sexta-feira, 3 de junho de 2016

SANTA CRUZ #Raincife

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Técnico ainda não encontrou meia no Santa Cruz, mas Lelê pode ter chance de retomar titularidade

Milton Mendes já iniciou jogos com Fernando Gabriel e Wallyson; após ter entrado no primeiro tempo do clássico, Lelê pode voltar à posição e enfrentar o Atlético-PR


Pelo terceiro jogo consecutivo, Milton Mendes pode promover mudança numa mesma posição. O posto de meia de ligação da equipe segue ainda sem dono. Após o treinador ter utilizado Fernando Gabriel e Wallyson, agora é Lelê quem pode voltar a ser o titular no Santa Cruz. Acionado ainda durante o primeiro tempo do Clássico das Multidões, o jogador acabou sendo a peça mais operante do time na derrota por a 1 a 0 diante do rival. Atuação que, embora sem tanto brilho, é suficiente para colocá-lo a frente dos concorrentes para iniciar na partida deste sábado contra o Atlético-PR, na Arena da Baixada.  

Lelê era considerado titular do Tricolor. Foi assim na reta final das campanhas nos títulos da Copa do Nordeste e do Campeonato Pernambucano, até machucar a coxa direita e ver Fernando Gabriell e Wallyson ocuparem o espaço, revezando-se na posição neste início de Série A. Fernando fez os três primeiros jogos da competição. Chegou a marcar gol no primeiro, na goleada de 4 a 1 sobre o Vitória, mas terminou sendo substituído na etapa inicial da partida com o Cruzeiro porque não cumpria corretamente as suas obrigações táticas, ficando de fora até do banco na rodada seguinte, diante da Chapecoense.

Em Chapecó e no clássico no Arruda, foi Wallyson o escolhido por Mendes para assumir o posto no setor de criação do Santa. Teve seguimento contra o Sport. E pouco se destacou nas duas partidas. No clássico, apagado e sem fazer as transições de forma efetiva, foi sacado pelo treinador ainda com 37 do primeiro tempo. Lelê entrou em seu lugar e chegou a melhorar sensivelmente as triangulações ofensivas do Tricolor. Não o bastante para que se pudesse buscar o empate, mas um sinal de que este pode ser um dos pontos que o técnico apontou que precisa melhorar na equipe.     

Mendes não falou ainda sobre quem será o dono da posição frente Atlético-PR. Contudo, não deixou de expor a evolução que o Santa teve em campo com a entrada de Lelê. “A princípio, Lelê conseguiu fazer o que eu realmente queria. Fazes as penetrações, as enfiadas de bola, o último passe. E ele fez bem”, declarou Mendes. “No primeiro tempo, Wallyson não estava conseguindo rodar, não estava conseguindo dominar (a bola). Tinha sempre gente em cima. E Lelê depois conseguiu buscar as linhas de passe”, emendou o comandante coral.

Mais mudanças
Caso ocorra, a mudança no meio de campo não será a única no Santa Cruz para o jogo contra o Atlético-PR. Recuperado de um edema na coxa esquerda, Neris embarcou para Curitiba com a delegação e tende a retomar na zaga o posto que foi ocupado por Alemão nos dois últimos jogos do Brasileiro. Livre de lesão no mesmo local, Vitor também viajou após ter sido desfalque por três partidas. Ele disputa posição com Léo Moura na lateral direita. Na esquerda, Tiago Costa cumpriu suspensão e volta no lugar de Roberto, expulso no clássico.  

Lelê no Santa Cruz em 2016

20 jogos
17 como titular
2 gols

superesportes

Léo Moura crê que derrota no clássico não abala pretensão do Santa Cruz de seguir no topo

Veterano também falou da concorrência com Vitor, que retorna após lesão


Vitor voltou a ser relacionado e o seu retorno deixou no ar quem será o lateral direito do Santa Cruz para o jogo deste sábado, quando o Tricolor visita o Atlético-PR, na Arena da Baixada. Titular nos últimos três jogos enquanto o concorrente estava machucado na coxa esquerda, Léo Moura entende que a disputa acirrada pela vaga é certa. Mas, independentemente se será acionado entre os 11 ou não em Curitiba, Moura, com vasta experiência em Série A do Brasileiro, acredita numa recuperação imediata da equipe após a derrota no clássico com o Sport. Vai mais além. Diz que o 1 a 0 sofrido para o rival não é suficiente para minar o time coral na briga pelo topo da tabela do campeonato.

“A gente não pode achar que derrota vai abalar estrutura de um time que vinha bem há tempo. A gente tem condições de ir na Arena e trazer uma vitória. Isso normaliza tudo. A equipe do Santa Cruz tem capacidade e inteligência para ficar ali perto do G4, que é o que a gente está almejando”, afirmou. “Passou. Não adianta ficar remoendo a derrota. O que passou ficou para trás. É bom que tem já um jogo agora no fim de semana para ir melhor. Uma derrota aconteceu e é natural”, acrescentou.

Para isso, o veterano sugere que a partida em Curitiba precisará ser estrategicamente pensada pelo Santa Cruz. “Não pode sair de peito aberto porque a gente sabe que o Atlético-PR é uma equipe perigosa jogando em casa. É esperar para ver o que o Milton (Mendes) vai pedir neste jogo. A gente tem tranquilidade para fazer um bom trabalho”, declarou Léo Moura.

Concorrência
Com o retorno de Vitor, Léo encarou a iminência de perder a posição com normalidade e não deixou de elogiar o concorrente. “Vai ser natural a disputa de posição. Em todos os clubes que passei sempre foi natural. Eu tenho capacidade, eu confio no meu trabalho e sei o que posso fazer para continuar jogando. Vai ser uma disputa sadia, até porque o Vitor é um grande lateral. Provou ao longo dos anos.”


Além dos erros técnicos cometidos no clássico contra o Sport, na última quarta-feira, no Arruda, o Santa Cruz também precisa observar outro aspecto importante para o jogo contra o Atlético-PR, neste sábado, fora de casa. Com o passar de cinco rodadas, o Tricolor já é a equipe que mais recebeu cartões amarelos. Ao todo, o time do técnico Milton Mendes foi amarelado em 19 oportunidades, o que dá uma média de quase quatro cartões por jogo.
No duelo com o Leão, por exemplo, foram cinco os jogadores do Santa Cruz que receberam advertência. Isso sem contar o lateral-esquerdo Roberto, que recebeu dois amarelos e foi expulso da partida.
É o caso dos tricolores capricharem mais no bote. Os corais são apenas o 14º time que melhor desarma correto na Série A. Melhorando este aspecto, talvez reduza o número de faltas mais duras, e consequentemente o de cartões amarelos.
Estar atento a isso é importante não só para o próximo duelo como também para o campeonato como um todo. Vale lembrar que ter jogadores suspensos é um dos fatores que normalmente fazem as equipes caírem de rendimento na competição. Ainda mais no caso do Santa Cruz, que não tem um elenco vasto como Corinthians, por exemplo. No clássico, Tiago Costa já ficou de fora por suspensão de terceiro amarelo. O aspecto pode não ser algo que faça a maior diferença no Brasileirão, mas não custa dar atenção a ele.
Autor: Thiago Wagner- Blog do Torcedor

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