domingo, 29 de março de 2015

SANTA CRUZ FC

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Em tempos de calmaria, prestígio de Ricardinho no Santa Cruz só aumenta

Jogadores exaltam qualidades do treinador, que vão dos ensinamentos táticos à postura de "paizão" nos momentos críticos deste ano; técnico tem contrato de um ano


O técnico Ricardinho foi anunciado em 2014. No dia 11 de dezembro, o presidente Alírio Morais revelou que o treinador seria parte de um projeto a longo prazo do futebol do clube. Com contrato de um ano e à frente da equipe em nove jogos oficiais, viveu diversos momentos. E cambaleou no cargo algumas vezes. O outro lado da moeda - talvez até gratidão - vem dos jogadores. 

Ricardinho parece gozar de prestígio extra junto ao elenco. Dois atletas com trajetórias distintas só ratificam a impressão: o lateral-direito Nininho, fruto da base, e o volante Edson Sitta, "braço direito" do técnico desde os tempos de Paraná, em 2014.

Preterido até por atletas improvisados no setor o qual é especialista, Nininho parece se firmar na equipe, após idas e vindas. Aos 23 anos, foi titular nas duas últimas partidas. O agradecimento é direcionado a um só. Vai todo para o comandante.
- Ricardinho me dá muita confiança para jogar mais livre. Isso é bom, porque você não tem medo de errar. Ele me passa muito isso nos treinamentos. É importante e só me dá mais estímulo. Quero sempre atender à sua expectativa - revela.
Mais experiente, Edson Sitta ressalta como uma das principais virtudes do treinador o companheirismo, que o impede de deixar o elenco desamparado em momentos difíceis. E neste início de temporada o grupo passou por maus bocados. Sitta não esquece a postura do técnico nas horas de maior pressão.
- Um ponto forte de Ricardinho é puxar as consequências dos resultados negativos para ele. Isso faz com que o grupo se sinta mais fortalecido, e queremos ralar para revertamos isso e a porrada não vá só em cima dele. Ele tem um caráter fora do comum, sei porque convivo - encerrou.

Ricardinho tem um ano de contrato com o Santa Cruz. O profissional ainda busca maior reconhecimento como treinador. No currículo, comandou as equipes do Paraná, Ceará e Avaí,além do Santa Cruz.
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De terceira opção a titular, Nininho colhe frutos de dedicação no Santa

Com ajuda de Ricardinho, lateral conquista, a cada jogo, confiança não só do técnico como dos companheiros; nas últimas duas partidas em campo, vitórias do time coral


O nome Salatiel Bartolomeu Filho não provoca muita sensação ao torcedor do Santa Cruz. Associá-lo a algum atleta do elenco tricolor, muito menos. Ainda assim, Nininho, com oito anos de clube, está, aos poucos, se firmando no time titular. Depois de altos e baixos, idas e vindas, começa a "fazer o nome". O lateral-direito, criticado pela torcida em outros momentos, defende a titularidade, segundo ele, conquistada a duras penas.

- Quero corresponder à altura do que o professor espera e meus companheiros sabem que posso fazer em campo. Quando a chance surgiu, aproveitei bem. Tive essa felicidade - revela.

A chance surgiu há duas rodadas. Coincidentemente, com ele em ação, os tricolores chegaram à primeira sequência de vitórias do Santa Cruz na competição. Imagine só: logo com ele, preterido num passado recente até por atletas improvisados na ala. A falta de oportunidade antes deste início de afirmação nunca o desanimou.

- Jogador, mesmo quando não joga, precisa estar treinando ao máximo para esperar a oportunidade, e foi isso que estava fazendo. É sempre bom estar jogando, todo atleta quer, mas o treino é importante para aprimorarmos a parte física e técnica, além do entrosamento que se ganha - comenta.

Com caminho cada vez mais sedimentado, Nininho prefere pensar, antes, no Sport. Mesmo a partida com quase nada em jogo, o lateral quer dar um passo de cada vez, como tem feito nos últimos tempos. Só depois vai mirar o confronto com o Central - semifinal já definida no Estadual -, não importando a ordem do mando de campo.

- O pensamento, neste momento, é o Sport. Depois dele, queremos chegar forte no mata-mata. Não faz diferença a ordem das partidas, se no Arruda primeiro ou em Caruaru, depois.

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