
Agora, o time rubro-negro espera a decisão entre Salgueiro e Campinense para conhecer o seu adversário na semifinal da Copa do Nordeste
O técnico Paulo Roberto Falcão havia convocado. Pediu que a Ilha do Retiro estivesse lotada, para apoiar o Leão. A diretoria ajudou e fez promoção de ingressos. E a torcida respondeu à chamada. Não chegou a lotar o estádio. Mas apresentou bela moldura humana nas arquibancadas com a melhor assistência do clube no ano. Mais do que suficiente para ajudar a empurrar o Sport para cima do CRB. Se em diversos momentos faltaram consistência tática e construção coletiva à equipe leonina, sobraram vontade e transpiração. E foi na base de muito suor, não sem antes passar por alguns apuros, que o Leão bateu o CRB por 1 a 0, com gol de Renê. Resultado apertado, porém o necessária para se garantir em mais uma semifinal da Copa do Nordeste. O Sport, espera, agora, o adversário: Campinense ou Salgueiro.
Embalado pelo calor da torcida, o Sport procurou desde cedo encurralar o CRB em seu campo defensivo. Com 50 segundos de partida, a equipe rubro-negro daria a primeira mostra do que seria a tônica da etapa inicial. Diego Souza progrediu entre linhas dos regateanos, mas, na ausência de apoio dos companheiros, partiu para cima em jogada individual, que terminou em falta que resultaria no primeiro levante da arquibancada, após Durval bater forte para boa defesa de Juliano.
O lance de Diego Souza, além de mostrar o meia como o rubro-negro mais lúcido e, também, com mais entrega em campo, foi um bom resumo do que faltou ao Sport para chegar ao gol que lhe colocaria à frente da eliminatória. Em que pese o Leão dominasse completamente a partida, tendo muito mais volume de jogo e posse de bola que o CRB - que se fechava em seu meio de campo defensivo, com linhas bem compactas, buscando encaixar um contra-ataque -, faltava consistência coletiva tática por parte dos donos da casa.
Jogando com dois atacantes, além de Diego Souza e Lenis bastante adiantados, procurando profundidade ofensiva, faltava compactação ao meio de campo do Sport, com um grande espaço entre seus volantes e o último terço do campo. Vácuo que, em alguns lances, era preenchido pelos laterais cortando na diagonal. Porém, insuficiente para que o time rubro-negro atacasse em apoio, ou seja, o homem em posse da bola tivesse opções de linhas de passe para tentar encontrar espaços no ferrolho do CRB.
Não por acaso, as melhores chances do Leão foram praticamente todas ou de bola parada ou alçada na área: como com Diego Souza e Vinícius, duas vezes. Mas foi na melhor jogada construída de pé em pé da etapa inicial, já nos acréscimos, que Samuel Xavier desperdiçaria a melhor oportunidade para que o Sport fosse para o intervalo à frente do marcador.
Jogo mais aberto
O Leão retornou ao jogo demonstrando as mesmas dificuldades na construção ofensiva. O Galo, por sua vez, foi quem voltou melhor. A equipe alagoana adiantou suas linhas, saindo mais para o jogo e chegando com maior frequência ao ataque em progressão blocada. Mazola estava gostando tanto do jogo, que colocou em campo o meia Marcos Aurélio, para ter melhor qualidade no passe. E haviam sido da equipe alagoana as duas melhores chances da primeira metade da etapa final. Ambas em chutes de Luidy.
A postura mais ousada dos visitantes deu maior emoção ao confronto. Com as duas equipes propondo jogo, havia mais espaço entre linhas e os ataques se alternavam de um lado ao outro. E foi em um desses vazios à frente da área regateana que Rithely encontrou Renê. O lateral esquerdo penetrou na área e bateu na saída do goleiro Juliano. A bola só parou no fundo das redes, para a explosão de alegria da torcida rubro-negra.
À frente do marcador, o Sport aproveitou o desespero do CRB, que se lançou todo ao ataque em busca do empate que lhe daria a classificação, para explorar os contra-ataques. Esteve perto de ampliar o placar, mas o resultado final foi mesmo 1 a 0.
Ficha
Sport 1
Danilo Fernandes; Samuel Xavier, Henríquez, Durval e Renê; Rithely e Serginho (Luiz Antônio); Lenis (Maicon), Diego Souza e Vinícius Araújo; Túlio de Melo (Ronaldo). Técnico: Paulo Roberto Falcão.
CRB 0
Juliano; Marcos Martins, Jussani, Gabriel e Diego; Olívio, Somália (Neto Baiano), Bocão (Érico Júnior) e Luiz Fernando (Marcos Aurélio); Luidy e Lúcio Maranhão. Técnico: Mazola Júnior.
Local: Ilha do Retiro (Recife-PE). Árbitro: Luiz César de Oliveira (CE). Assistentes: Nailton Júnior de Oliveira (CE) e Arnaldo Rodrigues de Souza (CE). Gols: Renê (aos 28 min do 2º T). Cartões amarelos: Diego Souza, Renê, Ronaldo (S); Somália, Luidy (C). Público: 21.446. Renda: R$ 387.340,00.

Embalado pelo calor da torcida, o Sport procurou desde cedo encurralar o CRB em seu campo defensivo. Com 50 segundos de partida, a equipe rubro-negro daria a primeira mostra do que seria a tônica da etapa inicial. Diego Souza progrediu entre linhas dos regateanos, mas, na ausência de apoio dos companheiros, partiu para cima em jogada individual, que terminou em falta que resultaria no primeiro levante da arquibancada, após Durval bater forte para boa defesa de Juliano.
O lance de Diego Souza, além de mostrar o meia como o rubro-negro mais lúcido e, também, com mais entrega em campo, foi um bom resumo do que faltou ao Sport para chegar ao gol que lhe colocaria à frente da eliminatória. Em que pese o Leão dominasse completamente a partida, tendo muito mais volume de jogo e posse de bola que o CRB - que se fechava em seu meio de campo defensivo, com linhas bem compactas, buscando encaixar um contra-ataque -, faltava consistência coletiva tática por parte dos donos da casa.
Jogando com dois atacantes, além de Diego Souza e Lenis bastante adiantados, procurando profundidade ofensiva, faltava compactação ao meio de campo do Sport, com um grande espaço entre seus volantes e o último terço do campo. Vácuo que, em alguns lances, era preenchido pelos laterais cortando na diagonal. Porém, insuficiente para que o time rubro-negro atacasse em apoio, ou seja, o homem em posse da bola tivesse opções de linhas de passe para tentar encontrar espaços no ferrolho do CRB.
Não por acaso, as melhores chances do Leão foram praticamente todas ou de bola parada ou alçada na área: como com Diego Souza e Vinícius, duas vezes. Mas foi na melhor jogada construída de pé em pé da etapa inicial, já nos acréscimos, que Samuel Xavier desperdiçaria a melhor oportunidade para que o Sport fosse para o intervalo à frente do marcador.
Jogo mais aberto
O Leão retornou ao jogo demonstrando as mesmas dificuldades na construção ofensiva. O Galo, por sua vez, foi quem voltou melhor. A equipe alagoana adiantou suas linhas, saindo mais para o jogo e chegando com maior frequência ao ataque em progressão blocada. Mazola estava gostando tanto do jogo, que colocou em campo o meia Marcos Aurélio, para ter melhor qualidade no passe. E haviam sido da equipe alagoana as duas melhores chances da primeira metade da etapa final. Ambas em chutes de Luidy.
A postura mais ousada dos visitantes deu maior emoção ao confronto. Com as duas equipes propondo jogo, havia mais espaço entre linhas e os ataques se alternavam de um lado ao outro. E foi em um desses vazios à frente da área regateana que Rithely encontrou Renê. O lateral esquerdo penetrou na área e bateu na saída do goleiro Juliano. A bola só parou no fundo das redes, para a explosão de alegria da torcida rubro-negra.
À frente do marcador, o Sport aproveitou o desespero do CRB, que se lançou todo ao ataque em busca do empate que lhe daria a classificação, para explorar os contra-ataques. Esteve perto de ampliar o placar, mas o resultado final foi mesmo 1 a 0.
Ficha
Sport 1
Danilo Fernandes; Samuel Xavier, Henríquez, Durval e Renê; Rithely e Serginho (Luiz Antônio); Lenis (Maicon), Diego Souza e Vinícius Araújo; Túlio de Melo (Ronaldo). Técnico: Paulo Roberto Falcão.
CRB 0
Juliano; Marcos Martins, Jussani, Gabriel e Diego; Olívio, Somália (Neto Baiano), Bocão (Érico Júnior) e Luiz Fernando (Marcos Aurélio); Luidy e Lúcio Maranhão. Técnico: Mazola Júnior.
Local: Ilha do Retiro (Recife-PE). Árbitro: Luiz César de Oliveira (CE). Assistentes: Nailton Júnior de Oliveira (CE) e Arnaldo Rodrigues de Souza (CE). Gols: Renê (aos 28 min do 2º T). Cartões amarelos: Diego Souza, Renê, Ronaldo (S); Somália, Luidy (C). Público: 21.446. Renda: R$ 387.340,00.

Teve drama, sufoco e sofrimento, ingredientes que só fizeram a vitória do Sport contra o CRB, por 1×0, ser mais especial. O gol solitário de Renê, num raro momento de tranquilidade de um time que se deixou levar pelo nervosismo, garantiu o Leão nas semifinais da Copa do Nordeste. O jogo marcou também o reencontro do time com a torcida, com mais de 20 mil rubro-negros lotando a Ilha do Retiro, neste sábado (2).
O Sport agora espera o vencedor de Campinense x Salgueiro, que jogam neste domingo (3), em Campina Grande. Os paraibanos abriram boa vantagem ao derrotar o Carcará, por 2×0, na casa do adversário.
O JOGO
Empurrado pela torcida e precisando reverter o resultado da partida de ida, o Sport fez o esperado e partiu para a pressão assim que o árbitro apitou o início do jogo. Com o retorno de Túlio de Melo, que assistiu no banco de reservas à derrota rubro-negra por 2×1 no Rei Pelé, e a manutenção de Vinícius Araújo, o Leão ampliou as possibilidades, atacando não só com a bola no chão, mas também no jogo aéreo.
O grande pecado do Sport, porém, foi confundir velocidade com pressa. Nas boas chances que criou no primeiro tempo, duas delas com Vinícius Araújo, faltou um pouco mais de paciência para finalizar com mais precisão. A bola até chegou a balançar a rede alagoana, aos 35, mas Túlio de Melo fez carga no goleiro Juliano e o lance impugnado.
Ao CRB, coube jogar o jogo da paciência. Dar campo ao Sport para tentar surpreender no contra-ataque que, a rigor, não aconteceram por boa parte do primeiro tempo. Os momentos de “perigo” do Galo foram de saídas erradas dos defensores rubro-negros, que obrigaram em pelo menos duas ocasiões o goleiro Danilo Fernandes a sair da área para dividir com os adversários.
A síntese do primeiro tempo rubro-negro foi justamente no último lance do intervalo, quando Samuel Xavier entrou pela área e, tomado pela afobação, chutou por cima do gol.
O segundo tempo trouxe uma novidade, mas não no lado rubro-negro. Em vez de permanecer enterrado na própria intermediária, o CRB adiantou um pouco os jogadores e, além de dificultar as ações do Sport, esteve um pouco mais presente na área pernambucana.
Assim, nos primeiros 25 minutos da etapa final, o CRB chutou perigosamente em três ocasiões, com Lúcio Maranhão e Luidy, esse último duas vezes, forçando Danilo Fernandes a uma grande defesa. O Sport também teve sua boa chance, com Vinícius Araújo, novamente com espaço para dominar, girar e chutar, mas novamente errando o alvo.
Sem poder de organização das jogadas, estava claro que o gol do Sport só sairia com uma jogada individual. E foi assim que a Ilha lotada explodiu, aos 29. O lateral-esquerdo Renê recebeu a bola na entrada da área, se livrou da marcação e, num raro momento de tranquilidade do time leonino, teve calma para tocar na saída do goleiro.
Era o que o Sport precisava para se classificar.
Tanto que o técnico Falcão se deu por satisfeito. Logo após o gol, ele tratou de fechar o time, tirando dois atacantes, Túlio de Melo e Lenis, para colocar o zagueiro Ronaldo e o lateral Maicon. O “cadeado” trancou o Sport, mas não sem um dramático final na Ilha do Retiro. O CRB apertou até o fim, mas a classificação rubro-negra saiu.
FICHA DO JOGO
SPORT
Danilo Fernandes; Samuel Xavier, Henríquez, Durval e Renê; Serginho (Luiz Antônio), Rithely e Diego Souza; Lênis (Maicon), Vinícius Araújo e Túlio de Melo (Ronaldo). Técnico: Falcão.
CRB
Juliano; Marcos Martins, Jussani, Gabriel e Diego; Olívio, Somália (Neto Baiano), Bocão (Érico Júnior) e Luiz Fernando (Marco Aurélio); Luidy e Lúcio Maranhão. Técnico: Mazolla Júnior.
Árbitro: Luiz César de Oliveira (CE). Assistentes: Nailton Junior e Arnaldo Rodrigues (ambos do CE). Cartões Amarelos: Diego Souza, Renê, Ronaldo, Somália e Jussani. Gol: Renê (29 do 2º). Público: 21.446 torcedores.Renda: R$ 387.348,00.
blog do torcedor


Nenhum comentário:
Postar um comentário