Treinador revela preocupação com jogo aéreo rubro-negro e diz que vai procurar anulá-lo
Dal Pozzo afirma que o Timbu não vai mudar seu estilo de jogo por causa do rival
A presença de Túlio de Melo dentro da área adversária e os gols que o centroavante tem marcado nas últimas partidas tem sido a principal arma ofensiva do Sport. Explorando as habilidades do atacante no jogo aéreo, a equipe comandanda por Falcão recorre com frequência à amplitude e profundidade laterais. Características que não passam despercebidas pelo técnico do Náutico. Ciente da força rubro-negra nas bolas alçadas na área, Gilmar Dal Pozzo revela ter realizado trabalho específico para anular este tipo de jogada. O treinador, entretanto, garante que o Náutico não vai mudar seu modelo de jogo por conta de um adversário.
Ao contrário de Paulo Roberto Falcão, que não prestou declarações à imprensa na antevisão do clássico, Dal Pozzo falou. Embora tenha fechado o treino para definir os últimos detalhes - como dirimir as dúvidas que tem para substituir o suspenso Rodrigo Souza e suprir a lacuna no ataque deixada pelas lesões de Bergson e Rafael Ratão - e tenha preferido fazer mistério quanto à escalação, Dal Pozzo não se esquivou de comentar o que espera do grande jogo da quinta rodada do Estadual.
Para o treinador alvirrubro, a bola aérea rubro-negra e a força de Túlio de Melo na área são preocupações. “É um fundamento que agente vem trabalhando algum tempo também. E intensificou hoje”, revelou. Para Dal Pozzo, porém, o Náutico tem que procurar anular estas jogadas desde seu início. “Vejo que é na origem da jogada. Não deixar que a bola chegue com qualidade em um setor do campo, para, assim, não chegar bem para o Túlio”, descreveu. “Porque se houver um bom cruzamento, bom passe, o túlio vai fazer a diferença, porque ele é alto, tem boa impulsão e é bom na área”, alertou.
O comandante timbu, contudo, fez questão de ressaltar que seu time não vai alterar suas características para jogar em função do adversário. Na visão do técnico, o Náutico já tem um trabalho de seis meses consolidado e que vai ser mantido. “Já temos uma maneira de jogar. Independente de jogar em casa ou fora”, disse. “Não vamos mudar o que é um trabalho de seis meses. Não podemos fugir das nossas características”, enfatizou.
Dal Pozzo recorreu ao mesmo argumento para explicar porque não vai explorar apenas a pressão alta na saída de bola, ponto em que o Sport demonstrou dificuldade contra o Santa Cruz. “Nós temos o trabalho da pressão alta, meia pressão e pressão baixa. Vamos marcar pressão quando a gente entender que tem que marcar. Ela é determinada e é conforme a bola. Mas, em determinados momentos, vamos fazer essa pressão alta para pressionar a equipe do Sport.”
Para o treinador alvirrubro, a bola aérea rubro-negra e a força de Túlio de Melo na área são preocupações. “É um fundamento que agente vem trabalhando algum tempo também. E intensificou hoje”, revelou. Para Dal Pozzo, porém, o Náutico tem que procurar anular estas jogadas desde seu início. “Vejo que é na origem da jogada. Não deixar que a bola chegue com qualidade em um setor do campo, para, assim, não chegar bem para o Túlio”, descreveu. “Porque se houver um bom cruzamento, bom passe, o túlio vai fazer a diferença, porque ele é alto, tem boa impulsão e é bom na área”, alertou.
O comandante timbu, contudo, fez questão de ressaltar que seu time não vai alterar suas características para jogar em função do adversário. Na visão do técnico, o Náutico já tem um trabalho de seis meses consolidado e que vai ser mantido. “Já temos uma maneira de jogar. Independente de jogar em casa ou fora”, disse. “Não vamos mudar o que é um trabalho de seis meses. Não podemos fugir das nossas características”, enfatizou.
Dal Pozzo recorreu ao mesmo argumento para explicar porque não vai explorar apenas a pressão alta na saída de bola, ponto em que o Sport demonstrou dificuldade contra o Santa Cruz. “Nós temos o trabalho da pressão alta, meia pressão e pressão baixa. Vamos marcar pressão quando a gente entender que tem que marcar. Ela é determinada e é conforme a bola. Mas, em determinados momentos, vamos fazer essa pressão alta para pressionar a equipe do Sport.”
superesportes
Dal Pozzo diz que Náutico pode explorar contra-ataques, mas que esta é apenas um aspecto
Com o Sport precisando da vitória e jogando em casa, Timbu pode ter mais espaços
O Náutico chega ao Clássico dos Clássicos com um retrospecto invejável. Em quatro rodadas no Campeonato Pernambucano, venceu seus quatro jogos e não sofreu nenhum gol. É o líder absoluto da competição, com cinco pontos de avanço sobre o vice-líder, Salgueiro. Neste domingo, o Timbu vai à Ilha do Retiro encarar o Sport. Com seis pontos e sob o risco de sair do G4 em caso de derrota, o Leão vai para o confronto precisando muito mais do triunfo do que a equipe alvirrubra. Possibilidade para que o Náutico possa explorar eventuais brechas no sistema defensivo do rival.
Neste Estadual, em que pese o excelente início com vitórias em todas as partidas, o Náutico encontrou dificuldades sempre que enfrentou um adversário mais fechado em seu sistema defensivo. Foi assim contra o Central e o América, bem como a bem montada equipe do Salgueiro. No Clássico das Emoções, com um jogo mais franco e aberto de ambos os lados, o Timbu triunfou na exploração da transição ofensiva rápida de seus atacantes. Arma que se mostrou letal, também, na vitória em Caruaru. E que pode voltar a ser usada neste domingo, contra o Sport.
Dal Pozzo, entretanto, não espera que o Sport vá dar facilidade ao Náutico. “Toda equipe que não joga de forma equilibrada e se expõe demais, ela proporciona ao adversário o contra-ataque, a transição rápida”, avaliou. O que, no entendimento do treinador alvirrubro, não acontece com o time rubro-negro. “O Sport joga com uma linha quatro (com um zagueiro numa lateral), três volantes por dentro. Não é uma equipe que só tem vocação ofensiva. Vejo o Sport uma equipe muito equilibrada em todos os setores do campo.”
Neste Estadual, em que pese o excelente início com vitórias em todas as partidas, o Náutico encontrou dificuldades sempre que enfrentou um adversário mais fechado em seu sistema defensivo. Foi assim contra o Central e o América, bem como a bem montada equipe do Salgueiro. No Clássico das Emoções, com um jogo mais franco e aberto de ambos os lados, o Timbu triunfou na exploração da transição ofensiva rápida de seus atacantes. Arma que se mostrou letal, também, na vitória em Caruaru. E que pode voltar a ser usada neste domingo, contra o Sport.
Dal Pozzo, entretanto, não espera que o Sport vá dar facilidade ao Náutico. “Toda equipe que não joga de forma equilibrada e se expõe demais, ela proporciona ao adversário o contra-ataque, a transição rápida”, avaliou. O que, no entendimento do treinador alvirrubro, não acontece com o time rubro-negro. “O Sport joga com uma linha quatro (com um zagueiro numa lateral), três volantes por dentro. Não é uma equipe que só tem vocação ofensiva. Vejo o Sport uma equipe muito equilibrada em todos os setores do campo.”
superesportes
Amigos e vizinhos, Júlio César e Danilo Fernandes se enfrentam pela primeira vez
Goleiro de Náutico e Sport cultivam amizade desde os tempos de Corinthians
Já são mais de 10 anos de amizade. Iniciada desde os tempos do Corinthians, onde ambos se profissionalizaram. Porém, pela primeira vez em suas carreiras, os goleiros Danilo Fernandes e Júlio César estarão em lados opostos. Defendendo as metas de Sport e Náutico, respectivamente, no Clássico dos Clássicos do próximo domingo, na Ilha do Retiro, pelo Campeonato Pernambucano. Rivais por apenas noventa minutos. Parceiros para o resto da vida, garantem.
A parceria entre os dois, inclusive, ajudou Danilo Fernandes a decidir pelo Sport. Antes de acertar com o clube rubro-negro, o goleiro ligou para o amigo Júlio César, no Náutico desde 2014, para pegar informações sobre o Recife, já que seria a primeira vez que moraria fora de São Paulo. E só escutou elogios à cidade. Hoje, ambos moram no mesmo condomínio e costumam se encontrar fora dos campos, com a amizade se estendendo para as famílias. Por tudo isso, os elogios e o respeito são mútuos. Assim com a certeza de que no domingo, cada um vai fazer o melhor para defender o seu lado.
"Danilo é mais que um amigo, é um irmão. Tenho o maior carinho por ele. Ele foi meu parceiro na concentração no Corinthians. Nossas famílias se conhecem e costumamos nos encontrar fora de campo. Hoje somos vizinhos e só tenho coisas boas para falar dele. Mas domingo cada um vai defender sua equipe. Ele está em um ótimo momento e espero que continue assim. Mas espero que a nossa equipe saiba furar esse bloqueio no domingo e saia de campo com a vitória", destacou o alvirrubro Júlio César, que ainda não levou gols na temporada.
"No ano passado eu estava no banco de reservas nos confrontos contra o Náutico. Vai ser uma experiência legal enfrentá-lo. Temos uma amizade muito grande fora de campo. Júlio é um amigo que conquistei no futebol e que vou levar para o resto da vida. É um cara que tem meu respeito e minha admiração. Quem o conhece sabe a pessoa e o caráter que ele tem. É um cara que dispensa comentários", completou o amigo Danilo Fernandes.
O goleiro rubro-negro, por sinal, também tem no arqueiro alvirrubro um espelho. Por ser quatro anos mais novo, Danilo Fernandes procurava aprender com as atuações do amigo, então já na equipe titular do Corinthians. "Por ele ser mais velho, ficava observando o Júlio nos treinamentos. E uma característica que gosto nele é a tranquilidade. Não se deixa levar pelos elogios e também não se abate com as críticas. É um cara bem focado no que ele quer, de cabeça tranquila e bem concentrado no trabalho. Além de ter confiança nele mesmo. Acho isso importante e passa tranquilidade para a equipe", pontuou. "Mas não posso elogiar muito ele em véspera de clássico", brincou o rubro-negro. Adversário apenas no domingo.
superesportes
Nenhum comentário:
Postar um comentário