Elenco, comissão técnica e jogadores planejaram vencer os três últimos jogos
Quando o desespero bateu à porta do Náutico, após as três derrotas consecutivas, um pacto foi forjado entre os jogadores. Em 11º lugar após a 16ª rodada, os atletas adotaram uma postura única. Em nenhuma entrevista ou até em conversa informal, os atletas falaram em algo que não fosse em vitórias nas três últimas rodadas antes do fechamento do turno. Duas já foram conquistadas. Nesta terça-feira, às 21h30, contra o Oeste, o Timbu tentará o terceiro êxito seguido para se consolidar de vez na briga pelo acesso.
O momento para buscar a segunda vitória fora de casa não poderia ser melhor. Mesmo não apresentando um futebol de encher os olhos, o Náutico mudou de postura em campo e venceu duas vezes consecutivas. O técnico Alexandre Gallo ajustou a marcação e a estabilidade defensiva deu maior capacidade da transição ofensiva funcionar. Foi assim que o Timbu só sofreu um gol nos últimos dois jogos e saiu vencedor ao marcar quatro nas vitórias sobre Avaí (3 a 1) e Tupi (1 a 0).
A subida de produção consequentemente refletiu na tabela. Até porque os adversários diretos se complicaram nas duas últimas rodadas e tudo ocorreu tão bem que o Náutico voltou a ocupar a quinta posição. O único fator que incomoda é que a distância para o quarto colocado ainda não é a ideal. São cinco pontos para o Atlético-GO, um fator que coloca mais responsabilidade no jogo desta noite. São três pontos que poderão deixar o Timbu em situação mais tranquila para o início do segundo turno.
“Esse jogo vale mais do que os três pontos. Após está parada os times e o Náutico irão se fortalecer. Esses três pontos fora de casa ajudarão mais ainda a encostar no G4. Serão pontos importantes para o restante da Série B”, falou o volante João Ananias.
A animação de João Ananias só contrasta com o desempenho do Timbu jogando fora de casa. Em nove jogos, são apenas cinco pontos conquistados fora de casa. Marca que tem que ser melhorada nesta noite e em outras rodadas no segundo turno, caso o Náutico ainda queira seguir brigando pelo acesso à Série A.
Ficha do jogo
Oeste
Felipe Alves; Felipe Rodrigues, Francis, Velicka e Bruno Silva; Daniel Sertanejo, Matheus Vargas e Mazinho; Léo Artur, Marcus Vinícius e Marquinhos. Técnico: Fernando Diniz.
Náutico
Júlio César; Joazi, Rafael Pereira, Eduardo e Gaston; João Ananias, Eurico, Renan Oliveira e Hugo; Jefferson Nem e Rony. Técnico: Alexandre Gallo.
Estádio: Arena Barueri, em São Paulo
Horário: 21h30
Árbitro: Adriano Milczvski (PR)
Assistentes: Andre Luiz Severo e Daniel Cotrim de Carvalho (ambos do PR)
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Alexandre Gallo não confirma Náutico que enfrentará Oeste e minimiza falta de vitórias fora
Técnico acredita que insucesso fora de casa é algo comum no futebol brasileiro
No último treino do Náutico antes de enfrentar o Oeste em Barueri, o técnico Alexandre Gallo voltou a não permitir a presença da imprensa. Algo normal no seu modo de trabalhar nas vésperas dos jogos. Porém, em sua entrevista coletiva, o treinador foi bem sincero. Disse que não tinha o que esconder. Principalmente por falta de opções.
“Na verdade não tem muito o que esconder. Tentaremos ao máximo manter os mesmos atletas. Tenho alguns problemas físicos que tentaremos resolver até a hora do jogo”, contou o treinador que ainda vislumbrou o nível de dificuldade que o Timbu enfrentará na partida desta terça-feira. “É uma adversário técnico e que tem um bom comando. Não teremos vida fácil. Iremos fazer o nosso melhor para buscar a vitória aqui”.
Questionado sobre a falta de vitórias fora de casa, o treinador do Náutico não mostrou muita preocupação. Segundo o treinador, seu time, que tem a quarta pior campanha como visitante, não está muito diferente dos demais adversários. “Acho que é uma tônica da Série A e B. Os times jogam melhor em casa. Nosso time não é diferente dos outros. Tivemos um mês também muito complicado por causa das contusões”, lembrou.
Mais uma vez Gallo sofrerá com as lesões que tanto tem lamentado. Maylson está fora da partida e pode ser que Eurico ocupe o lugar do volante. Algo que Gallo não confirmou, mas deu pistas. “São jogadores importantes os dois. Vinham até jogando juntos. Maylson é um jogador fantástico e de bom passe. Eurico é de boa marcação e eles se completam. Vamos ver o que faremos nesse jogo”.
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Novo capitão do Náutico, Gastón espera que time alcance objetivo traçado há duas rodadas
Lateral esquerdo assumiu o posto contra o Avaí e segue invicto com a braçadeira
Nos dois últimos jogos do Náutico, Gastón tem exercido uma nova função no Náutico. E não foi retorno à lateral esquerda, sua posição de origem. Há duas partidas, o uruguaio vem utilizando a braçadeira de capitão. Uma responsabilidade que ele tem assumido com satisfação e humildade.
“É uma responsabilidade muito grande, mas a assumo. Acho que tem vários jogadores que podem ser capitães desse time, mas acredito que estou assumindo bem”, falou o atleta antes de viajar para São Paulo.
Coincidentemente, foi quando Gastón assumiu a braçadeira de capitão que o time mudou de postura. Não é possível afirmar a sua importância nesta alteração de comportamento, mas o atleta aponta ela como o principal motivo para que o time evoluísse. “O que mudou nos dois últimos jogos foi a mentalidade. Tivemos uma queda normal para reagir a tempo. Tomara que essa levantada (de rendimento) siga assim também agora contra o Oeste”, analisou.
E sem Maylson?
Nesta terça-feira o Náutico entrará em campo sem um dos seus principais jogadores. Maylson não estará em campo e Gallo ainda não revelou qual será a sua tática em Barueri. A única certeza é que Gastón quer o objetivo, traçado há duas rodadas, atingido. “Vamos esperar o que o professor vai montar. Nos planejamos para vencermos três últimos jogos da Série B. É muito importante vencer eles lá”, falou antes do embarque.
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