sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Contra o Internacional, Falcão fará seu primeiro jogo no Beira-Rio contra o ex-clube

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Técnico já havia enfrentado Colorado pelo Bahia, mas jogo foi em Pituaçu


O técnico do Sport, Paulo Roberto Falcão, já ressaltou a importância da vitória da equipe rubro-negra na partida contra o Internacional para o moral do time, abalado após a eliminação para o Huracán, pela Copa Sul-Americana. O jogo, além de ser vital para as pretensões do Leão no Brasileiro, tem uma particularidade para Falcão: será a primeira vez que o treinador vai a Porto Alegre enfrentar o clube do qual foi ídolo como jogador e teve uma passagem como técnico, em 2011.

Vale lembrar que Falcão já enfrentou o Inter. Foi em 2012, pela Série A, quando era técnico do Bahia. No entanto, a partida, que terminou em empate por 1 a 1, foi disputada no estádio de Pituaçu, em Salvador. Apesar de ter encerrado um jejum de títulos de dez anos do Bahia com o troféu do estadual, a campanha do treinador no Tricolor de Aço foi interrompida com apenas cinco meses. Na 10ª rodada do Brasileiro, Falcão foi demitido, deixando o time na vice-lanterna da competição. Foram 36 partidas ao todo, com 16 vitórias, dez empates e dez derrotas.

A passagem pelo Colorado
Pelo Inter, a passagem foi ainda menor que a do Bahia. Foram cerca de três meses. Talvez o maior ídolo do time como jogador, Falcão enfrentou desconfiança logo na chegada como técnico. Apesar do respaldo da torcida e do diretor de futebol da época, Roberto Siegmann, a contratação teve forte resistência de parte da diretoria colorada, que não concordava com sua filosofia. Na sua apresentação, Falcão chamou os líderes do elenco para participarem com ele. Tentava passar uma ideia de unidade.

Não deu certo. Auxiliado por Julinho Camargo, Falcão conquistou o Campeonato Gaúcho pelo Inter em cima do Grêmio, em pleno Estádio Olímpico, em decisão por pênaltis. No entanto, foi eliminado da Copa Libertadores, grande ambição do clube colorado no início do ano. Após isso, o conturbado momento político se agravou, culminando na demissão de Siegmann e do próprio Falcão, que não teve muito tempo para mostrar seu trabalho. Foram 19 jogos, com oito vitórias, cinco empates e seis derrotas.

Desde a saída, o técnico sequer foi especulado novamente no clube, devido ao ainda existente racha entre a gestão atual, do presidente Vitorio Piffero, e Siegmann - que, inclusive, concorreu contra a chapa de Piffero nas últimas eleições para presidente do Inter.

Sem entrave
O motivo da demissão de Falcão do Inter não deverá ser um entrave no Sport. Isso porque a diretoria pretende manter o treinador mesmo caso hajam turbulências, assim como houve com Eduardo Baptista antes de sua saída para o Fluminense. Resta saber se o tempo e a tranquilidade no Rubro-negro serão suficientes para trazer a evolução necessária para o futebol do Sport. Contra o ex-clube, começa a primeira decisão.

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SPORT

Virando a página, técnico vislumbra próximo confronto do Sport: "Chegar perto do G4"

Falcão disse que pretende trabalhar psicológico do grupo para retomar o foco na Série A


Em pouco mais de uma semana, já foram três jogos e uma eliminação. O saldo do início de Falcão no Sport pode não ser positivo, mas, segundo o técnico rubro-negro, já é hora do elenco esquecer a Sul-Americana. Para ele, o próximo confronto no Brasileiro é um jogo-chave. Contra o Internacional, oitavo colocado e com um ponto à frente do Sport, uma vitória poderia ajudar a virar a página do torneio continental. Hora de digerir a derrota para o Huracán e concentrar as forças do Leão em uma arrancada rumo ao ainda distante G4 da Série A.

Apesar da mentalidade de esquecer a eliminação, Falcão não ignora a necessidade de entender o que aconteceu em Buenos Aires. "Acho que o que fica, eu disse para eles. Nós temos que engolir isso. Temos que saber porque a gente teve dificuldades, especialmente no segundo tempo e parte do primeiro. Nós não podemos fazer de conta que isso não existiu. Existiu. Nós perdemos o jogo e temos que saber por que", comentou, embora garanta que o foco precisa ser no Nacional. "Mas isso é até amanhã. A partir de sexta-feira estamos pensando no jogo do sábado. Certamente, não foi um bom jogo (contra o Huracán)", completou.

O técnico ainda comentou a dificuldade que vem tendo em conhecer o time mais a fundo, dado o pouco tempo que vem tendo para preparação desde sua chegada à Ilha do Retiro. "É um jogo em cima do outro. Eu cheguei na terça, joguei na quarta. Depois jogamos no domingo. Viajamos, jogamos. Mas eu sempre procuro valorizar aquilo que a gente tem, e não o que a gente não tem. E o que temos é um jogo no sábado", colocou.

Trabalhar o emocional
Já projetando o próximo jogo, o treinador frisou a importância de melhorar a parte psicológica da equipe para retomar a confiança e as boas atuações. A cinco pontos do G4, o Sport ainda tem boas chances matemáticas de chegar ao pelotão da frente. Esbarra, porém, nos maus jogos que vem fazendo.

Sobre o próximo compromisso rubro-negro, Falcão analisou: "Difícil. É uma possibilidade de chegar perto do G4, à medida que o Internacional está ali, brigando por isso. Vamos trabalhar o lado emocional. Já conversei com eles (os atletas). É esquecer a Sul-Americana, embora a gente tenha que morder isso para saber as coisas que aconteceram, e certamente virar o emocional para o jogo do próximo sábado", encerrou.

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