quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Prass converte pênalti decisivo, Palmeiras vence Santos e é tri da Copa do Brasil

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E deu Palmeiras! Em duelo de muita tensão na noite desta quarta-feira, no que foi a primeira decisão paulista da história da Copa do Brasil, o time alviverde embalou com o caldeirão montado no Allianz Parque, venceu o Santos por 2 a 1 no tempo normal - com dois gols de Dudu -, triunfou nos pênaltis por 4 a 3 e se sagrou tricampeão do torneio que já havia vencido em 1998 e 2012. O goleiro Fernando Prass bateu a penalidade decisiva que deu o título à equipe palestrina.

Os gols do título ao longo dos 90 minutos de bola rolando foram ambos marcado por Dudu, aos 11 e 39 minutos do segundo tempo, e de Prass nos pênaltis, para delírio da casa palestrina, que agora viu o clube conquistar seu primeiro troféu desde a reforma que nomeou como Allianz Parque o antigo Palestra Itália.


O Palmeiras havia sido derrotado no confronto de ida por 1 a 0, na Vila Belmiro, e precisava vencer de qualquer maneira dentro de casa para ser campeão.
Ricardo Oliveira fez o tento alvinegro nesta quarta durante o decorrer do jogo, na reta final. Nos pênaltis, além de Prass, Zé Roberto, Jackson e Cristaldo converteram para a equipe alviverde, enquanto Geuvânio, Ricardo Oliveira e Lucas Lima fizeram para o Santos. Rafael Marques, do Palmeiras, e os santistas Marquinhos Gabriel e Gustavo Henrique desperdiçaram.
O título vem para coroar um ano que estaria perdido se não fosse a conquista desta quarta. Vice-campeão do Paulista - em final contra o próprio Santos - e eliminado da disputa por vaga na Libertadores via Campeonato Brasileiro, o Palmeiras depositou todas as suas esperanças na Copa do Brasil. E não decepcionou.
De quebra, a conquista ainda salva o trabalho do técnico Marcelo Oliveira e o deixa livre da "maldição" da Copa do Brasil. O treinador havia sido vice três vezes da competição, duas com o Coritiba e outra com o Cruzeiro, e impediu que a quarta medalha de prata fosse parar em seu currículo.
Agora, o Palmeiras se credencia para voltar a disputar a Copa Libertadores da América. Campeão em 1999, o time alviverde não joga o torneio desde 2013, quando caiu nas oitavas de final diante do mexicano Tijuana.
O Santos, por sua vez, pode se tornar o único grande paulista fora da competição continental no ano que vem, se o São Paulo confirmar o quarto lugar no Brasileirão na rodada do fim de semana. O Corinthians garantiu presença após conquistar a Série A de forma antecipada há duas semanas.
O jogo no Allianz Parque
A decisão começou eletrizante. Logo na saída de bola, aos dez segundos de partida, Arouca tocou, Barrios desviou e colocou Gabriel Jesus na cara do gol. Sozinho, o jovem chutou em cima de Vanderlei, que salvou com os pés e evitou o primeiro gol do Palmeiras.
Em seguida, aos 7 minutos, Zeca fez linda jogada pela esquerda e tocou para Marquinhos Gabriel, que cortou para o meio e parou em grande defesa de Fernando Prass. No rebote, Victor Ferraz chutou de dentro da área e carimbou a trave palmeirense.
O lance foi o único de perigo na etapa inicial. Melhor em campo, o Palmeiras por pouco não abriu o placar em pelo menos outras duas oportunidades.
Primeiro, João Pedro invadiu a área pela direita e cruzou. Dudu apareceu para finalizar, se jogou para alcançar, mas não conseguiu concluir em direção ao gol e mandou para o alto.
Depois, em boa troca de passes do Palmeiras, Robinho tocou de calcanhar para Gabriel Jesus, que foi desarmado por David Braz. A bola tocou no cotovelo do zagueiro, mas o árbitro Heber Roberto Lopes mandou o jogo seguir.
Aos 27, nova chance alviverde. Robinho cruzou da direita, a bola tocou no gramado e sobrou para Barrios. O centroavante desviou de cabeça para Vanderlei fazer uma linda defesa e evitar o primeiro gol do Palmeiras.
No segundo tempo, o Palmeiras continuou melhor na partida. Mesmo com a saída de Gabriel Jesus no fim da etapa inicial, após o jovem sentir dores e dar lugar a Rafael Marques.
Aos 11 minutos, enfim a rede foi balançada no Allianz Parque. Lucas Barrios fez a parede e deu bom passe para Robinho na área. O meio-campista tocou de lado e encontrou Dudu, em condição legal, para apenas desviar à rede de Vanderlei e abrir o placar, para explosão das arquibancadas alviverdes.
A partir do gol, o jogo ficou mais nervoso. Pior no clássico, o Santos tentava segurar a partida, sem levar perigo à defesa palestrina. O Palmeiras, por sua vez, passou a esbarrar nos próprios erros, e o clima de apreensão tomou conta também das torcidas, que se dividiram em vaias e gritos de incentivo.
Aos 39 minutos, Robinho cobrou a falta em jogada ensaiada, e Vitor Hugo desviou de cabeça para o meio da área. A bola passou por três defensores do Santos e sobrou para Dudu empurrar para a rede.
Podia ser o gol do título do Palmeiras, mas Marquinhos Gabriel cobrou o escanteio dois minutos depois, Werley desviou de calcanhar e a bola sobrou livre para Ricardo Oliveira na entrada da pequena área. O artilheiro do Brasileirão só empurrou para a rede e levou a decisão para os pênaltis.
Nos pênaltis, Zé Roberto, Jackson e Cristaldo converteram para a equipe alviverde, enquanto Geuvânio, Ricardo Oliveira e Lucas Lima converteram para o Santos. Rafael Marques, do Palmeiras, e os santistas Marquinhos Gabriel e Gustavo Henrique desperdiçaram.
Prass bateu o último, e converteu. O Palmeiras é tri da Copa do Brasil!

FICHA TÉCNICA:
PALMEIRAS 2 (4) X (3) 1 SANTOS
Local: Allianz Parque, em São Paulo (SP)
Data: 2 de dezembro de 2015, quarta-feira
Horário: 22 horas (de Brasília)
Árbitro: Heber Roberto Lopes (Fifa-SC)
Assistentes: Emerson Augusto de Carvalho e Marcelo Carvalho Van Gasse (ambos Fifa-SP)
Público: 39.660 expectadores
Renda: R$ 5.336.631,25
Cartões amarelos: Matheus Sales, João Pedro e Dudu (Palmeiras); Gabriel (Santos)
GOLS:
PALMEIRAS: Dudu, aos 11 e aos 39 do segundo tempo
SANTOS: Ricardo Oliveira, aos 41 minutos do segundo tempo
PALMEIRAS: Fernando Prass; João Pedro (Lucas Taylor), Jackson, Vitor Hugo e Zé Roberto; Matheus Sales e Arouca; Robinho, Dudu e Gabriel Jesus (Rafael Marques); Barrios (Cristaldo). Técnico: Marcelo Oliveira
SANTOS: Vanderlei; Victor Ferraz, Gustavo Henrique, David Braz (Werley) e Zeca; Renato, Thiago Maia (Paulo Ricardo) e Lucas Lima; Marquinhos Gabriel, Gabriel (Geuvânio) e Ricardo Oliveira. Técnico: Dorival Júnior
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Palmeiras quebra jejum de sete anos e é o único bicampeão com viradas


A conquista contra o Santos colocou o Palmeiras novamente em uma seleta listas de campeões da Copa do Brasil após perder o primeiro jogo da decisão. Em 26 edições do torneio, apenas três vezes, até esta quarta-feira, uma equipe havia sido campeã depois de ser derrotada na partida de ida.

O time alviverde já fazia parte deste grupo antes mesmo de 2015. Em 1998, o Palmeiras perdeu a ida por 1 a 0 contra o Cruzeiro e ficou com a taça depois de vencer por 2 a 0 na volta.
A primeira virada na história da competição foi em 1992. O Internacional levou 2 a 1 do Fluminense no Rio de Janeiro e depois garantiu o título com o 1 a 0 conquistado em Porto Alegre.
Já a última vez que isso aconteceu antes desta quarta-feira foi em 2008. O Sport perdeu a ida para o Corinthians, em São Paulo, por 3 a 1, mas, em Recife, levou a melhor por 2 a 0.
Vale lembrar que todas as viradas aconteceram quando o time vencedor jogou a partida de volta em casa. Desta forma, o Palmeiras é o único a conseguir esta proeza duas vezes.
ESPN

Marcelo Oliveira supera o estigma do vice e faz história com o Palmeiras


O momento era ruim, as críticas tornaram-se constantes e o clima pesou. No entanto, uma vitória, um jogo, mudou tudo. Marcelo Oliveira, enfim, pôde sorrir. De uma vez, o treinador derrubou duas pressões: tanto no profissional quanto no pessoal. Com a Copa do Brasil, o comandante quebrou um jejum e derrubou (pelo resultado) os questionamentos do futebol palmeirense.

Pessoalmente, a vitória acaba com o estigma de vice-campeão. Depois de três finais (2011 e 2012 pelo Coritiba e 2014 pelo Cruzeiro), enfim, Marcelo Oliveira vence a Copa do Brasil. O carma do fracasso no momento de decisão ficou no passado, e logo no momento em que o treinador mais sofreu fora dos gramados.
"Uma hora vai ganhar, é difícil chegar, sempre acredito, por mais que pessoas fora achavam que o Santos ia nos humilhar, não foi isso que aconteceu. Aqui tem trabalho, honestidade....esse momento é só comemorar. Não foi por acaso que ganhamos, poderíamos ter vencido no tempo normal", disse Marcelo Oliveira após a conquista nos pênaltis.
A reta final do Campeonato Brasileiro decepcionou. Da briga pelo G-4, o Palmeiras se tornou um mero coadjuvante. A falta de resultados gerou vaias, e o nome de Marcelo Oliveira deixou de se tornar unânime. No momento mais difícil, mais complicado, o técnico respondeu com o troféu e, de quebra, a vaga na Libertadores 2016, sonho distante na Série A.
O sorriso do treinador combinava com o do presidente Paulo Nobre. Depois de invadir o gramado para comemorar o título, o mandatário 'interrompeu' a entrevista concedida por Marcelo Oliveira para colocá-lo de fato na história alviverde. "Só tínhamos dois técnicos campeões no Palmeiras, ele é o terceiro", disse, em referência a Vanderlei Luxemburgo e Luiz Felipe Scolari.
Desde a Era Parmalat, somente Luxa e Felipão ganharam títulos expressivos pelo clube. Luxemburgo levantou a taça de dois Campeonatos Brasileiros (1993 e 1994), quatro Paulistas (1993, 1994, 1996 e 2008) e um Rio-São Paulo (1993). Por outro lado, Scolari levantou duas Copas do Brasil (1998 e 2012), Copa Mercosul (1998), um Torneio Rio-São Paulo (2000) e a tão sonhada Libertadores (1999).
O título acaba com os fracassos recentes de Marcelo Oliveira em finais. No ano de 2011, quando surgiu nacionalmente ao alcançar o recorde de 24 vitórias seguidas pelo Coritiba, o treinador perdeu a decisão para o Vasco, em pleno Couto Pereira. O triunfo por 3 a 2 não foi suficiente, e o clube paranaense desperdiçou a chance de levantar um troféu nacional pela segunda vez.
O campeão brasileiro de 1986 manteve a parceria com Marcelo Oliveira e retornou à final da Copa do Brasil em 2012. Desta vez, o adversário foi quem justamente quebrou o retrospecto ruim do treinador, o Palmeiras. Uma vitória por 2 a 0 e um empate decisivo por 1 a 1, gol do iluminado Betinho, deram o título ao clube de Palestra Itália. Mal sabia Marcelo que o destino os uniria.
Antes de quebrar a máxima do fracasso na final, Marcelo ainda passou por uma provação ainda maior. No ano passado, já consagrado pelo bicampeonato nacional em um Cruzeiro que encantou, o treinador falhou diante do maior rival. O Atlético-MG de Levir Culpi superou o adversário celeste nos dois embates (2 a 0 e 1 a 0) e ergueu de maneira inédita o troféu.
Agora a história foi outra. Considerado um dos principais técnicos brasileiros, Marcelo Oliveira, enfim, se consagrou na Copa do Brasil. De quebra, o comandante ainda registrou o nome na história da competição - agora de maneira mais do que positiva - em dois pontos.
O Palmeiras se tornou o primeiro clube a vencer por duas vezes o torneio depois de perder o jogo de ida da decisão. A segunda taça em um espaço de três anos também faz o clube de Palestra Itália se igualar ao Cruzeiro (1993-1996 e 2000-2003) e ao Grêmio (1994-1997), os únicos a conseguirem o feito. Marcelo Oliveira, queira ou não queiram, fez história nesta quarta-feira.
ESPN

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