Para gerente de futebol do clube, ideia é detectar erros rapidamente na pré-temporada para fazer time evoluir e buscar o bi sul-americano com mais força
A pré-temporada do Corinthians começará em 6 de janeiro, no CT Joaquim Grava, quando os jogadores se reapresentarem, mas será nos Estados Unidos uma das partes mais importantes do projeto elaborado para "conquistar o mundo" pela terceira vez na história do clube.
Para o gerente de futebol Edu Gaspar, ter jogos de alto nível no início da preparação faz com que o time acelere a evolução física e técnica. Neste ano, pela Florida Cup, o time enfrentará o Atlético-MG, no dia 17 de janeiro, e o Shakhtar Donetsk, dia 20. O Timão tem ainda um amistoso contra o Fort Lauderdale Strikers, dia 23.
– Antigamente, na pré-temporada, os clubes faziam assim: vamos pegar times de menor expressão, ganhamos de 3 a 0 ou 4 a 0, depois pega outro time mais forte, faz outro jogo-treino... Depois, comecei a investir mais na pré-temporada. Qual o objetivo agora? Quanto antes o Corinthians disputar jogos com equipes de alto nível, mais rapidamente o time chegará no nível que queremos. Fizemos a pré-temporada nos EUA e começamos a Libertadores atropelando – explicou Edu.
Em janeiro deste ano, o Corinthians perdeu do Colonia por 1 a 0 e venceu o Bayer Leverkusen por 2 a 1, na primeira edição da Florida Cup. Dias depois, já no início de fevereiro, o time disputou a primeira fase da Libertadores, contra o Once Caldas (COL), e se classificou com goleada por 4 a 0, na Arena Corinthians, e empate por 1 a 1, em Manizales.
Na fase de grupos, caiu no grupo da morte com São Paulo, San Lorenzo (ARG) e Danubio (URU), mas garantiu classificação antecipada com quatro vitórias e um empate nos cinco primeiros jogos. A queda de rendimento, porém, fez o time perder para o São Paulo na última rodada desta fase, e terminou com a eliminação nas oitavas de final contra o Guaraní (PAR).
A meta corintiana é repetir a pré-temporada do ano passado, mas com os resultados de 2012, claro. Principalmente porque a diretoria acredita que o time hexacampeão brasileiro ainda será reforçado.
– A ideia é que sim (repetir 2012). Estamos otimistas pelo ano que terminamos. Se as coisas que estamos estudando, os nomes com quem estamos falando, a manutenção do elenco, me faz sentir otimismo. A comissão técnica também conhece muito bem os jogadores, temos espaço para reforçar a equipe, um pouquinho mais de força, e se conseguirmos peças importantes, será um ano importante – afirma Edu.
globo.com
Fla ressalta foco em Mancuello, mas Independiente faz jogo duro pelo meia
Diretoria rubro-negra tenta baixar pedida. Dirigente do clube argentino vê negociação esfriar e diz que não haverá nova conversa por agora: "Proposta não satisfaz"
Na busca por um meia para reforçar o elenco da próxima temporada, o Flamengo foi até Buenos Aires na semana passada para buscar a contratação de Federico Mancuello. O diretor executivo de futebol Rodrigo Caetano e o diretor geral Fred Luz se reuniram com dirigentes do Independiente e conversaram sobre o camisa 11, mas não chegaram a um acordo. Os rubro-negros, no entanto, seguem focados nessa negociação.
- Fomos à Argentina e oficializamos uma negociação com o Independiente. É um jogador valorizado lá, capitão da equipe. Se não vier é porque realmente os números pedidos estão fora da nossa capacidade. Estamos em busca de mais três nomes, além dos que já chegaram, isso nunca foi segredo para ninguém, e o Mancuello é um deles. Em caso de negativa do Independiente, vamos partir para outras alternativas - disse Rodrigo Caetano.
O Independiente pede US$ 3 milhões, o equivalente a cerca de R$ 12 milhões, por 50% dos direitos de Mancuello. Mas o Fla considera alto o valor e tenta a redução. Perguntado pelo GloboEsporte.com se haveria nova conversa com a cúpula rubro-negra, o diretor de futebol do Independiente, Jorge "Puma" Damiani, deu a entender que a negociação esfriou.
- Por agora, não. A proposta não satisfaz o Independiente - limitou-se a dizer o diretor argentino.
O Independiente quer fazer caixa com Mancuello, mas não está muito aberto a negociar o valor. O meia de 26 anos, por sua vez, também deseja sair e até chegou a postar uma foto antiga no Rio de Janeiro para instigar a torcida do Flamengo e pressionar dirigentes.
Federico Mancuello tem 1,77m de altura, é o capitão do Independiente e tem sido destaque do time nos últimos anos. Foi revelado pelo próprio clube, onde joga profissionalmente desde 2008. Nesse período, ficou fora apenas entre 2011 e 2012, quando foi emprestado ao Belgrano, também da Argentina. O meia foi convocado pela primeira vez para a seleção argentina neste ano e marcou um gol de falta logo na estreia, na vitória por 2 a 0 no amistoso com El Salvador - entrou aos 28 minutos do segundo tempo. Ele chegou a entrar na pré-lista de 30 nomes da Copa América, mas ficou fora da lista final de 23 convocados.
Além de Mancuello, o Fla negocia com outro meia argentino, mas este é mantido sob total sigilo.
globo.com
D'Alessandro Lance de Craque Beira-Rio 2015 torcida do Inter Internacional (Foto: Eduardo Moura/Globoesporte.com)
Nepomuceno reduz contratações pela metade em relação a Alexandre Kalil
Comparação se deve ao último ano de mandato do ex-presidente, que contabiliza 102 jogadores trazidos desde o final de 2008 até dezembro de 2014.
O torcedor do Atlético-MG que sonha com vários reforços para a próxima temporada pode esquecer, se depender da política do clube nos últimos anos, e ainda mais no que se refere à forma como a atual diretoria conduz o assunto.
Se na administração anterior, o número de contratações beirava a um time, com o presidente Daniel Nepomuceno essa quantia foi reduzida por menos da metade. Muito se deve à política do ex-mandatário alvinegro, Alexandre Kalil, que reformulou o elenco desde o seu primeiro mandato, de 2008 a 2011.
Em seis anos à frente do clube, Kalil realizou 102 contratações, sem contar jogadores que retornaram de empréstimos ou que subiram das categorias de base. Nos primeiros anos de mandato, do qual iniciou no último trimestre de 2008, Kalil contratou mais de dois times por ano.
A partir de 2012, quando fez “apenas” 12 contratações, a necessidade de reformular o grupo alvinegro diminuiu. E o processo foi gradativo. Em 2013, ano da conquista da Taça Libertadores, Alexandre Kalil contratou dez jogadores, e no ano seguinte, nove.
Daniel Nepomuceno herdou um grupo com alguns jogadores campeões da Libertadores e a maioria campeões da Recopa Sul-Americana, e da Copa do Brasil. Por isso, na visão da diretoria, a manutenção de 80% do grupo era o principal reforço.
O resultado foi apenas quatro contratações ao longo de todo 2015. Apenas um jogador dos contratados se tornou titular absoluto, no caso, Lucas Pratto. O restante compôs o grupo, como Cárdenas e Danilo Pires, ou foi importante reserva durante a temporada, como Thiago Ribeiro.
E o número de contratações para a próxima temporada não deverá ultrapassar a marca de 2015. O presidente e o diretor de futebol, Eduardo Maluf, já sinalizaram que o clube pretende trazer, no máximo, quatro atletas, sendo dois deles titulares.
2015 – 4 contratações
Lucas Pratto, Cárdenas, Danilo Pires e Thiago Ribeiro
2014 – 9 contratações
Claudinei, Pedro Botelho, Otamendi, Emerson Conceição, Maicosuel, Tiago, Rafael Carioca, Douglas Santos e Cesinha.
2013 – 11 contratações
Gilberto Silva, Rosinei, Alecsandro, Luan, Morais, Araújo, Diego Tardelli, Josué, Dátolo, Fernandinho e Emerson.
2012 – 12 contratações
Leandro Donizete, Danilinho, Escudero, Rafael Marques, Jô, Júnior César, Juninho, Ronaldinho Gaúcho, Victor, Michel e Leonardo.
2011 – 23 contratações
Patric, Toró, Richarlyson, Magno Alves, Wesley, Jóbson, Leonardo Silva, Giovanni, Lee, Mancini, Luiz Eduardo, Guilherme Santos, Guilherme, Dudu Cearense, Marquinhos, Gilberto, Jonatas Obina, Caio, André, Pierre, Triguinho, Didira e Carlos César.
2010 – 23 contratações
Leandro, Fabiano, Muriqui, Jairo Campos, Obina, Cáceres, Zé Luís, Marcelo, Nikão, Diego Macedo, Ricardo Bueno, Neto Berola, Daniel Carvalho, Lima, Fábio Costa, Fernandinho, Diego Souza, Méndez, Réver, Jheimy, Jackson, Joedson e Alê.
2009 – 24 contratações
Júnior Carioca, Júnior, Carlos Alberto, Lopes, Diego Tardelli, Renan, Carlos Júnior, Alessandro, Trípodi, Fabiano, Elder Granja, Hugo, Jonílson, Aranha, Alex Bruno, Wellington Saci, Rentería, Pedro Oldoni, Correa, Jorge Luiz, Benitez, Evandro, Carini e Ricardinho.
Lance de Craque se consolida e faz D'Ale projetar 3º jogo com "surpresas"
Jogo levou 23.100 pessoas ao Beira-Rio neste domingo e ajudou instituições
Torcedor gaúcho, já pode marcar no seu calendário. Com um ano mesmo de antecedência. Na reta final de dezembro, um jogo amistoso já tem cadeira cativa no coração de gremistas e colorados no Rio Grande do Sul. O Lance de Craque, após sua segunda edição, permanece no rol de eventos de Porto Alegre. Com o balanço positivo, o meia D'Alessandro já projeta a terceira edição do confronto no próximo ano.
Apesar do público menor neste domingo do que em 2014 - 23.100 contra 35.449 - o jogo beneficente do argentino segue prestigiado na capital gaúcha. Nomes locais como Danrlei, Marcelo Grohe, Sandro Sottili, Taison e Leandro Damião estiveram no Beira-Rio. A divulgação da renda será feita após a contabilidade dos gastos e será doada para quatro instituições de caridade - Cerepal, Pequena Casa da Criança, Centro de Promoção da Infância e da Juventude, Casa das Juventudes, além da ONG Instituto Amigos do Lucas, a escola Campos do Cristal, o Hospital da Criança Santo Antônio e a compra de aparelhagem para um hospital veterinário indicado pela Secretaria Especial dos Direitos dos Animais.
Para 2016, o evento já começa a ser desenhado. Após o jogo, D'Alessandro afirmou que a organização já pode adiantar processos a partir do sucesso da segunda edição. Depois de um período de recesso, será possível iniciar as conversar em fevereiro para um novo amistoso. E criação também de novos produtos para os patrocinadores - neste domingo, por exemplo, entraram em campo em uma preliminar.
- Acho que sim (está confirmado para 2016), vamos começar a fazer isso em fevereiro, depois do primeiro e do segundo, a gente tira como aprendizado não perder tempo, tentar convocações com antecedência, começar a falar com eles, mesmo que os jogadores não possam confirmar em dezembro. Começar a correr atrás de patrocinadores, que é possível trazer jogadores do Uruguai, da Argentina, pagar voo fretado, trazer um Renteria da Colômbia. Estamos agradecidos, queremos fazer mais forte esse jogo para que o patrocinador tenha vontade de participar, de entrar. Atrai muita gente, ano que vem vai ter mais surpresas - prometeu o gringo.
A segunda edição do amistoso mobilizou gremistas e colorados. A rivalidade só esteve em campo quando os ícones tricolores Danrlei, Baidek e Marcelo Grohe foram anunciados, com vaias sonoras no estádio e alguns aplausos, de gremistas, mas também de colorados. O clima estava amistoso, em uma grande área mista, iniciativa que tomou conta dos Gre-Nais em 2015.
No domingo, no Beira-Rio, como se fora em tarde de Brasileirão, D'Ale é o dono da festa. Pega o microfone, fala para a torcida, filho a tira-colo, e é ovacionado. Antes, durante e depois, recebe o carinho do torcedor. Tira "selfies" e sabe do seu papel. Neste momento, ouve o apelo: "Não vai para o San Lorenzo, D'Ale". Depois de sair do campo, passa pela zona mista para o último pronunciamento.
- Primeiramente, é um agradecimento, ao público, ao torcedor gaúcho que compareceu em massa. Que trouxe 25 mil pessoas, no Beira-Rio, que não é fácil, não é pouco. Os atletas, que, de férias, tirar eles do período, alguns até brigaram com a mulher para sair de casa, mas a gente conseguiu juntar nomes fortes, importantes para o futebol brasileiro e gaúcho. Agradecer a imprensa também, a divulgação não seria a mesma sem vocês - destacou o camisa 10 colorado.
Se há uma certeza é do projeto consolidado. Ainda que D’Ale viva assédio constante do San Lorenzo - dirigentes argentinos afirmam que conversaram com o argentino, que negou o contato. As crianças gaúchas agradecem.
globo.com
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