa.
Um ponto para o tranquilo Boavista, um para o Sporting. Balizas invioladas, tiros de pólvora seca. Bang!
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