Em busca do passe
A Costa do Marfim tem nos pés a hipótese de jogar a sua terceira final, nas últimas cinco edições do CAN. Os Elefantes defrontam às 20h00, no Estádio de Bata, o Congo Democrático, no primeiro dos dois jogos das meias-finais. É um reencontro, depois de terem estado no mesmo grupo na campanha de apuramento.
A Costa do Marfim foi segunda no grupo comandado pelos Camarões, enquanto os Leopardos (ou Simbas) se qualificaram como a terceira melhor equipa de todos os grupos. Nos dois jogos disputados, o saldo foi de uma vitória para cada equipa. Os Elefantes venceram na primeira volta, em Kinsahasa, por 1-0, e no jogo de resposta em Abidjan perderam por 4-3.
Apesar desse equilíbrio, quase todos acreditam que a Costa do Marfim é favorita a jogar a final. Sem dúvida, a equipa orientada por Hervé Renard é mais valiosa, competitiva e financeiramente.
Três jogadores da Costa do Marfim seriam suficientes para contratar a selecção toda do Congo Democrático, inclusive o seu treinador. Yaya Touré, Wilfried Bony e Gervinho tem ordenado à altura de pagar a cláusula de rescisão de toda a selecção congolesa. Yayá Touré, por exemplo, tem um salário de aproximadamente sete milhões de dólares por mês (240 mil euros por semana).
Wilfried Bony, contratado pelo Manchester City ao Swansea por 39 milhões de dólares (36 milhões de euros) tem um salário de 190 mil euros. Acresce a isso o facto de a Costa do Marfim estar presente pela quarta vez nas meias-finais, nas últimas cinco edições do CAN, em duas das quais jogou a final.
Por todos esses predicados, os adeptos do futebol africano consideram a Costa do Marfim favorita, não apenas para a qualificação como também para conquistar o título. Contudo, o futebol hoje não obedece à lógica, se é que algum obedeceu. Por isso, a vitória do Congo Democrático hoje só era surpresa para os não-avisados. Ou os que teimam em desafiar a natureza dessa modalidade, imprevisível por excelência.
O Congo Democrático não tem milionários no plantel, jogou a sua última meia-final em 1998. Ainda assim, tem as suas armas, e todas as possibilidades de seguir em frente na competição. Tem no ataque o seu ponto forte, seis golos em quatro partidas, tal como a Costa do Marfim tem.
Nas meias-finais é permitido a qualquer equipa sonhar com a final, ainda que as apostas ou previsões não apontem para isso. O Congo Democrático chegou às meias-finais sem qualquer favor. Nos quartos-de-final parecia ter o destino traçado, quando perdia por 2-0, mas deu a volta ao texto e acabou por ganhar por 4-2. Foram necessários apenas 30 minutos.
Não se espera essa facilidade com a Costa do Marfim, mas o Congo é capaz de surpreender. Para já é obrigação dos Elefantes vencerem, pelo valor do seu plantel e a prestação nas últimas edições. E podem inclusive apelar para a mesma sorte que levou o seu treinador Hervé Renard a conquistar o seu título em 2012.
CLASSIFICAÇÃO
Vice-campeão
ocupa último lugar
O Burkina Faso chegou à Guiné-Equatorial com o sonho de conquistar o seu primeiro título, depois da final alcançada na África do Sul. Com jogadores experientes, os Cavalos foram colocados no Grupo A, acessível comparando com todos os outros.
Em três partidas, os vice-campeões consentiram dois empates e uma derrota e arrumaram antecipadamente as malas, sendo a maior decepção da competição. No entanto, o prestígio dos cavalos fica ainda mais beliscado quando se olha para a classificação da prova.
O Burkina Faso ocupa a última posição da classificação que aguarda as outras quatro equipas para estar completa. A África do Sul é penúltima colocada, vêm antes os Camarões e Zâmbia, Gabão, Mali, Senegal, Guiné Conacrky, Tunísia, Argélia e Congo Brazzaville, que deixa o CAN como a quinta melhor selecção do continente.
MEDIDAS
Tunisinos
enfrentam castigos
Logo após a Guiné Equatorial eliminar a Tunísia nos quartos-de-final, os tunisinos perseguiram Seechurn Rajindraprasad e, segundo a Confederação Africana de Futebol (CAF), tentaram pontapear o árbitro. Ora, os incidentes vão ser analisados pela CAF, que deve aplicar castigos à selecção tunisina. O motivo dos protestos foi uma grande penalidade assinalada nos últimos segundos do tempo regulamentar, quando a Tunísia vencia por 1-0. Javier Balboa empatou a partida e resolveu no prolongamento.
No entanto, também Armando Sipoto, defesa dos anfitriões, está sob alçada disciplinar, depois de ter sido apanhado, em imagens televisivas, a cuspir em Wahbi Khazri. A CAF vai analisar essas mesmas gravações, sendo que a presença de Sipoto nas meias-finais, frente ao Gana, na quinta-feira, pode estar em risco.
Sakho investigado
AFIFA abriu um processo para investigar o senegalês Diafra Sakho, que alegou uma lesão para recusar representar o seu país no CAN. A questão é que o avançado jogou (e até marcou) na vitória do West Ham ante o Bristol City, numa altura em que o Senegal ainda estava em competição.
A Costa do Marfim foi segunda no grupo comandado pelos Camarões, enquanto os Leopardos (ou Simbas) se qualificaram como a terceira melhor equipa de todos os grupos. Nos dois jogos disputados, o saldo foi de uma vitória para cada equipa. Os Elefantes venceram na primeira volta, em Kinsahasa, por 1-0, e no jogo de resposta em Abidjan perderam por 4-3.
Apesar desse equilíbrio, quase todos acreditam que a Costa do Marfim é favorita a jogar a final. Sem dúvida, a equipa orientada por Hervé Renard é mais valiosa, competitiva e financeiramente.
Três jogadores da Costa do Marfim seriam suficientes para contratar a selecção toda do Congo Democrático, inclusive o seu treinador. Yaya Touré, Wilfried Bony e Gervinho tem ordenado à altura de pagar a cláusula de rescisão de toda a selecção congolesa. Yayá Touré, por exemplo, tem um salário de aproximadamente sete milhões de dólares por mês (240 mil euros por semana).
Wilfried Bony, contratado pelo Manchester City ao Swansea por 39 milhões de dólares (36 milhões de euros) tem um salário de 190 mil euros. Acresce a isso o facto de a Costa do Marfim estar presente pela quarta vez nas meias-finais, nas últimas cinco edições do CAN, em duas das quais jogou a final.
Por todos esses predicados, os adeptos do futebol africano consideram a Costa do Marfim favorita, não apenas para a qualificação como também para conquistar o título. Contudo, o futebol hoje não obedece à lógica, se é que algum obedeceu. Por isso, a vitória do Congo Democrático hoje só era surpresa para os não-avisados. Ou os que teimam em desafiar a natureza dessa modalidade, imprevisível por excelência.
O Congo Democrático não tem milionários no plantel, jogou a sua última meia-final em 1998. Ainda assim, tem as suas armas, e todas as possibilidades de seguir em frente na competição. Tem no ataque o seu ponto forte, seis golos em quatro partidas, tal como a Costa do Marfim tem.
Nas meias-finais é permitido a qualquer equipa sonhar com a final, ainda que as apostas ou previsões não apontem para isso. O Congo Democrático chegou às meias-finais sem qualquer favor. Nos quartos-de-final parecia ter o destino traçado, quando perdia por 2-0, mas deu a volta ao texto e acabou por ganhar por 4-2. Foram necessários apenas 30 minutos.
Não se espera essa facilidade com a Costa do Marfim, mas o Congo é capaz de surpreender. Para já é obrigação dos Elefantes vencerem, pelo valor do seu plantel e a prestação nas últimas edições. E podem inclusive apelar para a mesma sorte que levou o seu treinador Hervé Renard a conquistar o seu título em 2012.
CLASSIFICAÇÃO
Vice-campeão
ocupa último lugar
O Burkina Faso chegou à Guiné-Equatorial com o sonho de conquistar o seu primeiro título, depois da final alcançada na África do Sul. Com jogadores experientes, os Cavalos foram colocados no Grupo A, acessível comparando com todos os outros.
Em três partidas, os vice-campeões consentiram dois empates e uma derrota e arrumaram antecipadamente as malas, sendo a maior decepção da competição. No entanto, o prestígio dos cavalos fica ainda mais beliscado quando se olha para a classificação da prova.
O Burkina Faso ocupa a última posição da classificação que aguarda as outras quatro equipas para estar completa. A África do Sul é penúltima colocada, vêm antes os Camarões e Zâmbia, Gabão, Mali, Senegal, Guiné Conacrky, Tunísia, Argélia e Congo Brazzaville, que deixa o CAN como a quinta melhor selecção do continente.
MEDIDAS
Tunisinos
enfrentam castigos
Logo após a Guiné Equatorial eliminar a Tunísia nos quartos-de-final, os tunisinos perseguiram Seechurn Rajindraprasad e, segundo a Confederação Africana de Futebol (CAF), tentaram pontapear o árbitro. Ora, os incidentes vão ser analisados pela CAF, que deve aplicar castigos à selecção tunisina. O motivo dos protestos foi uma grande penalidade assinalada nos últimos segundos do tempo regulamentar, quando a Tunísia vencia por 1-0. Javier Balboa empatou a partida e resolveu no prolongamento.
No entanto, também Armando Sipoto, defesa dos anfitriões, está sob alçada disciplinar, depois de ter sido apanhado, em imagens televisivas, a cuspir em Wahbi Khazri. A CAF vai analisar essas mesmas gravações, sendo que a presença de Sipoto nas meias-finais, frente ao Gana, na quinta-feira, pode estar em risco.
Sakho investigado
AFIFA abriu um processo para investigar o senegalês Diafra Sakho, que alegou uma lesão para recusar representar o seu país no CAN. A questão é que o avançado jogou (e até marcou) na vitória do West Ham ante o Bristol City, numa altura em que o Senegal ainda estava em competição.
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