Alírio Moraes: o delírio que virou realidade no Santa Cruz
Por Leonardo Vasconcelos, do Jornal do Commercio
Alucinação, convicção errônea, crença em fatos irreais. Sinônimos do termo que em tom depreciativo foi dado como apelido ao presidente do Santa Cruz quando assumiu o cargo em novembro de 2014. O “Delírio” Morais foi alvo de brincadeiras pelas ambiciosas metas traçadas. O Alírio Morais calou a todos ao realizar a maioria delas, inclusive a conquista da Copa do Nordeste. O que era classificado como um cinza devaneio virou mais uma realidade em preto, branco e vermelho.
Em vez de incomodar, o apelido só fez estimular o mandatário tricolor. Dos objetivos do ano passado, os principais (equilíbrio financeiro, título pernambucano e acesso à Série A) foram alcançados. Dos planos para 2016, o título do Nordestão já foi conquistado e o do Pernambucano pode entrar também para a lista na próxima semana.
“Eu acho que está faltando um pouco de sonho no futebol brasileiro. As pessoas estão trabalhando muito com o concreto, com o valor financeiro das coisas. E a gente nunca deixou de sonhar, mesmo com um recurso muito pequeno para começar a trabalhar no futebol. Delirar sempre. Acreditar que a gente pode crescer e fazer coisas diferentes. Nada foi ao acaso: é tudo fruto de muito trabalho”, afirmou Alírio Morais.
O presidente agradeceu também aos seus diretores e a fiel torcida coral. “Temos um grupo de tricolores no comando, que viam os jogos nas arquibancadas e que se uniram em prol do Santa Cruz. Todos nós estamos conscientes que representamos uma grande nação, e isso só nos faz, a cada dia, dar mais alma e coração para atingir os objetivos”, explicou o presidente.
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por Cassio Zirpoli
Empurrado pela multidão, o Santa Cruz reage no fim e conquista o Nordestão

Repetindo o roteiro dos últimos anos, de se agigantar nos mata-matas, na hora decisiva, o Santa Cruz chegou ao ápice de sua centenária história. Em um final de jogo emocionante em Campina Grande, o Tricolor reagiu, empatou com o Campinense e conquistou a Copa do Nordeste. Com todos os méritos possíveis. No Amigão, uma multidão de tricolores, bem acima da expectativa de três mil. Foi quase o dobro. Uma torcida que viajou 198 quilômetros para cantar e apoiar até o fim. Sendo recompensada com lágrimas de uma emoção inédita.
Era preciso trabalhar a vantagem do empate, mas sem perder as características do time nessa passagem de Milton Mendes. Tanto que o Santa largou sem João Paulo, preocupação durante a semana, mas o técnico manteve a escalação do Arruda, bem ofensiva, com jogadores leves no meio-campo e três atacantes. Por linhas tortas, a formação acabou mudando para a ideal aos 14 minutos, quando Leandrinho sentiu a coxa. João Paulo foi acionado, indo para o sacrifício. Literalmente, sem deixar espaço para o adversário. Um dado que ilustra isso é a posse de bola da Raposa, 57%. Girou, girou e quase não criou chances efetivas, com Rodrigão com marcação dupla – Neris e alguém na sobra.

Enquanto isso, o Tricolor, armado para o contragolpe, teve a chance para matar aos 26. Grande jogada de Arthur, que deixou Grafite livre, na marca do pênalti. Um quique na bola atrapalhou o camisa 23, que isolou. No intervalo, o elétrico técnico Francisco Diá fez uma mudança ousada, tirando o camisa 10, Roger Gaúcho. De fato, o meia não acertou nada e a Raposa precisava de agilidade. Com o sol caindo, o segundo tempo seria mesmo mais nervoso. Seguiu com poucas chances e muitas divididas até os 25 minutos. Num lance quase fatal, o Campinense tocou bem a bola, num espaço mínimo. E realmente bastou um centímetro de vacilo para Rodrigão guardar. Recebeu e tocou com categoria, no canto esquerdo de Tiago Cardoso. O 9º gol do artilheiro, invertendo a situação.
Logo depois, Bruno Moraes entrou no lugar de Vitor, com o time pernambucano indo para o all in. Apostando tudo, na pressão e com o coração, o Tricolor chegou lá. Em outra jogada decisiva de Keno, a bola rolou para Arthur empatar. A partir dali, o copeirismo imperou, com o 1 x 1 eternizado em uma campanha com 7 vitórias, 3 empates e apenas 2 derrotas. Parabéns, Santa Cruz! Ah, o clube ainda ganhou R$ 1 milhão e vagas na Sul-Americana de 2016 e 2017…

José Neves Cabral
Se arrastando feito cobra, vencendo quando não podia mais perder, empatando quando era possível.
E foi assim a campanha do Santa Cruz por 12 jogos. Sete vitórias, três empates, duas derrotas.
O título acabou sendo mais que merecido por que ganha quem sabe se impor nos momentos decisivos.
E o Santa Cruz fez isso.
Méritos para Milton Mendes, que, em pouco mais de um mês, ganhou a confiança dos jogadores, o respeito da torcida,
e o maior título da história do clube.
Maior porque, até então, as conquistas do Santa Cruz limitavam-se aos Estaduais.
O Nordestão abre agora as portas do continente para os tricolores. O Santa vai disputar a Copa Sul-Americana já este ano.
E daqui a duas semanas estará estreando na Série A do Brasileiro após dez anos, período em que viu sua torcida acompanhar um dos períodos mais dramáticos de sua história, quando despencou para a Série D entre 2006 e 2009.
A reação começou em 2011 com o título estadual e segue agora com a Copa do Nordeste.
Novos tempos para a torcida tricolor.
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por Cassio Zirpoli
Com cheque na final, Santa termina o Nordestão faturando R$ 3,5 milhões

Ao receber a taça do Nordestão de 2016, os tricolores também receberam um enorme cheque, simbolizando a premiação oficial da decisão: R$ 1 milhão. Com o valor, o Santa Cruz terminou o torneio com a cota máxima, de R$ 2,3 milhões. Somando à bilheteria nas seis partidas realizadas no Arruda, um faturamento de R$ 3,5 milhões, o maior entre os vinte times nesta edição.
Por sinal, também foi o maior valor absoluto de um clube pernambucano desde que a Lampions League voltou ao calendário oficial da CBF, há quatro temporadas. E olhe que ainda há um ganho indireto, com as futuras cotas, em dólar, da Copa Sul-Americana – lembrando que o clube ganhou a pré-vaga para 2016 e 2017. Confira as rendas, públicos e cotas dos representantes da terrinha.
Balanço de receita dos pernambucanos na Lampions 2016
Santa Cruz (campeão)
Público: 79.146 pessoas em 6 jogos (média: 13.191)
Renda bruta: R$ 1.204.575
Cota: R$ 2,385 milhões
Total: R$ 3.589.575
Santa Cruz (campeão)
Público: 79.146 pessoas em 6 jogos (média: 13.191)
Renda bruta: R$ 1.204.575
Cota: R$ 2,385 milhões
Total: R$ 3.589.575
Sport (4º lugar)
Público: 64.955 pessoas em 5 jogos (média: 12.991)
Renda bruta: R$ 1.148.265
Cota: R$ 1,385 milhão
Total: R$ 2.533.265
Público: 64.955 pessoas em 5 jogos (média: 12.991)
Renda bruta: R$ 1.148.265
Cota: R$ 1,385 milhão
Total: R$ 2.533.265
Salgueiro (6º lugar)
Público: 15.289 pessoas em 4 jogos (média: 3.822)
Renda bruta: R$ 34.854
Cota: R$ 935 mil
Total: R$ 969.854
Público: 15.289 pessoas em 4 jogos (média: 3.822)
Renda bruta: R$ 34.854
Cota: R$ 935 mil
Total: R$ 969.854
Cotas de participação da Lampions 2016
R$ 2,385 milhões (campeão) – Santa Cruz
R$ 1,885 milhão (vice) – Campinense
R$ 1,385 milhão (semifinalista) – Bahia e Sport
R$ 935 mil (quartas de final) – Ceará, Salgueiro, CRB e Fortaleza
R$ 505 mil (fase de grupos) – Vitória da Conquista, América-RN, Coruripe, Estanciano, Botafogo-PB, ABC, Confiança e Juazeirense
Sem cota – Sampaio Corrêa, River, Imperatriz e Flamengo-PI*
R$ 2,385 milhões (campeão) – Santa Cruz
R$ 1,885 milhão (vice) – Campinense
R$ 1,385 milhão (semifinalista) – Bahia e Sport
R$ 935 mil (quartas de final) – Ceará, Salgueiro, CRB e Fortaleza
R$ 505 mil (fase de grupos) – Vitória da Conquista, América-RN, Coruripe, Estanciano, Botafogo-PB, ABC, Confiança e Juazeirense
Sem cota – Sampaio Corrêa, River, Imperatriz e Flamengo-PI*
* Entre 2015 e 2017, os clubes maranhenses e piauienses, recém-integrados, só recebem cotas a partir das quarta
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por Cassio Zirpoli
por Cassio Zirpoli
A evolução da movimentação financeira da Copa do Nordeste, de 2013 a 2016
A Copa do Nordeste de 2016 teve a maior premiação da história, mais de R$ 14 milhões. Contudo, a bilheteria foi a menor desde que o torneio voltou ao calendário oficial da CBF, assim como a média de público. Os 74 jogos – pela primeira vez não houve partidas com portões fechados – proporcionaram uma arrecadação de R$ 6,6 milhões (-39%), com seis mil torcedores a cada apresentação (-23%). Foi a primeira vez que um índice financeiro da competição sofreu redução. Crise econômica, nível técnico, mais jogos na tevê? Sobram explicações para uma avaliação. Mas é fato, os números dizem algo.
Ao todo, a movimentação financeira do Nordestão vencido pelo Santa Cruz foi de R$ 26 milhões, somando rendas, cotas e o dinheiro gasto com marketing na competição, com ampla divulgação e organização. Para o próximo ano, aliás, a previsão é de um investimento de R$ 5 milhões apenas nesta área. Sobre o público presente, escasso nos 60 jogos na fase de grupos, os maiores clubes da região já articulam uma mudança para 2018, visando jogos de maior apelo, com criação de uma segunda divisão.
Eis os dados de público da Lampions League nesta retomada…
2016 (74 jogos)
Público pagante: 440.210
Média: 5.948
Público pagante: 440.210
Média: 5.948
2015 (74 jogos, sendo 1 de portões fechados)
Público pagante: 570.777
Média: 7.818
Público pagante: 570.777
Média: 7.818
2014 (62 jogos, sendo 1 de portões fechados)
Público pagante: 463.749
Média: 7.602
Público pagante: 463.749
Média: 7.602
2013 (62 jogos, sendo 1 de portões fechados)
Público pagante: 517.709
Média: 8.487
Público pagante: 517.709
Média: 8.487
A evolução da média de público.

Ao analisar a soma de todas as receitas da Copa do Nordeste (televisão, renda e marketing), fica consolidado o status de principal torneio da região, bem à frente dos estaduais. Contudo, o número é basicamente a metade do valor estimado pelo presidente da Liga do Nordeste, Alexi Portela, para o auge do torneio, em 2018. Ele projeta R$ 50 milhões, com média de 20 mil pessoas. É possível?

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por Carlyle Paes Barreto
Novo título pode significar mais uma década coral
Depois de equilíbrio pendendo para o Sport nos anos 80 e de o Leão ter sido hegemônico nos anos 90 e 2000, o Santa Cruz está vivendo sua década. Assim como fora na de 70. Já com quatro estaduais, seguidos acessos até a elite nacional, título da Série C e o inédito Nordestão, pode carimbar o simbólico feito de maior do Estado nesta era se passar pelo rubro-negro, na decisão do Pernambucano que começa amanhã.
Vencendo, o Santa ficaria com cinco taças estaduais, em seis disputas. Já garantindo, no mínimo, a metade dos Campeonatos Pernambucanos em disputa na década. Algo insano de se pensar há poucos anos. Quando o tricolor tentava se levantar após seguidas gestões que quase derreteram o patrimônio coral.
Lembrando os anos 70. Quando o Santa parou o Náutico no hexa, impediu a reação do Sport e emendou cinco conquistas seguidas. Época que revelou craques, artilheiros. Até para a seleção brasileira. E empolgou sua torcida.
Parecido com o que está ocorrendo agora. Mesmo com toda limitação financeira e abismo econômico. Mas que só faz aumentar a alegria e empolgação coral.
Parecido com o que está ocorrendo agora. Mesmo com toda limitação financeira e abismo econômico. Mas que só faz aumentar a alegria e empolgação coral.
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por Caasio Zirpoli
A nova lista de campeões do Nordeste
Post atualizado em 01/05/2016
Uma reviravolta histórica na lista de campeões do Nordeste está a caminho. Por mais curioso que possa parecer, a lista de campeões do futebol regional sempre foi controversa, até mesmo sobre a definição do primeiro ganhador. O Sport em 1994, na Copa do Nordeste organizada em Alagoas, ou o Vitória, campeão do Torneio José Américo de Almeida Filho, em 1976? O próprio álbum oficial da competição de 2014 veio com uma lista incomum. Pois o status pode pertencer até ao CRB, em 1975.
O blog apurou que a Liga do Nordeste, através de seu presidente, Alexi Portela, encaminhou à CBF a lista de campeões oficiais do Nordestão, englobando não só os torneios organizadas pela liga como outros de peso semelhante. O pedido de análise à diretoria de competições leva em conta as duas versões do Torneio José Américo de Almeida Filho, organizado na década de 1970 para movimentar os clubes fora do Brasileirão. Em setembro de 2012 a CBF já havia sinalizado pela primeira vez o reconhecimento do título baiano, através de seu guia anual. Agora, pode ocorrer a equiparação ao Nordestão, junto a 1975.
A suposta primeira edição teve apenas seis times de três estados, nenhum deles da cena principal. No caso, Alagoas (CRB), Paraíba (Botafogo, Treze e Auto Esporte) e Rio Grande do Norte (ABC e Potiguar). O Clube de Regatas Brasil foi o campeão ao bater o Botafogo de João Pessoa nos pênaltis. A CBF ainda não estipulou um prazo para a resposta, mas, considerando que o pedido veio da própria Liga do Nordeste, eis a nova lista de campeões…
Lista de campeões*
1975 – CRB
1976 – Vitória
1994 – Sport
1997 – Vitória
1998 – América-RN
1999 – Vitória
2000 – Sport
2001 – Bahia
2002 – Bahia
2003 – Vitória
2010 – Vitória
2013 – Campinense
2014 – Sport
2015 – Ceará
2016 – Santa Cruz
1975 – CRB
1976 – Vitória
1994 – Sport
1997 – Vitória
1998 – América-RN
1999 – Vitória
2000 – Sport
2001 – Bahia
2002 – Bahia
2003 – Vitória
2010 – Vitória
2013 – Campinense
2014 – Sport
2015 – Ceará
2016 – Santa Cruz
Maiores campeões*
5 Vitória
3 Sport
2 Bahia
1 CRB, América-RN, Campinense, Ceará e Santa Cruz
5 Vitória
3 Sport
2 Bahia
1 CRB, América-RN, Campinense, Ceará e Santa Cruz
* Títulos de 1975 e 1976 sob análise de chancela.
Todas as voltas olímpicas do Nordestão, oficiais ou não
Historicamente, a Copa do Nordeste sempre foi um torneio intermitente no calendário do futebol brasileiro. Porém, o revigorado torneio regional inicia nesta temporada uma sequência de pelo menos dez competições consecutivas, até 2022.
O Nordestão de 2013 está sendo tratado no material de divulgação da competição como a 10ª edição, contando a partir de 1994. Até hoje, apenas quatro clubes ergueram a taça de campeão. No entanto, outras torcidas da região contestam os dados e apontam mais competições de âmbito regional, ou até mesmo interregional.
De fato, a gama de campeonatos deste porte seria bem mais ampla, algumas delas até com a chancela da CBD, precursora da Confederação Brasileira de Futebol. O blog listou os principais torneios que em algum momento foram apontados como “Copa Nordeste”. Seriam trinta! Entre parênteses, o número de participantes de cada um. Confira.
No Nordeste:
Copa Cidade de Natal – 1946
O torneio foi realizado para celebrar a instalação do sistema de iluminação do estádio Juvenal Lamartine, em Natal, que abrigou todas as partidas.
O torneio foi realizado para celebrar a instalação do sistema de iluminação do estádio Juvenal Lamartine, em Natal, que abrigou todas as partidas.
1946 Fortaleza (4)
Torneio dos Campeões do Nordeste – 1948
Foi o primeiro torneio com representantes de cinco estados. Todos os jogos ocorreram no Recife. O Santa Cruz , campeão pernambucano no ano anterior, estreou na semifinal.
Foi o primeiro torneio com representantes de cinco estados. Todos os jogos ocorreram no Recife. O Santa Cruz , campeão pernambucano no ano anterior, estreou na semifinal.
1948 Bahia (6)
Torneio José Américo de Almeida Filho – 1975/1976
A competição foi organizada em homenagem ao estádio homônimo, o Almeidão, em João Pessoa, inaugurado no mesmo ano. Na temporada seguinte, o torneio foi ampliado, com direito à curiosa participação do Volta Redonda, do Rio de Janeiro.
A competição foi organizada em homenagem ao estádio homônimo, o Almeidão, em João Pessoa, inaugurado no mesmo ano. Na temporada seguinte, o torneio foi ampliado, com direito à curiosa participação do Volta Redonda, do Rio de Janeiro.
1975 CRB (6)
1976 Vitória (12)
1976 Vitória (12)
Copa do Nordeste – 1994/2010Em 1994, a FPF firmou uma parceria com o governo de Alagoas para organizar a “1ª Copa do Nordeste”, como a competição foi lançada. Com o sucesso, acabou ganhando a chancela da CBF, que passou tomar conta do regional em seu período mais duradouro.
1994 Sport (16)
1997 Vitória (16)
1998 América-RN (16)
1999 Vitória (16)
2000 Sport (16)
2001 Bahia (16)
2002 Bahia (16)
2003 Vitória (12)
2010 Vitória (15)
1997 Vitória (16)
1998 América-RN (16)
1999 Vitória (16)
2000 Sport (16)
2001 Bahia (16)
2002 Bahia (16)
2003 Vitória (12)
2010 Vitória (15)
Nas regiões Norte e Nordeste:
Torneio dos Campeões do Norte-Nordeste – 1952A premissa do torneio era uma ampliação da competição realizada na capital pernambucana em 1948. Quatro anos depois, o Norte foi incorporado. Campeão estadual em 1951, o Timbu entrou na semifinal do torneio, novamente realizado apenas no Recife.
1952 Náutico (8)
Copa dos Campeões do Norte – 1966
Apesar do nome, a copa reuniu os vencedores da fase Norte-Nordeste da Taça Brasil. Até 1966, apenas clubes nordestinos haviam vencido. Todos os participantes se enfrentaram em jogos ida e volta na Fonte Nova, PV, Aflitos e Ilha do Retiro.
Apesar do nome, a copa reuniu os vencedores da fase Norte-Nordeste da Taça Brasil. Até 1966, apenas clubes nordestinos haviam vencido. Todos os participantes se enfrentaram em jogos ida e volta na Fonte Nova, PV, Aflitos e Ilha do Retiro.
1966 Náutico (5)
Torneio Hexagonal Norte-Nordeste – 1967
Apesar das duas regiões envolvidas, foram incluídos apenas três estados, com dois pernambucanos, dois cearenses e dois paraenses em jogos de ida e volta.
Apesar das duas regiões envolvidas, foram incluídos apenas três estados, com dois pernambucanos, dois cearenses e dois paraenses em jogos de ida e volta.
1967 Santa Cruz (6)
Taça Almir de Albuquerque – 1973
A competição foi, na verdade, a primeira fase do Brasileirão. Na ocasião, foi criado um troféu ao melhor time em homenagem ao atacante Almir Pernambuquinho, revelado pelo Sport em 1956 e que faleceu justamente em 1973. A taça foi instituída a pedido da FPF.
A competição foi, na verdade, a primeira fase do Brasileirão. Na ocasião, foi criado um troféu ao melhor time em homenagem ao atacante Almir Pernambuquinho, revelado pelo Sport em 1956 e que faleceu justamente em 1973. A taça foi instituída a pedido da FPF.
1973 América-RN (16)
Copa Norte – A fase Norte-Nordeste da Taça Brasil – 1959/1968
Agora unificada ao Brasileirão, a pioneira Taça Brasil surgiu em 1959 como a competição que indicaria o representante do país à Taça Libertadores do ano seguinte. Com a precária estrutura de deslocamento de um país continental, o torneio de mata-mata foi regionalizado. Na fase Norte, que compreendia o Norte-Nordeste, o campeão tinha direito a vaga na semi ou na final nacional – sem definição prévia. Os vencedores do zonal celebravam as conquistas regionais, ainda que não fossem um torneio à parte.
1959 Bahia (8)
1960 Fortaleza (9)
1961 Bahia (9)
1962 Sport (11)
1963 Bahia (10)
1964 Ceará (11)
1965 Náutico (11)
1966 Náutico (11)
1967 Náutico (10)
1968 Fortaleza (11)
1960 Fortaleza (9)
1961 Bahia (9)
1962 Sport (11)
1963 Bahia (10)
1964 Ceará (11)
1965 Náutico (11)
1966 Náutico (11)
1967 Náutico (10)
1968 Fortaleza (11)
Torneio Norte-Nordeste – 1968/1970
Paralelamente ao Torneio Roberto Gomes Pedrosa, agora unificado ao Brasileirão, a CBD organizou o interregional para movimentar os clubes, uma vez que não havia sistema de divisão, ou mesmo de classificação, pois a participação no Robertão era via convite.
Paralelamente ao Torneio Roberto Gomes Pedrosa, agora unificado ao Brasileirão, a CBD organizou o interregional para movimentar os clubes, uma vez que não havia sistema de divisão, ou mesmo de classificação, pois a participação no Robertão era via convite.
1968 Sport (23)
1969 Ceará (26)
1970 Fortaleza (36)
1969 Ceará (26)
1970 Fortaleza (36)
Considerando os títulos regionais e interregionais oficiais: Vitória (4), Sport (3), Bahia (2), Ceará (1), Fortaleza (1) e América-RN (1).
Somando todos os campeões do Nordestão e do Norte-Nordeste, oficiais ou não (até o momento): Bahia (6), Náutico (5), Vitória (5), Fortaleza (4), Sport (4), Ceará (2), América-RN (2), Santa Cruz (1) e CRB (1). Boa discussão…
por Cassio Zirpoli
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