segunda-feira, 2 de maio de 2016

Opinião dos Blogueiros


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Vasco, Santos, Atlético-PR, Santa Cruz, América… Os vencedores do domingo


Vasco 1 x 0 Botafogo
O Botafogo jogou melhor do que o Vasco no primeiro tempo e teve chance de fazer 1 x 0 com Ribamar. O segundo tempo mudou, porque o time de Jorginho conseguiu colocar a bola no chão e teve Nenê. O camisa 10 deslocou-se para o lado direito do campo para fazer o cruzamento certeiro para Jorge Henrique marcar. Foi um das boas notícias para os cruzmaltinos, invictos há 24 partidas e favoritos para ficar com o título no segundo jogo. A outra foi a decisão do técnico Jorginho de permanecer em São Januário, apesar do interesse do Cruzeiro.
Regulamento – Se o Botafogo vencer por um gol de diferença, pênaltis. Vasco joga por empate e ou vitória. Botafogo será campeão com dois gols de diferença.
Audax 1 x 1 Santos
O Audax foi melhor na melhor parte da bela partida jogada em Osasco. O Santos atraiu o adversário, mas teve dificuldade para sair jogando e abusou das bolas longas no primeiro tempo. No segundo, conseguiu contra-ataques mais planejados e poderia fazer 1 x 0 com Gabriel, com um pouco mais de pontaria. Mike fez o primeiro gol. Talentoso e experiente, Mike poderia ter feito o segundo e faria não fosse uma grande defesa de Vanderlei. Incrível ter sido Ronaldo Mendes, substituto do lesionado Lucas Lima, o autor do gol que dá chance de o Santos ser campeão na Vila Belmiro semana que vem.
Regulamento – Santos e Audax dependem de uma vitória para serem campeões. Empate leva decisão para os pênaltis
América 2 x 1 Atlético
Danilo Barcelos entrou na vaga de Tiago Luís e fez o gol que parecia deixar o América próximo do fim do jejum de 15 anos sem o título estadual. A chance ainda existe, mas diminuiu por  causa do gol de Lucas Pratto, que entrou no segundo tempo. Só dois poupados dos titulares da Libertadores — Júnior Urso, além de Pratto. O desgaste da Libertadores na quarta-feira contra o Racing pode dificultar a vida do Atlético.
Regulamento – O Atlético precisa vencer por um gol de diferença para ser bicampeão. O América precisa empatar ou vencer.
Juventude 0 x 1 Internacional
Andrigo era esperança do Internacional desde os 15 anos, quando aparecia em vídeos no youtube. Aos 21 anos, pode ter feito o gol do hexacampeonato gaúcho. É um dos destaques da campanha. O outro é Vitinho, autor do lançamento que permitiu a Andrigo a finalziação perfeita. Da última vez que o Juventude decidiu o Campeonato Gaúcho no Beira Rio, levou 8 x 1 do Inter, em 2008.
Regulamento – O Internacional joga pelo empate. O Juventude precisa fazer dois gols de diferença para ser campeão.  Vitória simples do time de Caxias do Sul leva à decisão por pênaltis.
Atlético Paranaense 3 x 0 Coritiba
Desde 2009, o Atlético Paranaense não conquista o título estadual e desde 2013 não disputava a final num Atletiba. Saiu na frente com Thiago Heleno, teve Hernani bem no jogo antes da expulsão e Ewandro, emprestado pelo São Paulo, marcando o terceiro gol. O Coritiba parecia mais forte do que mostrou ser na Arena da Baixada.
Regulamento – O Coritiba tem de fazer três gols de diferença para levar a decisão para os pênaltis.
Campinense 1 x 1 Santa Cruz
O troféu da tarde de domingo é o primeiro título do Santa Cruz na Copa do Nordeste. Merecidamente, por um trabalho bem feito desde a chegada do técnico Milton Mendes — antes, também, com Marcelo Martelotte. O time de Grafite e com gol de Arthur deve comemorar e preparar a campanha para se manter na Série A do Brasileirão. E ainda tem a decisão do estadual contra o Sport.
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Palmeiras superou Corinthians e São Paulo em gastos com reforços em 2015


Pense nos times de Corinthians, Palmeiras e São Paulo em 2015. Lembre dos resultados obtidos por cada um (campeão brasileiro, da Copa do Brasil e classificação para a Libertadores, respectivamente). Agora responda: quem gastou mais em contratações no ano passado?
Você acertou se respondeu Palmeiras.
O alviverde desembolsou R$ 49.714.000 com a aquisição de atletas em 2015. O Corinthians registra 34.247.000 em custos com aquisição e venda de jogadores. Já a despesa do São Paulo para montar o time do ano passado foi de R$ 31.134.000. Os números são dos balanços oficiais dos três clubes.
Maior investidor em reforços entre os grandes da capital, o Palmeiras foi também o que obteve a maior receita operacional com seu departamento de futebol: R$ 295,5 milhões  (no balancete distribuído aos conselheiros aparece um valor maior, R$ 307 milhões), seguido pelo São Paulo com R$ 275,3 milhões. O Corinthians registra como receita operacional bruta (sem descontar impostos) do futebol R$ 269,6 milhões, mas, ao contrário dos rivais, não contabiliza o dinheiro arrecadado com a venda de ingressos. Essa verba vai para o fundo que administra o estádio do clube pagar pela construção. Assim, ao contrário dos adversários, o time do Parque São Jorge não pode usar a receita de bilheteria para contratar.
perrone

Santos chega à final quando sua renda é bem inferior a rivais da capital


O Santos consegue um feito ao chegar à final o Paulista diante da disparidade financeira para os outros grandes times de São Paulo. É o que revela uma análise dos números financeiros de 2015 dos times, divulgados nesta semana. A receita santista é praticamente metade das rendas de São Paulo e Palmeiras. O clube ainda ganha 75% a menos do que o Corinthians.
Essa realidade financeira dura é enfrentada pelo Santos desde a saída de Neymar, quando sua arrecadação com patrocínios caiu. Depois, ocorreu o mesmo com a venda de jogadores. No lugar das receitas, sobraram débitos e déficit. Os rivais também têm rombos, mas têm maior capacidade de cobri-los.
O Santos fechou 2015 com receita de R$ 170 milhões, praticamente o mesmo número de 2014. Já o Palmeiras somou R$ 350 milhões; o São Paulo, R$ 331 milhões, e o Corinthians, R$ 298 milhões. Lembre-se que os corintianos ficaram sem a bilheteria que os igualaria aos rivais. Essa enorme disparidade para os santistas se consolidou nos últimos dois anos.
A diferença se explica porque a televisão tornou-se a única fonte de receita significativa para o Santos. No total, são R$ 86 milhões, mais da metade do total. A arrecadação com negociação de jogadores, que costumava equilibrar o cofre, ficou em apenas R$ 11 milhões no ano passado, um quarto de 2014. Houve queda também em publicidade, que fechou em apenas R$ 22 milhões.
O patamar de receita do Santos está abaixo da maioria dos grandes clubes do Brasil, salvo exemplos como Botafogo e Vasco. Com isso, só as despesas com o futebol foram suficientes para superar o dinheiro ganho pelo Santos. Por isso, o déficit de R$ 78 milhões.
E, para 2016, o cenário não é otimista. Só em compromissos a serem quitados neste ano somam-se R$ 161 milhões, praticamente a receita do clube. A dívida líquida é de R$ 410 milhões, duas vezes e meia a receita do Santos. Por isso, a diretoria da agremiação tenta um equilíbrio financeiro para se manter em atividade, como dizem os auditores das contas.
“A continuidade das atividades do Clube depende do sucesso dessas medidas. As demonstrações financeiras não incluem nenhum ajuste relativo à recuperação e classificação de ativos ou aos valores e à classificação de passivos, que seriam requeridos na impossibilidade do Clube continuar exercendo suas atividades'', diz o balanço santista.
Há portanto um mérito da diretoria do Santos de ter reduzido o impacto destes problemas financeiro no campo. Afinal, chega à segunda final seguida do Paulista (são oito no total), fora uma decisão da Copa do Brasil.
Rodrigo Mattos
Santos arranca empate em Osasco e coloca uma mão na taça do Paulistão
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Essa história do clube pequeno surpreender é muito bonita e tudo mais, mas no fim a camisa do Gigante pesa e faz a diferença.
No primeiro jogo da final do Paulistão, o Santos arrancou um empate contra o modesto Audax e gora leva a decisão para a Vila mais famosa do mundo.
Na Vila, onde o Santos é imbatível, o Audax tem pouquíssimas chances de ficar com a taça.
O trabalho do técnico Fernando Diniz e seus comandados é maravilhoso, pois quando um time pequeno chega forte desta forma, chama a atenção dos amantes da bola.
O Audax jogou com coragem durante todo o torneio, mas pegou o Santos na final e não tem jeito.
A equipe de Osasco saiu na frente com Maike, mas Ronaldo Mendes empatou a partida.
Santos (quase campeão) e Audax (vice) estão de parabéns pelo futebol arte apresentado.
Precisamos de mais toque de bola desta forma, para deixarmos de ser a terra do 7 a 1.
Campeonatos pelo Brasil:
Mineiro: América  2 x 1 Atlético; o Galo Mais Lindo do Mundo tropeçou, mas vai dar a volta por cima no segundo jogo.
Carioca: Botafogo 0 x 1 Vasco; O Gigante da Colina mostra que time grande não tem divisão.
Gaúcho: Juventude 0 x 1 Internacional; Jogo apertado. A decisão fica para semana que vem.
Paranaense: Atlético 3 x 0 Coritiba; Zebra, mas semana que vem o Coxa vai reverter o placar.
Baiano: Vitória 2 x Bahia; Outra zebra. Mas o placar será revertido tranquilamente.
Catarinense: Chapecoense 1 x 0 Joinville; Com a vitória, o time da terra da linguiça deve ficar com o título.
Copa do Nordeste: Campinense 1 x 1 Santa Cruz; Após vencer o primeiro jogo, o Santinha segurou o empate e ficou com o título.
O Santa Cruz é maravilhoso e vai dar muito trabalho no Brasileirão.

Milton Neves


Último “Leicester” da Europa desbancou grana árabe e gerou cabelo bicolor


A última grande zebra das maiores ligas nacionais da Europa terminou com o cumprimento de uma inusitada promessa que fez o dono do clube, Louis Nicollin, comemorar o título exibindo um penteado bicolor: um moicano em laranja com as laterais do cabelo em azul.
São essas as cores do Montpellier, o campeão francês da temporada 2011/12, um título quase tão surpreendente quanto a Premier League que o Leicester pode conquistar nesta segunda-feira.
Assim como o pequeno time da Inglaterra, o MHSC (iniciais do nome do clube) jamais havia sido campeão nacional da primeira divisão, vinha de um recente acesso para a elite e tinha escapado do rebaixamento no ano anterior.
Ainda tal como o Leicester, o Montpellier também estava longe de ser um dos times mais ricos do país. Com apenas 2 milhões de euros (menos de R$ 8 milhões, na cotação atual) em reforços naquela temporada, o clube havia tinha apenas o 13º elenco mais caro da Ligue 1.
Mas foi esse time modesto que deixou para trás o Lille, de Eden Hazard, eleito o craque da temporada, os tradicionais Olympique de Marseille e Lyon e, principalmente, o Paris Saint-Germain, que acabara de ser comprado por um fundo de investimentos do Qatar e havia torrado 107 milhões de euros em contratações (R$ 422 milhões de hoje).
Foi justamente o PSG, que já tinha Pastore, Thiago Motta e Matuidi, a maior ameaça ao título do Montpellier. O time da capital, que ganharia as quatro temporadas seguintes, foi vice-campeão, com três pontos a menos que a zebra azul e laranja.
A receita do Montpellier foi montar a melhor defesa do Campeonato Francês (34 gols), liderada pelo brasileiro Hilton e Yanga-Mbiwa, e apostar nas categorias de base.
Dirigido por René Girard, com seis anos de experiência nas seleções menores da França, aquele time lançou vários garotos, como o próprio Yanga Mbiwa (hoje no Lyon), o volante Benjamin Stambouli (PSG) e o meia Younes Belhanda (Schalke 04).
O principal nome da conquista, no entanto, não foi formado em casa. O centroavante Olivier Giroud havia sido artilheiro e craque da segunda divisão em 2010 pelo Tours, o que lhe rendeu a transferência para o Montpellier.
Na histórica temporada 2011/12, o atacante marcou 25 gols, marca que nunca mais alcançou na carreira. Foi o goleador do Francês (ao lado do brasileiro Nenê, então no PSG e hoje no Vasco), entrou na seleção do campeonato e descolou uma nova mudança de clube, para o Arsenal, onde ainda joga.
Após o inédito título, o Montpellier foi perdendo seus principais jogadores e nunca mais foi o mesmo. Na Liga dos Campeões de 2012/13, não venceu uma única partida e terminou o grupo com Schalke 04, Arsenal e Olympiacos na última colocação.
Já no Francês, jamais voltou a brigar sequer por vaga na Champions. Sua melhor campanha desde então foi a sétima posição da temporada passada.
O time atual guarda pouco resquícios daquele título. Hilton ainda está por lá e é o capitão da equipe. O presidente Louis Nicollin, aquele dos cabelos azul e laranja, também continua à frente do clube.
Apesar das mudanças, resta no Montpellier o orgulho de ter feito frente aos grandes, de ter surpreendido ao conquistar um quase inacessível título nacional, de ter sido o Leicester do seu tempo.
Rodrigo Reis


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