sábado, 9 de abril de 2016

FUTEBOL PORTUGUES - NOTICIAS

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Académica-Benfica (antevisão): lutas diferentes, objetivo comum


MOMENTO
Académica: Depois da derrota em Arouca, a situação dos conimbricenses complicou-se um pouco mais. O calendário até ao final vai ser apertado e cada partida tem de ser encarada como uma autêntica final para os comandados de Filipe Gouveia, claramente necessitados de pontos. O jogo deste sábado frente ao Benfica será uma prova de caráter importante, apesar do claro favoritismo do bicampeão nacional. Uma boa questão: saber como o treinador da Académica irá readaptar a equipa à ausência de Leandro Silva (castigado), provavelmente o jogador mais regular dos «estudantes» ao longo da temporada.
Benfica: Em busca da sétima vitória consecutiva no campeonato, os «encarnados» partem para o encontro de Coimbra com a moral em alta, reforçada com a boa exibição e derrota pela margem mínima frente ao todo-poderoso Bayern, na passada terça-feira. Importa perceber, no entanto, se a discussão da eliminatória com os alemães irá ser um fator tido em conta por Rui Vitória na hora de escolher o «onze» para o jogo deste sábado. O técnico benfiquista garantiu que irá jogar com os «melhores» mas resta saber se estes também não se irão ressentir do desgaste da intensa partida a meio da semana…
AUSENTES
Académica: Leandro Silva e Gonçalo Paciência (castigados), Emídio Rafael, Ofori e Obiora (lesionados).
Benfica: Júlio César e Nuno Santos (lesionados).
DISCURSO DIRETO
Filipe Gouveia: «Vamos com as nossas armas e colocar em campo tudo aquilo que trabalhámos durante a semana e para tentar surpreender. O Benfica é uma equipa que está habituada a estas situações, todos os anos faz boas provas europeias, e este ano está a correr ainda melhor, tem um plantel fortíssimo e não vai ser pelo desgaste que pode fazer um mau jogo aqui».
Rui Vitória: «Às 22.43 horas de terça-feira, acabou Munique. E a partir daí foi trabalhar em cima do jogo com a Académica, como fazemos sempre e como antes já tínhamos feito para Munique. É um jogo difícil, com uma equipa difícil que também quer pontuar. E nós queremos ganhar, somar pontos, passar mais esta final e dar mais uma alegria aos benfiquistas».
HISTÓRICO DE CONFRONTOS
Este será o confronto número 128 entre estes dois históricos no principal escalão do futebol português. Nos 127 «clássicos» anteriores, a Briosa apenas bateu o Benfica em nove ocasiões. Na primeira volta deste campeonato, a 4 de dezembro de 2015, os «encarnados» venceu a Académica por três bolas a zero, com bis de Jonas e o primeiro golo de Renato Sanches na presente Liga.
EQUIPAS PROVÁVEIS
ACADÉMICA: Pedro Trigueira; Aderlan, João Real, Ricardo Nascimento, Rafa Soares; Fernando Alexandre, Nuno Piloto; Marinho, Pedro Nuno, Nii Plange; Rafael Lopes.
Outros convocados: Lee, Iago, Gustavo, Taborda, Rui Pedro, Ivanildo, Hugo Sêco, Gui e Rabiola.
BENFICA: Ederson; Nélson Semedo, Lindelof, Jardel, Eliseu; Pizzi, Fejsa, Renato Sanches, Gaitán; Jiménez e Jonas.
Outros convocados: Paulo Lopes, André Almeida, Luisão, Samaris, Talisca, Carcela, Salvio, Gonçalo Guedes e Mitroglou.

Sporting-Marítimo (antevisão): duelo de leões com o título em jogo


O MOMENTO
Sporting: os leões vêm de duas vitórias robustas (5-1 ao Arouca e 5-2 ao Belenenses) e Jorge Jesus já referiu que a sua equipa atravessa um grande momento de forma. Apesar disso, segue a dois pontos do líder Benfica e um deslize pode deitar tudo a perder numa altura em que já não há grande margem de manobra.
Marítimo: a equipa insular tem realizado uma época aquém daquilo que esperaria. A chegada de Nelo Vingada para o lugar de Ivo Vieira não melhorou substancialmente a realidade nos maritimistas, que ocupam o 12.º posto no campeonato e têm sido fustigados por inúmeros problemas disciplinares. Ainda assim, vêm de um saboroso triunfo sobre o Nacional no dérbi do Funchal.

AUSÊNCIAS
Sporting: Jefferson, Bruno Paulista e Adrien.
Marítimo: Rúben Ferreira, Haghigi e Dyego Sousa.

DISCURSO DIRETO
O Marítimo é uma boa equipa, com um treinador experiente, bons jogadores. Uma equipa que, face à qualidade individual dos jogadores, não está tão bem na classificação como devia. Vamos encontrar um Marítimo motivado, que quer discutir os pontos em Alvalade, com uma boa organização defensiva. Temos de encontrar soluções, ideias, para que possamos conseguir os objetivos, que é fazer golos e ganhar»,JORGE JESUS

Vamos tentar fazer o nosso melhor contra um grande adversário, sabendo que vai ser difícil, mas todos os jogos começam 0-0 e, no futebol, tudo é possível»,NELO VINGADA

HISTÓRICO DE CONFRONTOS:
Sporting e Marítimo defrontaram-se 35 vezes em Alvalade, em jogos a contar para a Liga. A equipa lisboeta lidera largamente nos duelos caseiros com a equipa insular, contabilizando 25 vitórias, seis empates e apenas quatro derrotas, a última das quais na época 2012/13. Neste sábado, os dois conjuntos defrontam-se oficialmente pela 90.ª vez com vantagem (mais uma vez) esmagadora para os verde e brancos: 48 vitórias, dez empates e 13 derrotas. Refira-se ainda que a equipa agora orientada por Jorge Jesus levou a melhor nos últimos seis duelos travados com o Marítimo, precisamente os que se jogaram desde o tal triunfo dos insulares desde 2012/13.

EQUIPAS PROVÁVEIS
SPORTING
Guarda-redes: Rui Patrício;
Defesas: Schelotto, Coates, Rúben Semedo e Bruno César;
Médios: João Mário, William Carvalho, Aquilani e Bryan Ruiz;
Avançados: Teo Gutiérrez e Slimani.
Outros convocados: lista não divulgada até à véspera do jogo.

MARÍTIMO
Guarda-redes: Salin;
Defesas: Patrick, Dirceu, Maurício e Briguel;
Médios: Fransérgio, Éber Bessa e Alex Soares;
Avançados: João Diogo, Baba e Edgar Costa.
Outros convocados: Welligton, Romário Leiria, Damien Plessis, Ghazaryan, Gevaro, Xavier e Donald Djoussé.


Peseiro quer reação do FC Porto com «caráter, humildade e profissionalismo»

O treinador do FC Porto quer reagir à derrota com o Tondela com “caráter, humildade e profissionalismo” até ao final da época e não só em Paços de Ferreira, no domingo, na 29.ª jornada da Primeira Liga.
“O que é exigível e o que a história e a grandeza do clube obrigam é que tenhamos todos esses atributos. É um dado que nós, como equipa, temos de realçar. Temos todos de dar esta resposta”, destacou José Peseiro, na abordagem do jogo em Paços de Ferreira.
Assumindo que já está a preparar a próxima época, o treinador disse querer uma equipa mais consistente e que espera “uma boa resposta da equipa às adversidades” nos últimos seis jogos do campeonato, que servirão de preparação para a final da Taça de Portugal, agora o único objetivo do clube.
“Temos noção daquilo que passamos, o jogo com o Tondela foi muito mau, mas os outros nem tanto. É preciso ter consistência nos nossos comportamentos. Esta equipa já mostrou muitas vezes esses atributos, que a fazem grande”, explicou.
Peseiro corroborou ainda com o presidente do clube Pinto da Costa que, numa entrevista ao canal televisivo dos ‘dragões’, afirmou que todos os jogadores têm de mostrar caráter e o seu valor em todos os jogos”.
“Estamos a avaliar jogadores que estão emprestados e envolvido no nosso projeto. Tenho ano e meio de contrato e as avaliações podem vocês [jornalistas] fazer. Temos tido muitas reuniões a preparar a próxima época”, frisou Peseiro, adiantando que há atletas emprestados que “estão outra vez na porta de entrada do clube”.
Resignado com o facto de o FC Porto não depender apenas de si para melhorar a sua posição na I Liga, em que está a nove pontos do líder Benfica e a sete do Sporting, segundo classificado, Peseiro assegurou concertar toda a sua atenção nos jogos que faltam e na final da Taça de Portugal.
“O importante neste momento é que tenhamos capacidade para reagir e mostrar o que é jogar à FC Porto e é isso que queremos fazer. O que temos para vencer é a Taça de Portugal e temos seis jogos de preparação para essa final”, considerou o treinador portista.
E a receita de José Peseiro para a equipa jogar à FC Porto passa por melhorar a qualidade de jogo, cimentar os níveis de confiança e acrescentar capacidade psicológica e emocional, aprendendo com os erros e construindo bases sólidas para o futuro.
O FC Porto, terceiro classificado com 61 pontos, visita o Paços de Ferreira, oitavo com 36, no domingo, a partir das 18:15, num encontro que vai ser arbitrado por Fábio Veríssimo, da associação de Leiria.
Programa da jornada:

Sexta-feira, 8 de Abril de 2016
Boavista - Arouca, 0 - 0

Sábado, 9 de Abril de 2016
Académica - Benfica, 18:30
Sporting - Marítimo, 20:45

Domingo, 10 de Abril de 2016
Nacional - Estoril, 16:00
Tondela - U. Madeira, 16:00
V. Setúbal - Belenenses, 16:00
Paços Ferreira - FC Porto, 18:15
Sp. Braga - Moreirense, 20:30

Segunda-feira, 11 de Abril de 2016
Rio Ave - V. Guimarães, 20:00

Boavista-Arouca, 0-0 (crónica)



Mais um final de época e mais uma vez o Boavista a passar pela provação de ainda não ter a manutenção assegurada. A precisar de pontos como de pão para a boca, e a jogar em casa, onde não vence desde janeiro, a formação axadrezada entrou em jogo com a ânsia de marcar, mas a padecer o mal habitual: o falhanço no momento da finalização. Pela frente, um Arouca que até teve tanta posse de bola, mas pareceu preferir ir gerindo o jogo e esperar que se acabasse o gás do adversário, e depois se foi conformando com o pontinho que levou na bagagem.
Foi, por isso, o Boavista a criar mais perigo na primeira parte, sobretudo com Rúben Ribeiro como responsável. O avançado boavisteiro, que parecia estar em todo o lado, rompia como faca quente por manteiga pelo meio campo arouquense, culminando depois com excelentes cruzamentos para a área, ou optando mesmo por rematar. Fez a bola rondar a baliza de Bracali por diversas vezes, atirando ao lado, por cima, ou obrigando o guarda-redes a grandes defesas.
Foram estes dois, aliás, os protagonistas do maior lance de perigo da primeira parte. Após uma falta de Hugo Basto sobre Zé Manuel, na área, Rúben Ribeiro desperdiçou uma ocasião soberana. Bateu fraco e denunciado um penálti, a que Bracali respondeu com uma excelente defesa, segurando o nulo.
Do outro lado, foi de bola parada, graças ao pé esquerdo de Lucas Lima, que surgiu a maior ocasião de perigo. Na conversão de um livre, o lateral atirou direto à baliza, e Mika respondeu muito bem, ao socar para fora.
No início da segunda parte, o encontro endureceu e foi-se jogando futebol nos intervalos das faltas. O jogo parecia poder pender para qualquer lado, ainda assim, foi o Boavista quem mais procurou o golo e esteve muito perto por algumas ocasiões. Primeiro foi Zé Manuel, aos 58 minutos, a rematar cruzado, fazendo a bola passar fora do alcance de Mika, a rasar o poste esquerdo, mas pelo lado de fora. Depois, um cruzamento-remate de Renato Santos só não entrou porque Bracali voltou a mostrar o que vale e defendeu.
Com o relógio a jogar contra, Sanchez ia refrescando o ataque. Um ponto era insuficiente para as aspirações axadrezadas e, a verdade é que os jogadores do Boavista pareciam capazes de fazer tudo o resto, menos marcar. Saiu um esgotado Rúben Ribeiro, para a entrada de Mário Martinez. Depois, Zé Manuel deu lugar a Iriberri e Renato Santos a Luisinho. Mudaram os executantes, mas o resultado continuou a ser o mesmo. A bola andava perto, mas as balizas estavam destinadas a permanecer vazias e assim ficaram.
Um empate mais penalizador para um Boavista que precisava de marcar, procurou fazê-lo, mas não conseguiu, do que para um Arouca que parecia satisfeito por levar um ponto para casa. Os axadrezados continuam agora o calvário de lutar pela manutenção.


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