Mesmo no piscinão do Scarpelli (9.967 pagantes), o Corinthians não deu sopa para o azar, nadou bem melhor que o Figueirense (3 a 1), com ótima atuação do garçom Jadson, e disparou na ponta do Brasileirão.
Após 28 jornadas, a equipe lidera com 60 pontos, sete à frente do Galo, que decepcionou e ficou no 2 a 2 com o lanterna Joinville.
Elias, Gil e Renato Augusto, os anões de Dunga para as eliminatórias da Copa, derrubaram Muralha em Floripa. Há sete jogos sem ganhar no campeonato, o Figueira ocupa a 18ª colocação, com 28 pontos.
O Corinthians poderia ter goleado os catarinenses, mas desperdiçou várias chances, principalmente com Vagner Love. Numa delas, o centroavante chutou para fora na saída de Muralha. Malcom também perdeu. Apesar de dominado pelo time paulista, o Figueira chegou a dar trabalho para o goleiro Cássio - fez duas boas defesas no primeiro tempo.
A 10 rodadas para o final do Brasileirão, o Corinthians necessita de mais cinco vitórias para soltar o grito de campeão, de acordo com a matemática do ‘professor' Tite. Próximo desafio: Ponte, domingo, em Campinas.
O caminho corintiano ficou mais fácil após o empate do Galo em Joinville. O time mineiro chegou a liderar duas vezes o placar, com Luan e Thiago Ribeiro, mas não resistiu à pressão do lanterna e permitiu a igualdade (Kempes e William Popp). Os quatro gols foram assinalados no segundo tempo na Arena Joinville (7.486 torcedores). No próximo fim de semana, o Galo pega o Coxa, em Curitiba.
No Morumbi (25.141 pagantes), a torcida do soberano São Paulo já festejava a conquista da vitória, a vaga no G4 e o tabu de 13 anos sem derrota para o Palmeiras, quando, aos 47 minutos, o goleiro Rogério Ceni falhou bisonhamente. Tentou sair jogando e permitiu o empate, que manteve os periquitos em revista entre os quatro melhores do campeonato.
'Estamos jogando muito mal'. Em poucas palavras o meio-campista palmeirense Robinho definiu muito bem o primeiro tempo do clássico. O São Paulo simplesmente engoliu o coirmão, com marcação pressão, mas não soube traduzir em gol a superioridade porque errou na conclusão das jogadas.
Mesmo dominado e com apenas o menino Jesus incomodando levemente a zaga tricolor, o Palmeiras mandou uma bola na trave (cabeçada de Robinho) e ainda foi prejudicado por sua senhoria, o gaúcho Anderson Daronco, que não deu vantagem num lance em que Rafael Marques saiu na cara de Rogério Ceni.
O São Paulo manteve o domínio no segundo tempo, pouco permitindo aos palmeirenses. E, aos 15, fez-se justiça: após falha bisonha de Jesus, Ganso recebeu a bola e lançou Carlinhos na esquerda. Ele cortou a marcação e fuzilou o goleiro Fernando Prass. Contragolpe brilhante.
A equipe são-paulina seguiu melhor, envolvendo os palmeirenses, e os três pontos pareciam garantidos. Mas, aos 47, Rogério Ceni resolveu entregar a rapadura: errou feio na saída de bola e, mais uma vez, tomou um gol de cobertura de Robinho (o primeiro foi no Paulistinha).
Depois de seis anos, o ataque do Palmeiras voltou a atingir 100 gols numa temporada. E manteve o time no G4 (45 pontos). O Tricolor está em sexto (43).
No trem das 11 do Brasileirão, com 11.043 passageiros na estação do aquário da Vila Belmiro, o Peixe atropelou o Saci colorado (3 a 1, de virada) e voltou a sonhar com o G4. Ocupa a quinta posição, com 43 pontos, dois a menos que o Palmeiras. Já o time gaúcho ficou estacionado no oitavo lugar, com 41.
Com vários desfalques, entre eles D'Alessandro e Sasha, e marcação individual em Lucas Lima, o Inter apostou na retranca e nos contra-ataques. Aos 26, abriu o placar, em pênalti cobrado por Valdivia. Dez minutos depois, o melhor futebol do Santos foi premiado com um gol de Marquinhos Gabriel.
O Peixe continuou melhor no segundo tempo e aos 14, em pênalti de Silva em Lucas Lima, Gabriel fez 2 a 1. O Saci colorado abdicou da muralha defensiva e partiu em busca da igualdade. Deu algum trabalho à zaga santista, mas desabou na bacia das almas: Leandro aproveitou uma sobra e colocou no canto do excelente goleiro Alisson. Daí em diante, troca de passes e 'olé'.
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Pitacos da rodada. Biro Biro marca dois e comanda quarta vitória consecutiva da Ponte: 2 a 1 no Furacão, em Curitiba (12.629 pagantes) - time paranaense desconta com Bruno Mota e completa seis jogos sem vencer, com direito a quatro derrotas seguidas; de virada, Vasco abate Urubu (2 a 1) no ‘new Maraca' (44.361 espectadores) e segue na briga para fugir do rebaixamento - Rodrigo e Nenê garantem o quinto jogo sem derrota e o quarto triunfo sobre o Flamengo neste ano; Rubro-negro (saiu na frente com Emerson ‘Bitoca') amarga a terceira derrota seguida.
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Pitacos da rodada. Biro Biro marca dois e comanda quarta vitória consecutiva da Ponte: 2 a 1 no Furacão, em Curitiba (12.629 pagantes) - time paranaense desconta com Bruno Mota e completa seis jogos sem vencer, com direito a quatro derrotas seguidas; de virada, Vasco abate Urubu (2 a 1) no ‘new Maraca' (44.361 espectadores) e segue na briga para fugir do rebaixamento - Rodrigo e Nenê garantem o quinto jogo sem derrota e o quarto triunfo sobre o Flamengo neste ano; Rubro-negro (saiu na frente com Emerson ‘Bitoca') amarga a terceira derrota seguida.
Zé Corneta. O milagre se aproxima do Vasco: mais cinco jogos contra o Flamengo e bye-bye rebaixamento.
Bem, amiguinhos. Argel Fucks é um 'professor' com dotes especiais na casamata do Saci colorado: sempre vê um jogo diferente em campo. Todo mundo de um lado, menos ele. Fucks as jogadas, o desempenho das equipes. Na derrota para o Peixe, garantiu que Lucas Lima não jogou patavina. Fato: o maestro santista participou de dois gols e 'amarelou' os três brucutus que o treinador escalou para caçá-lo em campo.
Sugismundo Freud. Vaso ruim não quebra.
Bem, diabinhos. Incrível: o imortal Grêmio deu um chocolate no Avaí, mas muitos torcedores festejaram muito mais o gol do time catarinense, marcado por André Lima. Explica-se: o Guerreiro Imortal, apelido que ganhou quando defendia a equipe gremista, comemorou o tento com uma mão fechada e outra aberta, relembrando a goleada aplicada pelo Grêmio no embate com o Saci Colorado. ‘É sempre bom dar uma alfinetada neles', celebrou o ‘matador'.
Caiu na rede. Que domingo sem graça: mais um gol de cobertura de Robinho em Ceni e outra vitória do Vasco sobre o Flamengo.
Figuração. Ronaldinho Gaúcho, mais inúteis 45 minutos a serviço do Fluminense. Torcida vibrou como nunca quando foi informada da substituição do meia por Marcos Júnior no segundo tempo da vitória sobre o Goiás. Fred ‘Slater' tentou proteger o companheiro das vaias, mas não conseguiu: aos 35 anos, é um excelente ex-jogador em atividade.
Dona Fifi. O atacante Jô está roubando a cena no Al Shabab, dos Emirados
Árabes: cinco gols em seis jogos. Logo, logo terá mil e uma noites de sheik.
Árabes: cinco gols em seis jogos. Logo, logo terá mil e uma noites de sheik.
Gilete press. De Fábio Suzuki, no ‘Lance': "A partir de 2016, o futebol brasileiro realizará cerca de oito mil testes antidoping por ano. A previsão é do secretário nacional da Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD), Marco Aurelio Klein, para os exames que serão no laboratório localizado no Rio, que foi recredenciado junto à Agência Internacional Antidoping (Wada). Atualmente, os testes são feitos no exterior. Desde maio, o laboratório brasileiro já recebeu 800 amostras para testes de modalidades olímpicas." Olho vivo que jacaré não sobe escada rolante.
Tititi d'Aline. Peixe, nota 10: convidou 100 refugiados sírios para assistir ao jogo contra o Saci colorado no aquário da Vila Belmiro. Na próxima quinta, mais um grupo de 100 pessoas acompanhará o duelo contra o Figueira, no Pacaembu, pelas quartas de final da Copa do Brasil.
Você sabia que... o Peixe acumula 11 vitórias consecutivas no aquário da Vila Belmiro?
Bola de ouro. Lewis Hamilton. Líder disparado do Mundial de Fórmula 1, o piloto inglês venceu o GP do Japão, alcançou a 41ª vitória na carreira e igualou a marca do tricampeão Ayrton Senna. Ídolo de Hamilton, o brasileiro conquistou os três títulos em Suzuka.
Bola de latão. McLaren/Honda. O desempenho da equipe anda tão brilhante que o piloto espanhol Fernando Alonso só faltou mandar o carro para um ferro velho depois da corrida no Japão. Após 14 provas, Alonso ocupa um honroso 16º lugar no campeonato, enquanto a escuderia é a penúltima colocada do Mundial, à frente da poderosa Manor.
Bola de lixo. Racismo. O atacante brasileiro Hulk sofreu novos ataques no empate do Zenit com o Spartak, em Moscou. Em resposta, mandou beijos aos cretinos que o xingavam. Em 2018, a Copa será na Rússia.
Bola sete. "Se a maré tiver boa para o meu lado, eles vão me chamar para renovar. Se não tiver, eles vão chamar o Cuca ou outro treinador. É assim que funciona no Brasil" (do 'professor' Levir Culpi, sobre o futuro no Galo após o Brasileirão - fato).
Dúvida pertinente. Corinthians, sete pontos na frente: já pode fazer a faixa?
José Roberto Malia, colunista do ESPN
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