quarta-feira, 25 de novembro de 2015

LC, Grupo C: Astana-Benfica, 2-2 (crónica)

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Vitória: «Fomos mais competentes do que o adversário»

Treinador elogia lucidez do Benfica no Cazaquistão


Rui Vitória, treinador do Benfica, analisa o empate a duas bolas frente ao Astana, em jogo da Liga dos Campeões disputado no Cazaquistão: 

«A equipa veio fazer um jogo que sabia que seria difícil. Ainda ninguém tinha vencido aqui. Encontrámos um ambiente giro para jogar, mas que cria sempre mais dificuldade. É uma equipa com características muito importantes, que podiam causar problemas. Como causaram, numa saída em contra-ataque e num lance de bola parada. Mas depois há que realçar que a equipa esteve sempre muito segura, nunca perdeu a lucidez. Houve alguns passes errados, mas isso faz parte do jogo. Estivemos sempre por cima do jogo. Fomos mais competentes do que o adversário. Disso não fica dúvida. Mas sabemos que na Liga dos Campeões os pormenores fazem a diferença. Estamos com dez pontos, e podemos, daqui a umas horas, carimbar a passagem. Esperemos que isso aconteça. É algo para enaltecer.» 
  
[esperava estas dificuldades?] «Esperava. Tivemos oportunidade de ver os outros jogos em casa do Astana, e foi sempre um adversário muito dificil de bater. Esperava um adversário com esta qualidade, a dificultar-nos a tarefa, o que valoriza este ponto conquistado. Foi difícil pela qualidade que o Astana apresentou.» 

[não sentiu que, no final, se o Benfica tivesse carregado mais, podia ter chegado à vitória?] «Essa podia ser uma leitura. A outra é saber que esta caminhada se faz com consciência e com segurança. Temos 10 pontos em 15 possiveis, num grupo que sabíamos que não era fácil. Estamos à beira do apuramento, que é algo que o Benfica não tem conseguido. As coisas têm de ser ponderadas. Também podiamos ter outro dissabor.» 

Rui Vitória: «O meu 'feeling' diz que nos apuramos hoje»




Rui Vitória, treinador do Benfica, em declarações na «flash interview» da Sport TV após o jogo com o Astana para a Liga dos Campeões: 

«Foi um jogo difícil, que sabíamos que ia ser. Não é fácil jogar aqui, as outras duas equipas não ganharam aqui. Fomos sempre uma equipa forte. Fomos surpreendidos por dois golos, de saídas rápidas para o ataque. Desde o inicio que a equipa sabia o que tinha a fazer. Fomos surpreendidos por duas bolas que podiam acontecer. Tenho dúvidas sobre a legalidade do segundo golo. 

Mas a equipa esteve sempre muito convicta e não se desorganizou. Fomos a equipa mais forte. Há que realçar a reação da equipa, que esteve a perder por dois golos. Voltámos ao jogo com o 2-1 e na segunda parte, sempre com muita cabeça, fomos à procura do golo. 

Queríamos um resultado diferente, mas é mais um ponto e estamos à beira do nosso objetivo. É mais um passo para esta caminhada que ainda não está concretizada mas daqui a bocado saberemos. 

[Tem o pressentimento de que o apuramento fica consumado já] 
«O meu feeling diz que sim, mas sabíamos que fizemos o que tínhamos de fazer. Temos feito uma campanha muito boa. Se nos apurássemos antes da última jornada isso ainda abrilhantava mais esta campanha. mas estou convencido que a lógica vai dar-nos razão. Vamos passar. 

[Sobre Renato Sanches, titular pela primeira vez na equipa encarnada esta quarta-feira] 
«É sempre uma aposta segura. Quando vão lá para dentro é porque eu tenho a convicção que têm capacidade. Estamos orgulhosos por jogadores com 18 anos jogarem na Liga dos Campeões. O Renato tem vindo a trabalhar muito bem. Às vezes um jogo destes dá para ganhar um jogador por muitos jogos. 

[Raúl Jiménez voltou a marcar]
«
A vida dos goleadores é esta. Fazer golos. mas não quero retirar o mérito do Mitroglou. temos dois jogadores a dar resposta ao que queremos. Foi uma resposta muito positiva, se bem que houve uma gestão que tinha de ser feita.»


LC, Grupo C: Astana-Benfica, 2-2 (crónica)


«Bis» de Jiménez não chega...para já


O Benfica adiou a qualificação para os oitavos de final da Liga dos Campeões, depois de não ter ido além de um empate na difícil deslocação ao Cazaquistão (2-2), com um «bis» de Jiménez, depois de ter estado a perder por 0-2 no sintético do Astana. Um jogo difícil para a equipa de Rui Vitória que, a jogar sem Luisão e Gaitán, pode ter ainda perdido Sílvio para a deslocação a Braga. O carimbo para os «oitavos» pode chegar ainda esta quarta-feira, caso o Galatasaray não vença, logo à noite, em Madrid. 


  Ainda na ressaca do dérbi de Alvalade, o Benfica até entrou bem no jogo, com Lisandro López a render Luisão no eixo da defesa, Renato Sanches ao lado de Samaris no miolo e Pizzi encostado sobre a direita, com Guedes no lado contrário, no apoio à dupla Jonas/Jiménez. Rui Vitória apostou, assim, numa estrutura sólida, para depois procurar surpreender o adversário com rápidos contra-ataques, com destaque para a disponibilidade física de Renato Sanches que, além de fazer compensações à esquerda e à direita, verticalizava o futebol do Benfica, com rápidas arrancadas pelo corredor central. Gonçalo Guedes e Renato Sanches testaram a atenção da defesa do Astana, com remates de longe, mas foi o Benfica que acabou por ser surpreendido, ainda antes dos vinte minutos do jogo. 


  
O Astana também apostou num futebol direto, com Tswmasi e Kéthévoama muito disponíveis para descer pelas alas, colocando dificuldades a Sílvio e Eliseu. O campeão cazaque fez um primeiro aviso, numa rápida investida de Kéthévoama, mas Tswmasi não conseguiu controlar junto ao segundo poste. Logo a seguir, Jiménez perdeu uma bola e permitiu que Kabananga, outra vez sobre a direita, repetisse o cruzamento para o segundo poste, com Tswamasi, desta vez, a marcar de cabeça perante uma defesa do Benfica muito descompensada, com Eliseu a falhar na marcação ao extremo ganês. Primeiro golo marcado por um jogador do Astana na Liga dos Campeões, uma vez que o empate com o Galatasaray (2-2) foi conseguido com dois autogolos dos turcos. 
  
Um balde de água fria que foi reforçado, nove minutos depois, com novo golo do Astana, desta vez num lance de bola parada. Livre de Kéthévoama sobre a esquerda, a colocar a bola na área e Anicic destaca-se (em posição irregular), a desviar a bola de Júlio César, com um desvio, de raspão, com a cabeça. O Benfica, sem ter conseguido responder ao primeiro golo, acabou por consentir um segundo, deixando as contas do grupo, que pareciam limpas antes do jogo, bem mais complicadas. 
  
A reação da equipa de Rui Vitória só chegou depois deste segundo golo, com o Benfica finalmente a conseguir subir as suas linhas e a pressionar mais perto da baliza de Eric que apareceu no jogo para, em voo, anular um remate fortíssimo de Pizzi. Jonas também tentou a sua sorte de longe, mas foi Jiménez que reduziu a diferença, com uma cabeçada impetuosa, a desviar um cruzamento de Jonas para as redes do Astana. Um golo muito parecido com aquele que o avançado mexicano tinha marcado ao Moreirense. 
  
Um golo que deixava tudo em aberto para a segunda parte, mas o jogo prosseguiu dividido, com o Benfica a sentir dificuldades em adaptar-se ao sintético e a perder muitas bolas saltitonas, no duro relvado do Astana. Mas a verdade é que a equipa da Luz podia ter chegado ao empate no primeiro lance desta segunda etapa, com mais uma subida vertiginosa de Renato Sanches a permitir a desmarcação de Gonçalo Guedes que, com apenas Eric pela frente, permitiu a defesa do guarda-redes do Astana. 

Mas o jogo estava claramente aberto, com oportunidades nas duas balizas. Jonas atirou ao lado, mas Maksimov também podia ter ampliado a vantagem do Astana. Já com André Almeida e Talisca em campo, o Benfica chegou ao empate, a vinte minutos do final, com o novo lateral direito a cruzar para um desvio de primeira do mexicano que, com alguma felicidade, viu a bola entrar pela segunda vez nas redes de Eric. 
  
Um golo muito festejado pelos jogadores, mas a verdade é que o Benfica, com o empate, num terreno onde Galatasaray e Atlético também não venceram, ainda não está qualificado para os «oitavos» e precisa da ajuda do Atlético Madrid, logo à noite, para carimbar o passaporte para a próxima fase.


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