segunda-feira, 2 de novembro de 2015

CBF envia convites a técnicos para curso de nível máximo em dezembro

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A CBF já começou a convidar cerca de 40 treinadores para o curso de licença PRO, a habilitação mais alta, que permite atuação em todos os times e seleções do mundo, que será ministrada em dezembro na Granja Comary, em Teresópolis. Será a primeira edição desse nível do curso oferecida pela entidade.

por Igor Siqueira



Iguais e diferentes


A temporada de Palmeiras e Santos tem sido parecidas. As equipes começaram o ano com várias incertezas e enquanto o Verdão contratava aos quatro ventos na tentativa de montar um time, o Santos acumulava problemas financeiros herdados da gestão passada. A pré-temporada do Peixe foi mais na Justiça do que propriamente em campo, afinal atletas conseguiram deixar o clube após litígio.
Os rivais se encontraram na final do Campeonato Paulista e agora repetirão a dose na Copa do Brasil. Ambos também estão na luta por uma vaga no G4 do Brasileiro e se encontram hoje na Vila Belmiro para o quinto clássico entre eles no ano. Serão sete após 2 de dezembro. A boa temporada é um motivo para gerar receitas vindas das arquibancadas, mas nesse ponto somente o Palmeiras conseguiu. E muito mais do que o Santos.
O Alviverde, impulsionado pelo Allianz Parque, já arrecadou R$ 64 milhões brutos em jogos oficiais como mandante. Por outro lado, o Alvinegro soma apenas R$ 12,3 milhões. A diferença de arrecadação de um para o outro é de mais de cinco vezes e os dois disputaram as mesmas competições ao longo do ano: Paulista, Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro. A diferença é mais abissal se forem contabilizadas as verbas obtidas com patrocínio.
Para se ter uma ideia da discrepância, o Peixe arrecadou R$ 4 milhões até agora no Brasileirão nas partidas como mandante. O rival conseguiu mais do que isso somente nos dois primeiros confrontos em casa, contra Atlético-MG e Goiás. São mais de R$ 32 milhões arrecadados pelo Palmeiras em 14 compromissos no Allianz e dois no Pacaembu ao longo do torneio nacional. O Santos mandou todos na Vila Belmiro e dos três próximos que ainda tem pela frente, o duelo contra o Flamengo pode acontecer em São Luís, no Maranhão. Vender mando tem se tornado hábito comum no futebol daqui.
O dinheiro vindo do torcedor é a fonte mais importante dos clubes brasileiros atualmente se ele souber fidelizar o “cliente”. Os programas de sócio-torcedor são acessíveis e existe a opção de escolha entre o mais simples e barato até aquele em que ingressos saem pela metade do preço ou sem nenhum custo a mais. O ponto a ser trabalhado é o valor da entrada em relação ao apelo da partida. Esse é um ponto que já tem sido trabalhado por algumas diretorias, porém é preciso intensificar ainda mais.
A discussão sobre a diferença de valores de um clube para o outro era restrita ao dinheiro vindo da TV. Agora o cenário mudou e quem souber ampliar as receitas já sairá na frente.

por Rafael Bullara



A classificação do Palmeiras para a final da Copa do Brasil será a quarta de Marcelo Oliveira no torneio. O treinador tentará a primeira conquista e terá pela frente Dorival Júnior, campeão com o Santos em 2010 na única decisão que disputou.
Marcelo igualou o número de finais de Levir Culpi, porém o treinador do Galo venceu duas vezes, uma delas justamente contra ele no ano passado. O técnico com mais decisões de Copa do Brasil é Felipão com cinco. Ele também venceu Marcelo, em 2012 justamente com o Palmeiras.
Técnicos com mais finais de Copa do Brasil:Felipão: 5 vezes (1991, 1994, 1995, 1998 e 2012)
Levir Culpi: 4 vezes (1996, 1998, 2000 e 2014)
Marcelo Oliveira: 4 vezes (2011, 2012, 2014 e 2015)
por Rafael Bullara

O Corinthians é o campeão brasileiro de 2015. 3 a 0 contra o Atlético Mineiro, calando o Independência. Tática, talento, força física e psicológica os segredos do grande time montado por Tite…


Faltando cinco rodadas, o Campeonato Brasileiro já tem seu campeão. O Corinthians teve estratégia, talento, força física e psicológica. Como foi durante todo o torneio. Não tomou conhecimento do alçapão do Independência, da torcida empolgante, apaixonada e muito menos do ótimo Atlético Mineiro, montado por Levir Culpi.

As próximas rodadas são mera formalidade. O Corinthians já contabiliza seu sexto título brasileiro. 1990, 1998, 1999, 2005, 2011 e 2015. Coritiba em Itaquera. Vasco, em São Januário. São Paulo, em Itaquera. Sport em Recife. E Avaí, em Itaquera. Essas são as últimas rodadas que confirmarão a conquista.
A equipe de Tite se impôs como o mais completo time do País. E venceu, com toda a autoridade, por 3 a 0. Gols marcados, por ironia, pelos únicos atletas contestados do elenco: seus atacantes Malcom, Vagner Love e Lucca. A vitória fez com que alcançasse 11 pontos de vantagem diante do segundo colocado, justamente a equipe mineira. Se impôs sem a menor dificuldade. E com um dos seus maiores jogadores de fora. Elias, suspenso. Mesmo assim, o domínio do jogo foi impressionante.
O grito de 'é campeão, é campeão, é campeão', calou o coro mineiro do 'eu acredito'. Todos no estádio reconheciam, o Brasileiro de 2015 pertence por justiça ao Corinthians.
"Só uma vitória do Atlético pode mudar o rumo do campeonato. Qualquer outro resultado, tudo estará definido. ", antevia Levir Culpi. Não conseguiu nem chegar perto disso.
Resultado incontestável diante de toda sua superioridade diante de todos os adversários. Ninguém, nem de perto, venceu tanto e perdeu tão pouco. Teve tanta volúpia de gols e se defendeu com eficiência. Melhor ataque e melhor defesa.
O time chegou a incríveis 73 pontos. 22 vitórias, sete empates e quatro derrotas. Marcou 62 gols e sofreu apenas 25. Tem o saldo fabuloso de 36 gols. Aproveitamento de 73,7%. Basta vencer o fraquíssimo Coritiba, sábado, em Itaquera, e o Atlético empatar ou perder do Figueirense, em Santa Catarina, e até a matemática se dobra de vez ao Corinthians.
O que o Corinthians fez no Independência foi marcante. Tite teve mais trabalho com as covardes e nojentas cusparadas de vândalos atrás alambrados do que com o time de Levir.
Ele estudou cada detalhe do rival. E mostrou coragem para que estava acostumado a ver covardia tática. Sem Elias suspenso, Tite tratou de escalar Rodriguinho. Meia que foi adaptado como segundo volante. Ele quis um jogador mais técnico, talentoso para fazer o Corinthians tocar a bola. E na intermediária atleticana. Não um outro volante, como Cristian, e deixar o time encurralado, sonhando apenas por contragolpes.
"No ano que fiquei sem trabalhar, só estudando, tratei de aprimorar a minha maior deficiência. A força ofensiva quando meu time atua fora de casa", confessou, na semana passada, Tite.
Ele sabia que hoje o Atlético não teria outra saída a não ser buscar a vitória. Era a decisão do Brasileiro. Os mineiros não tiveram a constância dos paulistas e estavam oito pontos atrás na tabela. A obrigação era vencer, diminuir a distância para cinco pontos, e rezar muito.
Levir queria o seu time pressionando, marcando a saída de bola. Tentar fazer um gol logo no início da partida e perturbar psicologicamente o Corinthians. Transformar o estádio no alçapão. Leandro Donizete e Rafael Carioca atuariam mais à frente, empurrando Giovanni Augusto, Dátolo para que formassem um bloco com Luan e Lucas Pratto. Marcos Rocha e Douglas Santos deveriam atuar como pontas, abertos.
Tudo daria certo. Se o Corinthians estivesse armado com suas linhas recuadas. Só que não. Tite surpreendeu ao fazer seu time atuar como se estivesse em casa. Marcando o Atlético Mineiro no seu campo. Não dando o mínimo espaço para a equipe de Levir sair com a bola dominada. Nem para pensar. Muito menos para respirar com a bola. Foi emocionante a dedicação dos corintianos. A intensidade da marcação. Desde os atacantes até os defensores.
Sem medo da velocidade estabanada de Luan. Ralf cuidava sozinho da intermediária. Cobria com mais rigor do lado direito, onde a deficiência de Edílson em marcar é conhecida nacionalmente. No mais, Rodriguinho se juntava a Jadson e a Renato Augusto para tocar a bola, ganhar a batalha na intermediária atleticana. Vagner Love pela direita e Malcom iam abrindo espaço diante da zaga atleticana.
Nessa altura do Brasileiro não há espaço para piedade. E Tite sabia o quanto o Atlético Mineiro havia perdido com a suspensão de Jemerson. Ele formava uma ótima dupla com Leonardo Silva. O veterano Edcarlos era o ponto fraco, suia lentidão e indecisão deveriam ser exploradas pelos atacantes. O treinador sempre passa muitas imagens e detalha virtudes e pecados dos jogadores adversários.
Desde os primeiros minutos da partida, o Corinthians se impôs. Não deu espaço para o Atlético Mineiro. Seu jogo coletivo, o toque de bola, não dava esperança a Levir. O treinador percebia que ia perdendo centímetro por centímetro do gramado do Independência. De nada adiantavam os gritos insistentes dos torcedores. O 'eu acredito' era cada vez mais sem convicção.
O Atlético não conseguia criar e já começava a se preocupar atrás. A frieza do líder era impressionante. No primeiro tempo esteve melhor. Mas as chances também foram raras, porque os mineiros também têm uma grande equipe.

Só que além do lado tático, havia o psicológico. Os jogadores atleticanos não tinham mais 90 minutos, só 45 para vencer o jogo. E estava claro que o Corinthians não mostrava como. A única válvula de escapa eram as bolas levantadas em escanteios e faltas. Muito pouco para quem deseja ser campeão.
Tudo começou a ruir de vez para o time da casa, mal Herbert Roberto Lopes apitou o início da segunda etapa. Aliás, o juiz fez ótima arbitragem. Controlou o jogo com personalidade. Todo o medo corintiano por não vencer uma partida há cinco anos com ele apitando deixou de existir.
O Atlético voltou mais aberto. Tinha de ganhar. E os corintianos sabem explorar o espaço dado ao time adversário. Depois de ameaçar por duas vezes abrir o placar, aos 22 minutos, não houve jeito. O zagueiro Felipe desceu, como se fosse ponta direita, cruzou. A bola caiu nos pés de Edcarlos que falhou de forma bisonha. A bola caiu nos pés de Jadson que levantou de primeira. Na cabeça de Malcom. Livre, ele não teve coragem de perder. Corinthians 1 a 0.
O gol desabou psicologicamente de vez os atleticanos. Mais do que o nervosismo, a frustração pela impotência em atacar era o prenúncio da derrota. E ela se concretizou sete minutos depois. Rodriguinho tocou com inteligência para Jadson. Ele serviu Vagner Love. O atacante levantou a cabeça e viu que o marcava. Era Edcarlos. Ele o driblou sem dificuldades. E fuzilou Victor. Corinthians 2 a 0.
Os gritos de 'é campeão', vindo da pequena torcida corintiana dominavam o Independência. Ninguém mais tinha coragem de balbuciar 'eu acredito'. Nenhum atleticano acreditava mais. Nem Levir ou seus jogadores.
O Atlético parecia um grupo de zumbis em campo. O Brasileiro estava perdido. Mas a dor aumentaria ainda mais. Renato Augusto tabelou com Vagner Love. O atacante errou, a devolução foi forte demais. O meia teve de se esforçar para não deixar a bola sair e cruzou. A bola encobriu Marcos Rocha que havia corrido para o centro da área. E caiu livra para Lucca completar de voleio para as redes. Corinthians 3 a 0, aos 39 minutos.
O resultado reflete muito bem o que foi o jogo.
A diferença entre as equipes.
E explica porque o Corinthians é hexacampeão brasileiro.
É o legítimo vencedor de 2015.
Quem tem coragem de gritar 'eu acredito que não'?
Cosme Rimolí

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