domingo, 29 de março de 2015

Com seis reservas, Brasil de Dunga vence pela oitava vez. Mas sofreu





Seis mudanças em relação ao time que venceu a França e jogou bem. Mas a razão mais objetiva para explicar a queda de produção do time de Dunga no domingo em Londres é a força do Chile. E a maneira como os chilenos encaixam seu time para dificultar a seleção brasileira.
O Chile joga com três zagueiros e quatro no meio-de-campo que criam a marcam. Diminuem os espaços e adiantam a marcação para dificultar a saída de bola de Thiago Silva e Miranda. Não tem sido fácil jogar contra os chilenos, desde que passaram a ser dirigidos pelo argentino Jorge Sampaoli.
Aos 16 minutos do segundo tempo, Dunga resolveu mudar. Tirou Coutinho que não jogou bem e colocou Robinho que também não brilhou. Willian deu mais força pela direita do que Douglas Costa oferecia e Elias melhorou a saída em comparação com Souza.
Mas o Chile continuou com mais posse de bola e obrigando o Brasil a fazer mais faltas. Neymar prendeu demais a bola. Danilo, não. O passe do lateral pretendido por Real Madrid e Barcelona deixou Firmino frente a frente com Bravo, para fazer o drible e o gol.
Esse negócio de ganhar amistosos, Copa América e Copa das Confederações e fracassar na Copa do Mundo já deu. Fazer o quê? Copa do Mundo só tem em 2018 e montar o time bem para chegar forte à Rússia passa por jogar amistosos, torneios menos importantes e saber medir o que está bom e o que não está.
Neste momento, a seleção mostra que o futebol brasileiro não acabou. Que é possível ter um time competitivo, que esteja no mesmo nível das dez melhores seleções do mundo. Isso está acontecendo, como mostra o melhor início de um técnico na seleção desde João Saldanha em 1969.
pvc-uol.com

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