Cassio Zirpoli

Ao fim de qualquer campeonato de futebol, seja lá onde for, é uma tradição a eleição do melhor jogador. Seja por critérios técnicos, subjetivos etc. Dos torneios em divisões menores à Copa do Mundo. Mas há também a abrangência anual, com federações e confederações definindo o craque da temporada, tendo como auge, sem dúvida, a Bola de Ouro da Fifa, em vigor desde 1991. Indo além, existe até uma escolha interna dos próprios clubes. Isso mesmo. Na Inglaterra, o Player of the Year é uma tradição de longa data. O Chelsea, por exemplo, elege o seu melhor jogador no ano independentemente do desempenho do time (pode ser campeão europeu ou rebaixado) desde 1967.
Acima, os eleitos de Chelsea (Hazard), Manchester United (De Gea) e Liverpool (Philippe Coutinho) em 2015. Nota-se o alto nível da festa, com troféus especiais, transmissões exclusivas e engajamento da torcida, com a escolha baseada na opinião dos torcedores (e/ou sócios) e da comissão técnica. As festas também contam com outros prêmios, como a revelação da temporada, o gol mais bonito e os novos integrantes para o hall da fama particular.
No Recife não há nada do tipo, mas vale ao menos estudar a ideia, que poderia encorpar as ações de marketing. A partir da ideia inglesa, o blog escolheu os principais nomes alvirrubros, tricolores e rubro-negros na década vigente. Uma artilharia, um acesso, uma atuação inesquecível numa final, um ano regular ou o fato de ter sido a exceção num mau momento. Tem de tudo. No twitter, analisei alguns jogadores com torcedores, acatando algumas sugestões, outras não. Obviamente, as três listas estão abertas a críticas e dicas de novos nomes…
Náutico
2011 – Kieza (atacante), goleador da Série B (21 gols), com acesso à elite
2012 – Kieza (atacante), 13 gols na Série A, levando o time à Sul-Americana
2013 – Maikon Leite (atacante), destaque solitário num ano horrível (8 gols na A)
2014 – Vinícius (meia), titular o ano inteiro, decisivo para o vice estadual
2015 – João Ananias (volante), pilar defensivo na boa campanha na Série B
2011 – Kieza (atacante), goleador da Série B (21 gols), com acesso à elite
2012 – Kieza (atacante), 13 gols na Série A, levando o time à Sul-Americana
2013 – Maikon Leite (atacante), destaque solitário num ano horrível (8 gols na A)
2014 – Vinícius (meia), titular o ano inteiro, decisivo para o vice estadual
2015 – João Ananias (volante), pilar defensivo na boa campanha na Série B
Santa Cruz
2011 – Tiago Cardoso (goleiro), craque do Estadual e decisivo no acesso à C
2012 – Dênis Marques (atacante), artilheiro do PE (15 gols) e da Série C (11)
2013 – Tiago Cardoso (goleiro), destaque no tri estadual e no acesso à Série B
2014 – Léo Gamalho (atacante), 32 gols na temporada
2015 – João Paulo (meia), destaque no título estadual e no acesso à Série A
2011 – Tiago Cardoso (goleiro), craque do Estadual e decisivo no acesso à C
2012 – Dênis Marques (atacante), artilheiro do PE (15 gols) e da Série C (11)
2013 – Tiago Cardoso (goleiro), destaque no tri estadual e no acesso à Série B
2014 – Léo Gamalho (atacante), 32 gols na temporada
2015 – João Paulo (meia), destaque no título estadual e no acesso à Série A
Sport
2011 – Marcelinho Paraíba (meia), melhor jogador na campanha do acesso
2012 – Hugo (meia), apesar do descenso, até recuperou o time (8 gols na A)
2013 – Marcos Aurélio (meia), 32 gols e destaque no acesso à Série A
2014 – Neto Baiano (atacante), destaque nos títulos do Nordestão e do Estadual
2015 – Diego Souza (meia), 9 gols e 10 assistências no 6º lugar na Série A
2011 – Marcelinho Paraíba (meia), melhor jogador na campanha do acesso
2012 – Hugo (meia), apesar do descenso, até recuperou o time (8 gols na A)
2013 – Marcos Aurélio (meia), 32 gols e destaque no acesso à Série A
2014 – Neto Baiano (atacante), destaque nos títulos do Nordestão e do Estadual
2015 – Diego Souza (meia), 9 gols e 10 assistências no 6º lugar na Série A
Como curiosidade em relação ao “Jogador do ano”, eis os nomes escolhidos pelos supracitados clubes ingleses no mesmo período. No caso do United, o troféu faz uma homenagem a um famoso ex-treinador, Matt Busby, que treinou o time de 1945 a 1969 e em 1971, conquistando cinco títulos ingleses e a primeiraChampions League do clube, em 1968. Por sinal, caso algum time pernambucano adotasse a ideia, qual seria o nome do troféu?
Chelsea (Player of the Year), desde 1967
2011 – Petr Cech (goleiro), República Tcheca
2012 – Juan Mata (meia), Espanha
2013 – Juan Mata (meia), Espanha
2014 – Hazard (atacante), Bélgica
2015 – Hazard (atacante), Bélgica
2011 – Petr Cech (goleiro), República Tcheca
2012 – Juan Mata (meia), Espanha
2013 – Juan Mata (meia), Espanha
2014 – Hazard (atacante), Bélgica
2015 – Hazard (atacante), Bélgica
Manchester United (Sir Matt Busby Player of the Year), desde 1988
2011 – Javier Hernández (atacante), México
2012 – Antonio Valencia (meia), Equador
2013 – Van Persie (atacante), Holanda
2014 – De Gea (goleiro), Espanha
2015 – De Gea (goleiro), Espanha
2011 – Javier Hernández (atacante), México
2012 – Antonio Valencia (meia), Equador
2013 – Van Persie (atacante), Holanda
2014 – De Gea (goleiro), Espanha
2015 – De Gea (goleiro), Espanha
Liverpool (Player of the Season), desde 2002
2011 – Lucas Leiva (volante), Brasil
2012 – Skrtel (zagueiro), Eslováquia
2013 – Luis Suárez (atacante), Uruguai
2014 – Luis Suárez (atacante), Uruguai
2015 – Philippe Coutinho (meia), Brasil
2011 – Lucas Leiva (volante), Brasil
2012 – Skrtel (zagueiro), Eslováquia
2013 – Luis Suárez (atacante), Uruguai
2014 – Luis Suárez (atacante), Uruguai
2015 – Philippe Coutinho (meia), Brasil
SÓCIOS
Ranking do sócio-torcedor: Corinthians assume a liderança; Cruzeiro e Atlético no top 10
Confira a lista atualizada dos associados dos grandes clubes do Brasil
1-Corinthians 134.635 sócios
2-Palmeiras 126.903 sócios
3-Internacional 112.756 sócios
4-Grêmio 88.841 sócios
5-São Paulo 80.459 sócios
6-Cruzeiro 73.060 sócios
7-Flamengo 64.674 sócios
8-Santos 62.313 sócios
9-Atlético-MG 48.025 sócios
10-Sport 41.785 sócios
Cassio Zirpoli
Balanço geral dos clubes da capital para a temporada 2016
De volta ao batente após o recesso do Natal, percebi o mercado agitado nesse fim de ano como há muito não esteve. Reflexo do momento em que vive os três clubes. O Santa Cruz conseguiu o tão sonhado retorno à Série A, o Sport não teve conquistas, mas fez bonito no Brasileirão, ficando na sexta colocação, enquanto o Náutico viveu as eleições para presidente, o que cria numa nova expectativa. Para o retorno aos trabalhos, vamos fazer um balanço geral dos três clubes:
Santa Cruz - A forma como o Santa Cruz conseguiu o acesso à Série A do Campeonato Brasileiro surpreendeu muita gente. E tão surpreendente quanto é a habilidade da diretoria em renovar o contrato dos principais jogadores do elenco. Era uma preocupação do técnico Marcelo Martelotte, mas os tricolores estão conseguiundo. A base da equipe está praticamente armada e o Santa Cruz larga na frente dos rivais para a próxima temporada. O desafio é aumentar a receita do clube. Nos tempos de crise, essa missão é cada vez mais ingrata. Vai precisar muito do seu torcedor. Os tricolores vão ter que se aproximar do clube mais do que foi em 2015, quando a torcida se fez mais presente na reta final da Série B. Mas tão importante quanto a montagem do elenco e a presença da torcida, é o trabalho que o presidente Alírio Moraes está fazendo nos bastidores. Equalizando as dívidas, o que pode garantir um futuro mais tranquilo no Arruda, algo que poucos presidentes se preocuparam.
Sport - Sempre defendi a reciclagem de um elenco quando se vê que o fôlego acabou. Notei essa falta de força do grupo do Sport ainda na metade do segundo turno do Brasileirão. Mesmo fazendo uma boa campanha, o elenco já mostrava que estava desgastado para uma nova temporada. Por isso, vejo com bons olhos o desmanche. Até porque o valor é alto demais para encarar um campeonato deficitário como o Pernambucano. O que, no entanto, preocupa é o fato de não ter peças de reposição. As contratações estão chegando a passos lentos e as que vieram até agora não enchem os olhos. Outro ponto que o Sport precisa cuidar: o Centro de Treinamento. Claro que avançou bastante e que a diretoria do clube tem se preocupado em valorizar os jogadores da casa. Mas o CT ainda precisa de evolução e foi esquecido nessa temporada que chega ao fim.
Náutico - A eleição desse ano não foi tão turbulenta quanto a passada, mas ainda causa repercussão negativa porque os atritos pessoais continuam, especialmente nas redes sociais. Além do mais, ao que tudo indica, as presidências do executivo e deliberativo não devem fazer parte do mesmo grupo político. Sim, o Náutico continua rachado. Não sei de que forma isso engrandece o Timbu, mas a tendência é de embates acirrados. O lado positivo é que Marcos Freitas está ciente da realidade financeira do clube. Está negociando contratos com os pés no chão. Um exemplo claro é o goleiro Júlio César. Com salário astronômico para a realidade do Náutico, o ídolo chegou a ser descartado. Mas tudo foi renegociado e o jogador fica no Timbu para mais uma temporada. É um alento, mas o Náutico ainda precisa caminhar muito para ter uma visão melhor do seu horizonte.
Marcelo Cavalcante
Nenhum comentário:
Postar um comentário