Antes do jogo de ida com o Sport no torneio continental, técnico sinalizou mexidas na partida de volta; no entanto, ainda aguarda avaliação física dos atletas
Antes mesmo do primeiro duelo da Copa Sul-Americana com o Sport, o técnico Doriva sinalizou a possibilidade de fazer modificações na escalação considerada titular apenas para a partida de volta diante do rival. Mas, pelo menos por enquanto, a equipe do Santa Cruz que vai atuar na próxima quarta-feira contra o Leão, novamente na Arena de Pernambuco, segue desconhecida.
Assim que acabou o jogo contra o Cruzeiro, no domingo, em Belo Horizonte, Doriva assegurou que ainda não sabe como irá armar o Tricolor para o Clássico das Multidões. Isso porque depende de pareceres do departamento físico. “Não sei. Vou pensar. Vou avaliar ainda a recuperação dos nossos atletas”, declarou o comandante. Observação que não significa que o treinador esteja despriorizando o torneio continental em detrimento da Série A do Brasileiro.
“É um jogo importantíssimo para nós pelo fato de ser uma competição internacional, pelo fato de ser contra o nosso maior rival. Então, a gente vai pensar bem, ver os atletas que estão 100% e aí sim vamos tomar uma decisão. A verdade é que temos que ter uma equipe competitiva porque jogos decisivos exigem isso.”
O comandante não tem até agora nenhuma baixa entre os titulares para a partida da Sula. Apenas para a próxima rodada da Série A (em 7 de setembro, contra a Chapecoense, no estádio do Arruda) que não vai poder contar com o volante Derley e o atacante Keno - suspensos depois de terem recebido o terceiro cartão amarelo.
Assim que acabou o jogo contra o Cruzeiro, no domingo, em Belo Horizonte, Doriva assegurou que ainda não sabe como irá armar o Tricolor para o Clássico das Multidões. Isso porque depende de pareceres do departamento físico. “Não sei. Vou pensar. Vou avaliar ainda a recuperação dos nossos atletas”, declarou o comandante. Observação que não significa que o treinador esteja despriorizando o torneio continental em detrimento da Série A do Brasileiro.
“É um jogo importantíssimo para nós pelo fato de ser uma competição internacional, pelo fato de ser contra o nosso maior rival. Então, a gente vai pensar bem, ver os atletas que estão 100% e aí sim vamos tomar uma decisão. A verdade é que temos que ter uma equipe competitiva porque jogos decisivos exigem isso.”
O comandante não tem até agora nenhuma baixa entre os titulares para a partida da Sula. Apenas para a próxima rodada da Série A (em 7 de setembro, contra a Chapecoense, no estádio do Arruda) que não vai poder contar com o volante Derley e o atacante Keno - suspensos depois de terem recebido o terceiro cartão amarelo.
superesportes
Dinheiro curto e poucas opções: Santa Cruz lista dificuldades para contratar
Clube só pode trazer jogadores de divisões inferiores ou que ainda não tenham disputado sete jogos na Série A; de fora do país, só quem não tenha contrato
Faltando 16 jogos para o fim da Série A, o Santa Cruz vive uma situação complicada. Com 19 pontos e ocupando a 19ª posição, o clube busca, através de reuniões com a comissão técnica e contatos feitos, melhorar a qualidade do plantel atual. Mas lida com várias dificuldades. Além de tentar convencer um jogador a topar o desafio de livrar o time do rebaixamento, obstáculos como as poucas opções e o dinheiro curto atrapalham o Tricolor.
Se quiser trazer jogadores do futebol brasileiro, terá de recorrer a atletas que estejam em divisões inferiores (Séries B, C e D) ou que não tenham disputado sete jogos na Série A. Com 22 de 38 rodadas já disputadas, é muito difícil que alguém que interesse ao clube ainda esteja "sobrando" nas agremiações que estão na disputa da Série A.
Além disso, o Santa Cruz só pode contratar alguém de fora do país se não tiver contrato com nenhum clube. Isto porque a janela para transferências internacionais já fechou.
- Vivenciamos uma situação difícil financeiramente. O torcedor cobra, mas temos nossas limitações. Vamos conseguir dar essa resposta ao Doriva. Temos uma brecha para trazer um jogador da Série A, mas que não tenha feito sete jogos. De fora do país, só quem não tenha contrato. E temos limitação até porque só podemos trazer quem se adeque ao nosso lado financeiro - disse o vice-presidente, Constantino Júnior.
Se quiser trazer jogadores do futebol brasileiro, terá de recorrer a atletas que estejam em divisões inferiores (Séries B, C e D) ou que não tenham disputado sete jogos na Série A. Com 22 de 38 rodadas já disputadas, é muito difícil que alguém que interesse ao clube ainda esteja "sobrando" nas agremiações que estão na disputa da Série A.
Além disso, o Santa Cruz só pode contratar alguém de fora do país se não tiver contrato com nenhum clube. Isto porque a janela para transferências internacionais já fechou.
- Vivenciamos uma situação difícil financeiramente. O torcedor cobra, mas temos nossas limitações. Vamos conseguir dar essa resposta ao Doriva. Temos uma brecha para trazer um jogador da Série A, mas que não tenha feito sete jogos. De fora do país, só quem não tenha contrato. E temos limitação até porque só podemos trazer quem se adeque ao nosso lado financeiro - disse o vice-presidente, Constantino Júnior.
Além disso, o Santa Cruz aderiu ao Profut (Programa de modernização da gestão e de responsabilidade fiscal do futebol brasileiro). O que faz com que o clube precise comprovar que para os salários em dia, para seguir sendo beneficiado pelo programa. Caso isso não aconteça, o Tricolor corre o risco de ser rebaixado se for provada qualquer dívida salarial ou fiscal.
Todos os clubes, independentemente de aderir ou não ao refinanciamento de dívidas, terão de apresentar CNDs (Certidões Negativa de Débito), que comprovem que estão em dia com o fisco. Se não portarem as certidões, terão de mostrar que estão tentando obtê-las.
- Esbarramos muito na questão financeira. Estamos trabalhando muito, batalhando e vamos sair dessa situação. Aderimos ao Profut e assumimos um compromisso importante. Não podemos deixar de cumprir. Mas independente disso, esperamos uma reviravolta. Se voltarmos a vencer, a confiança volta e a gente consegue sair desse momento – disse Constantino.
Negociação com Daniel
O vice-presidente deixou claro que existe uma brecha para o Santa Cruz contratar mais um jogador que dispute a Série A. Existia uma dúvida porque o Tricolor tem outros cinco atletas cedidos por clubes que disputam a competição. É o limite máximo. Porém, como o volante Uillian Correia, que pertence ao Cruzeiro, chegou antes da Série A, a possibilidade se abriu. O nome da vez é o de Daniel, do São Paulo. Só que o dirigente deu a entender que a negociação esfriou.
- Daniel, do São Paulo, é um nome interessante. Mas estamos esbarrando em questões do próprio São Paulo - limitou-se a dizer.
globo.com
Doriva diz que sua participação nas dispensas do Santa Cruz foi pequena
Técnico afirma que as saídas de atletas como Marcinho e Fernando Gabriel já eram situações pré-determinadas pela diretoria: "A única coisa foi que eu concordei"
Foi só Doriva colocar os pés no Arruda para a diretoria do Santa Cruz começar a fazer um trabalho de reformulação no elenco. Enquanto busca algumas peças no mercado, outras deixaram o clube, como os meias Marcinho, Fernando Gabriel e Leandrinho. No entanto, o treinador garante que a participação neste processo foi pequena.
A situação encontrada por Doriva foi semelhante a que passou o ex-técnico Milton Mendes. Quando optou dirigir o Tricolor, Milton foi alertado pela diretoria que alguns nomes poderiam ser colocados para empréstimo ou negociados. Como tinha mais tempo - ele chegou em março - Milton optou por não dispensar ninguém e até conseguiu recuperar algumas peças, como os zagueiros Danny Morais e Neris, o lateral-esquerdo Tiago Costa e o atacante Arthur, que se tornaram titulares. Com Doriva, o tiro é curto: restava apenas um turno da Série A e a missão era a mesma: se manter na elite do futebol brasileiro.
A situação encontrada por Doriva foi semelhante a que passou o ex-técnico Milton Mendes. Quando optou dirigir o Tricolor, Milton foi alertado pela diretoria que alguns nomes poderiam ser colocados para empréstimo ou negociados. Como tinha mais tempo - ele chegou em março - Milton optou por não dispensar ninguém e até conseguiu recuperar algumas peças, como os zagueiros Danny Morais e Neris, o lateral-esquerdo Tiago Costa e o atacante Arthur, que se tornaram titulares. Com Doriva, o tiro é curto: restava apenas um turno da Série A e a missão era a mesma: se manter na elite do futebol brasileiro.
Com o tempo reduzido, Doriva não se opôs ao que a diretoria sugeriu. Mas fez questão de pedir alguns reforços para não ter muitas lacunas no elenco, que antes contava com 34 jogadores. Agora o número caiu para 31 atletas.
- São situações pré-determinadas (as saídas). A única coisa foi que eu concordei. Estamos atrás de alguns atletas para reforçar o nosso elenco. A diretoria trabalha para que isso aconteça o mais rápido possível. Sabemos que o mercado é difícil - disse o treinador.
Uma das posições mais carentes do elenco é o meio de campo. Mesmo ciente de que o clube não tem folga no orçamento, Doriva pediu urgência na contratação de um armador. Principalmente por não ter opções de reposição.
- Um meia é fundamental porque, com a ausência de Marcinho e Fernando, precisamos trazer um meia.
globo.com
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