quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

MOÇAMBOLA 2015





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Em Bobole ganha forma o ninho da águia





Está a ganhar forma a construção do campo de futebol do Grupo Desportivo Maputo, no bairro de Bobole, no distrito de Marracuene, província de Maputo. O relvado já assentou e em condições para a prática de futebol, mas o que falta por se fazer em termos de infra-estruturas indispensáveis para que um campo de futebol receba jogos oficiais e do nível do Moçambola é ainda gigantesco.
O sonho está a ganhar forma, mas as obras da construção do campo de futebol do Desportivo de Maputo, em Bobole, distrito de Marracune, a pouco mais de 40 km do centro da cidade de Maputo, ainda vão demorar um bom tempo.
O que já se fez é bem encorajador para quem há décadas vive com a crítica de ser um clube de dimensão nacional e até internacional, mas que, por estas alturas, não tem o seu próprio campo.
Mas no prato da balança, entre o que já se fez e o que ainda há por fazer, o peso é maior do lado do que ainda há por fazer.
APENAS O RELVADO ESTÁ QUASE CONCLUÍDO
A colocação do relvado é a única etapa do processo de construção do campo do Desportivo de Maputo que já está praticamente concluída.
As outras componentes de um campo de futebol para receber jogos oficiais ou já está em fase de construção ou, então, mal a sua edificação teve início.
Devido a problemas burocráticos que fizeram com que as autoridades do distrito de Marracuene demorassem com a autorização para a construção da infra-estrutura, a Direcção do Desportivo de Maputo demorou, por isso, com o arranque das obras em 2014.
Em contra-ponto, já havia chegado a acordo com um fornecedor sul-africano da relva para que a mesma chegasse ao país em datas que, afinal de contas, o clube ainda não tinha a licença para o arranque das obras.
Nas previsões dos alvi-negros, quando a relva chegasse ao país, as obras de vedação e outras componentes do campo já estariam em uma fase avançada, algo que não se verificou.
Nestas circunstâncias, em que a relva já estava no país (à altura da autorização para o início da edificação do campo), mas sem que, de facto, nada que dissesse respeito às intervenções para a construção do muro de vedação e outras componentes estava feito, a opção primária caiu na colocação da mesma.
Só isso justifica, segundo Michel Grispos, presidente do Desportivo, que se tenha colocado primeiro a relva antes mesmo da construção do próprio muro de vedação.
Fora a colocação da relva e do respectivo sistema de rega automático, tudo o resto ainda está a ser edificado.
O muro de vedação foi colocado em uma área que pode variar de 15 a 20 por cento da extensão de toda a área que compreende o campo.
Neste momento, um grupo gerador produz a corrente eléctrica que é utilizada para a activar as máquinas de bombagem de água para depois utilização na irrigação do relvado.
Pelo que constatamos no local, esta é uma solução momentânea, até que a Electricidade de Moçambique faça a ligação entre o Posto de Transformação (PT) que já foi colocado no campo com a rede nacional de distribuição de energia, que passa pela Estrada Nacional Número-1, a cerca de dois quilómetros.
Os balneários para a equipa da casa, visitante e da arbitragem, as bancadas para os espectadores, a Tribuna de Honra e a Tribuna da Imprensa são estruturas fundamentais para um campo de futebol de cujos sinais para a sua edificação ainda não existem no campo dos alvi-negros em Bobole.

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