Na atual edição da competição, técnico do Náutico tem 57% como visitante
Com 43 pontos, o Náutico precisa de mais 20 para atingir a margem que hoje garantiria o clube na Série A em 2016, tomando como base o aproveitamento do Paysandu, 4º colocado, e a média histórica da competição. E como ainda terá mais dez jogos, sendo cinco na Arena Pernambuco e a outra metade fora de casa, o Timbu precisará somar pelo menos mais cinco pontos como visitante (tendo 100% de aproveitamento como mandante), para alcançar a meta. A começar pelo duelo de sábado, contra o Oeste. E se o desempenho alvirrubro longe do Estado não é animador (apenas 21,4%, o segundo pior da Série B), o do técnico Gilmar Dal Pozzo dá esperança. Seja na atual edição da competição ou na de 2013, quando foi vice-campeão comandando a Chapecoense, o treinador soma mais vitórias do que derrotas longe dos seus domínios.
Este ano, somando a passagem de Dal Pozzo pelo ABC e no comando do Náutico, são quatro vitórias fora de casa, contra três derrotas. Um aproveitamento de 57,1% dos pontos disputados. O mesmo, por exemplo, obtido pelo Botafogo, o melhor visitante desta Série B. O último triunfo, sobre o Paysandu, interrompeu uma série de 12 partidas sem vitórias do Timbu longe de Pernambuco.
Regularidade obtida pelo treinador logo na sua primeira experiência na Série B. Há dois anos, quando comandou a Chapecoense ao inédito acesso, Dal Pozzo só foi derrotado cinco vezes em 19 confrontos fora de casa, obtendo ainda cinco empates e nove vitórias. Um aproveitamento de 56%, superior, inclusive ao do campeão Palmeiras, que somou uma derrota a mais na campanha como visitante. Um rendimento de 52%.
Dal Pozzo reconhece que gosta de jogar como no estádio alheio. Para o treinador, o segredo é aproveitar os espaços cedidos pelo adversários, que jogam empurrados pela torcida. "Fora, eu particularmente gosto muito de jogar. Desde a época em que eu era atleta (foi goleiro). Porque vejo que uma equipe que busca um objetivo tem que ter uma regularidade e um padrão de jogo dentro e fora de casa", analisou o treinador alvirrubro.
"Procuro montar uma equipe agressiva na marcação e que tenha velocidade na transição e dois ou três jogadores para fazer os gols. Fora de casa aparece muitos espaços e nós temos que aproveitar. Não considero uma dificuldade atuar como visitante", explicou. Os números comprovam essa tese.
Próximos jogos do Náutico
Em casa
Mogi Mirim
Botafogo
Paraná
CRB
Bahia
Fora
Oeste
Santa Cruz
Vitória
Macaé
Aproveitamento de Gilmar Dal Pozzo fora de casa na Série B
Em 2015
No ABC
5
Jogos
3
Vitórias
2
Derrotas
60%
Aproveitamento
No Náutico
2
Jogos
1
Vitória
1
Derrota
50% de aproveitamento
Geral
7
Jogos
4
Vitórias
3
Derrotas
57,1%
Aproveitamento
Em 2013
Na Chapecoense
19
Jogos
9
Vitórias
5
Empates
5
Derrotas
56%
Aproveitamento
superesportes
NÁUTICO
Para Gilmar Dal Pozzo, sistema de marcação é a principal transformação do Náutico pós-Lisca
Treinador explicou que sua versão do Timbu passou a marcar no campo adversário
São apenas quatro jogos no comando do Náutico, mas aos poucos, o técnico Gilmar Dal Pozzo vai dando sua cara ao time alvi-rubro. Evitando comparações com o antecessor, Lisca (hoje no Ceará), o comandante timbu destacou o sistema de marcação como a principal mudança implantada desde a sua chegada ao clube. Não por acaso, a equipe sofreu apenas três gols, sob seu comando (dois na estreia, contra o América-MG) e vem das duas partidas (duas vitórias) sem ser vazada.
"Eu fazer uma comparação seria injusto. Mas o que mudou no sistema foi o fato de a nossa equipe jogar agora no campo do adversário. Isso é notório. Nos estamos agredindo mais a marcação. O Lisca fazia a marcação mais atrás, jogando no contra-ataque. É o conceito que ele tem e deu certo no início da temporada, mas eu tinha que criar um fato novo. Eu gosto de jogar propondo o jogo e para isso é preciso marcar no campo do adversário. O Náutico, no meu comando, marca e joga no campo do rival, adiantando a marcação estamos mais próximo do gol. É por isso que criamos mais situações", analisou Dal Pozzo.
Para o treinador, desde o jogo contra o Atlético-GO (empate por 1 a 1), o segundo sob o seu comando, o Náutico passou a ter o seu perfil. "Desde esse jogo já teve o meu estilo. Claro que o técnico, como todo profissional, sempre procura melhorar. Eu sou muito inquieto em busca de informação, de melhorar como treinador. Vejo que tenho que melhorar nas minhas estratégias e consequentemente os atletas na obediência tática, para nós crescermos como equipe", encerrou Dal Pozzo.
superesportes
Nenhum comentário:
Postar um comentário