quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

São Prass: após milagres na Copa do Brasil, canonização veio com o título

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Goleiro foi o grande destaque alviverde na primeira partida da grande final e ajudou a manter disputa em aberto






São Prass: após milagres na Copa do Brasil, canonização veio com o título

São Prass: após milagres na Copa do Brasil, canonização pode vir com o título



Não houve como assistir a bela atuação de Fernando Prass no primeiro duelo da grande final da Copa do Brasil contra o Santos, na Vila Belmiro, e não lembrar dos grandes jogos de um dos maiores ídolos da torcida do Palmeiras: São Marcos.
O goleiro alviverde fez ao menos cinco importantíssimas defesas que garantiram o resultado apertado para o santistas e manteve o título em aberto. Além disso, tanto nos minutos inicias, quanto no final do jogo, no pênalti e em um lance dos atacantes Ricardo Oliveira e Nilson, contou com a sorte, o que todo notável arqueiro deve ter.
Agora, o camisa 1 que chegou em 2013 para a disputada da Copa Libertadores e alcançou o título do Campeonato Brasileiro da Série B no mesmo ano, quer a conquista de uma grande competição para deixar seu nome na história do clube como um dos grandes defensores que o Palestra Itália já teve, no alto de seus 154 jogos com o manto palestrino.
No título da segunda divisão, mesma conquista que Marcos obteve pelo Verdão, Prass foi essencial. E mesmo no começo do ano, já havia feito a torcida sentir sua falta quando se contundiu e não conseguiu jogar as oitavas de final da Libertadores. Com falhas de Bruno, o Alviverde acabou eliminado após conquistar um empate em 0 a 0 fora de casa, contra o Tijuana do México.
O ano de 2014 foi extremamente difícil. Em maio, foi constatada uma fratura no cotovelo direito e afastou o atleta por um longo tempo. Ele acabou retornando somente em outubro e, mais uma vez, foi excepcional ao desenvolver boas atuações e evitar mais um rebaixamento, algo que ficou muito perto de acontecer.
Mas não é somente no título da Série B e nas contusões que Fernando se assemelha a Marcos. Na temporada de 2015, após a equipe passar por grandes reformulações e contar com algumas contratações badaladas, o Verdão chegou a final do Campeonato Paulista. Entretanto, para isso, foi preciso grande exibição do goleiro palmeirense contra o Corinthians, pegando dois pênaltis e levando a equipe adiante.
Diante do Fluminense, pelas semifinais da Copa do Brasil, não foi diferente. Após a vitória por 2 a 1 no Allianz Parque, novamente uma disputa nas penalidades máximas e o arqueiro verde e branco brilhou de novo ao defender a cobrança de Gustavo Scarpa e classificar os paulistas para a decisão.
Contudo, no caminho da santificação, Fernando Prass precisará operar muitos outros milagres e ajudar o elenco do Palmeiras na tentativa de conquistar a Copa do Brasil em casa, para uma arena lotada, em um verdadeiro caldeirão. Se título acontecer, definitivamente o goleiro marcará seu nome na história e ganhará o adjetivo de "são", sendo então canonizado São Prass de Allianz Parque, ao lado de São Marcos de Palestra Itália.



Como a final do Paulistão serviu de aprendizado para o Palmeiras


Finalistas do campeonato estadual no início do ano, Palmeiras e Santos se reencontram novamente na decisão da Copa do Brasil





Como a final do Paulistão serviu de aprendizado para o Palmeiras

Jogadores de ambas as equipes reclamam com o árbitro Vinícius Furlan, no clássico do Paulistão (Foto: Ricardo Nogueira / Folhapress)


Em 26 de abril, no Allianz Parque, e 3 de maio, na Vila Belmiro, foram disputadas as duas partidas da final do Campeonato Paulistade 2015, decidido entre Palmeiras e Santos. No jogo do final de abril, deu Verdão, 1 a 0. No confronto do início de maio, o Peixe fez 2 a 1, levando a decisão para a disputa de pênaltis. Convertendo todas as suas cobranças e contando com dois erros palmeirenses, o Santos se sagrou campeão paulista.
Muito mudou até que, em 25 de novembro, Santos e Palmeiras se reencontraram na Vila Belmiro, pela partida de ida da decisão daCopa do Brasil. Para ser campeão, o Palmeiras precisa vencer por dois de diferença, ou ter vitória simples para que haja disputa de penais no Allianz Parque. Mesmo assim, o Verdão se apoia no amadurecimento que o time teve durante o ano e nas coincidências, que são muitas.
Na final do torneio estadual, o Palmeiras venceu o primeiro jogo, em casa, por 1 a 0, em partida em que poderia ter feito mais diferença, principalmente no pênalti desperdiçado por Dudu, e que teve um defensor adversário, Paulo Ricardo, expulso. Na volta, perdeu o título. Na Copa do Brasil, primeiro jogo em Santos e situação muito semelhante: o time da casa venceu a primeira por 1 a 0, teve chances de aumentar o placar, no pênalti perdido por Gabriel e, principalmente, no lance sem goleiro em que Nilson chutou para fora.
Para a batalha de logo mais, as equipes vivem situações semelhantes, tendo ambas aberto mão do Campeonato Brasileiro para poupar o time para a Copa do Brasil. Entre o estadual e o atual momento, no entanto, o time praiano tem melhor aproveitamento: 57% em 48 jogos, contra 49% dos palestrinos em 47 partidas. Ao contrário do estadual, quando o Palmeiras era considerado favorito, o Santos chega como favorito para a conquista da taça.
O aprendizado que o Palmeiras pode utilizar em relação ao Paulistão para conquistar a Copa do Brasil se dá muito por conta da atitude. Nos jogos contra o Santos no Paulistão, a equipe se mostrou muito nervosa, principalmente na finalíssima, quando teve dois jogadores expulsos. Na própria Copa do Brasil, o time já demonstrou saber lidar com pressão, quando, nas quartas de final e na semifinal, respectivamente, precisou buscar o resultado contra Internacional e Fluminense, o último nos pênaltis, e obteve êxito. 
Outro ponto a ser destacado é a mudança no estilo de jogo. Marcelo Oliveira, mesmo contestado por parte da torcida alviverde, deu padrão de jogo ao time e o fez crescer enquanto ainda estava focado no Campeonato Brasileiro, chegando perto do G-4.


Fernando Prass, após conquista do tri da Copa do Brasil: "Estou flutuando ainda"


Goleiro alviverde foi personagem importante do Palmeiras durante toda a temporada, e teve mais uma atuação destacada no jogo que garantiu o título alviverde


Em toda a sua história, o Palmeiras foi reconhecido por ter grandes goleiros. Oberdan Cattani, Valdir de Moraes, Velloso, Sérgio, Marcos e tantos outros arqueiros colocaram seu nome na história do Alviverde imponente. Toda esquadra histórica começa com um bom goleiro. E os palmeirenses têm muito orgulho de ser uma das maiores equipes no futebol brasileiro em questão de goleiros históricos.
Após a saída de Marcos, Fernando Prass foi contratado. Diferentemente de tantos ícones do Palestra Itália, Prass não foi revelado nas categorias de base. Mas isso não quer dizer que seu nome não seria inscrito em mais uma página na história gloriosa do clube. O atual camisa 1 passou por momentos turbulentos, de muita dificuldade, mas a temporada 2015 foi para pôr seu nome nos registros mais brilhantes do Palmeiras.
Após eliminar o Corinthians no Campeonato Paulista na casa do rival, o Palmeiras enfrentou o Fluminense nas semifinais. Decisão por meio das penalidades máximas. Fernando Prass brilhou. No primeiro duelo decisivo contra o Santos, o Verdão perdeu, mas o goleiro se superou com importantes defesas que evitaram uma vantagem maior da equipe do litoral paulista.
No segundo e principal jogo do ano, Fernando Prass foi abraçado pela torcida por meio de gritos específicos, cantos entoados no maior potencial da voz de cada palestrino. Após o rolar da bola, 90 minutos de pura tensão, de brilho de Dudu no ataque e de destaque de Prass na retaguarda. Após o triunfo por 2 a 1, penalidades máximas. O camisa 1 defendeu a primeira cobrança da série, e garantiu otricampeonato da Copa do Brasil com um chute forte, rasteiro, para estufar as redes e correr para a comemoração junto com os companheiros de elenco e de comissão técnica, além da torcida.
A euforia começou a aumentar descontroladamente, e sem nenhuma restrição. E ainda bastante emocionado, numa mistura de risadas, gritos, choro e lágrimas, Fernando Prass conversou com a imprensa e afirmou que agora é curtir o momento e exaltar a conquista do tricampeonato da competição considerada a mais democrática do país.
“Eu nunca imaginei isso [bater pênalti], mas estava confiante. Para falar a verdade, nem sei onde bati. Vamos descansar, tem que comemorar para caramba. Que nem o Marcão falou, tem de entrar dentro da garrafa. Quem fez o mosaico [em homenagem a Prass] achava que estava prevendo alguma coisa. Queria agradecer, eu sinceramente não esperava. Estou flutuando ainda. Amanhã é que vou acordar, tomar pé da situação, para ver como vai ficar”, afirmou o goleiro.
Fernando Prass renovou o vínculo contratual com o Palmeiras até o fim do ano de 2017. Até lá, quando o goleiro estará com 39 anos de idade, cada palestrino, presente ou não no Allianz Parque no jogo mais feliz do ano, espera que o ídolo palmeirense faça jus a um dos versos mais cantados do hino, com “uma defesa que ninguém passa”.

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