Desde que assumiu Flu, presidente convive com crises no futebol, pressão política e desentendimentos para fazer trocas no departamento mais importante das Laranjeiras
São 1900 dias, a serem completados nesta sexta-feira. E, apesar de um título brasileiro e outro carioca, além de boas campanhas na Libertadores, Peter Siemsen convive constantemente com crises no futebol do Fluminense. Desde o início da gestão, em 15 de dezembro de 2010, o presidente trabalhou com nove técnicos e outros nove dirigentes diferentes. Os três últimos, Mário Bittencourt, Fernando Simone e Eduardo Baptista, afastados do clube na quinta-feira, servem de exemplo para as demais trocas: má fase do time, pressão política e desentendimentos internos.
Além da falta de continuidade e da implantação de uma política de futebol, o Flu amarga prejuízo financeiro. A maior parte desses treinadores ainda recebe indenização, parcelada em longas prestações. Eduardo Baptista, cuja multa contratual era de um salário, aumentará a lista. Toda a sua comissão recebia R$ 300 mil. Outros departamentos do clube, como o marketing, e as diversas vice-presidências também passaram por mudanças diversas vezes.
Peter assumiu o cargo em dezembro de 2010, porém, o futebol, sob seu comando, começou a ter atividades em janeiro do ano seguinte. À época, Muricy Ramalho era o treinador. O título nacional da temporada anterior o manteve no cargo apesar da troca de direção - o vice de futebol Alcides Antunes também permaneceu. O técnico ficou até pedir demissão em março, no dia seguinte à exoneração de Alcides, alegando falta de condições de trabalho - cujo ápice foi o famoso episódio da reclamação da existência de ratos no vestiário das Laranjeiras. Até Abel Braga ser contratado, Enderson Moreira foi interino por pouco mais de dois meses, entre março e maio de 2011.
Entre a saída de Antunes e a chegada de Sandro Lima, o Sandrão, Mário Bittencourt exerceu o cargo de assessor da presidência. Mas na prática trabalhava como um gerente de futebol. Já Abel foi o treinador com mais longevidade na gestão Peter, a maior parte do tempo com Sandrão como vice de futebol e Rodrigo Caetano como executivo. Foram dois anos, um mês e 16 dias, um título brasileiro e um carioca. Foi demitido após derrota por 2 a 0 para o Grêmio pelo campeonato nacional. Em uma saída em que até ele concordou. Com o clube em má fase no meio de 2013, lutando contra o rebaixamento, a solução encontrada foi Vanderlei Luxemburgo. Uma imposição de Celso Barros, presidente da Unimed, então parceira do clube. A partir daí, o Flu passou a ser um vai e vem de treinadores.
- Peter é um presidente competente, sério e honesto. Porém, cede muito às pressões que recebe - conta um antigo dirigente tricolor.
Luxa saiu, Dorival Júnior veio. No fim daquele ano, após a saída de Sandrão, Peter acumulou a vice-presidência de futebol de setembro a dezembro. Em campo, o clube fez campanha ruim no Brasileiro e acabou rebaixado para a Série B. A queda só não se consumou porque Portuguesa e Flamengo escalaram atletas irregulares e, no STJD, a Lusa caiu de divisão.
Em 2014, mais mudanças por pressão política e recordes negativos. Peter não queria, mas Renato Gaúcho foi contratado. Celso impôs novamente. A demissão dele, desejo do presidente, pôs fim à relação com o todo poderoso da Unimed - que seria oficializada no fim da temporada. Felipe Ximenes ficou apenas um mês e cinco dias no cargo de diretor executivo. Ricardo Tenório, que iniciou o ano como vice de futebol, também ficou pouco tempo no clube: quatro meses.
A partir dali, todos os treinadores passaram a ser pagos exclusivamente pelo clube, dentro da filosofia de Peter de apostar em técnicos novos e baratos: Cristóvão Borges (ainda com a Unimed como patrocinadora, mas sem o aval de Celso), Ricardo Drubscky, Enderson Moreira e Eduardo Baptista. O que não significou paz. Em momentos de má fase, conselheiros situacionistas ou oposicionistas pediam trocas.
Peter comentou o tema na entrevista coletiva em que justificou as saídas de Mario, Simone e Eduardo na última quinta. Ao entender que Mario tinha a pretensão de ser candidato em novembro, quando associados irão escolher o mandatário por mais três anos, o presidente falou das pressões políticas.
- Política gera conflitos e debates em ano eleitoral nos clubes. Cada um faz a sua campanha. Por vezes, as coisas nem aconteciam. Isso prejudica o futebol. Vinha amadurecendo essa ideia (da saída do Mario). Respeito a história dele e a vontade política dele. Desejo sorte ao projeto pessoal. Mas esse projeto não pode prejudicar o clube. Foi uma decisão de proteção a área do futebol. Enquanto não estiver tudo bem organizado, prefiro me afastar de qualquer campanha. Mais para frente vou avaliar as candidaturas existentes e no momento certo vou me manifestar - disse Peter.
Sem técnico, o Flu terá os treinos comandados por Marcão, auxiliar permanente do clube. O próximo jogo é na quarta-feira contra o Friburguense, em Friburgo, pelo Campeonato Carioca.
GLOBO.COM
Quase 110 anos após o primeiro confronto entre Fluminense e Botafogo válido pelo Campeonato Carioca - jogo ocorreu no dia 13 de maio de 1906, com goleada Tricolor por 8 a 0 - o estadual terá pela primeira vez o tradicional clássico Vovô disputado fora do estado do Rio de Janeiro. A partida, válida pela sexta rodada da competição, está marcada para essa quarta-feira, às 21h45, no estádio Kleber Andrade, em Cariacica, no Espírito Santo. Será o nono duelo entre as equipes no decorrer da história realizado longe do Rio de Janeiro. Nos oito jogos até agora - seis no Brasil e dois no exterior -, o Glorioso leva pequena vantagem. São quatro vitórias, contra três do Flu e apenas um empate. O curioso é que ambos marcaram 10 gols nesses confrontos.
No entanto, se levarmos em consideração todas as partidas válidas pelo Cariocão, a superioridade é do clube das Laranjeiras. Foram 227 duelos, com 90 vitórias do Tricolor, 73 do Botafogo e 64 empates. O Flu marcou 361 gols (média de 1,59), e o Alvinegro 317 (média de 1,40). No histórico geral, a supremacia também é Tricolor. São 356 jogos, com 134 vitórias do Fluminense, 116 do Botafogo e 106 empates. O Tricolor fez 567 gols (média de 1,59), e o Glorioso 513 (média de 1,44). Os maiores goleadores do clássico são o tricolor Welfare (17 gols), o alvinegro Heleno (16 gols), o tricolor Waldo (14) e o tricolor Fred (13).Enquanto o Botafogo fará a sua estreia fora do Rio em partidas pelo Carioca, o Flu entrará em campo pela segunda vez. Na primeira, foi derrotado pelo Flamengo por 2 a 1, no último domingo, em Brasília. O primeiro clássico Vovô fora do Rio foi disputado no estádio Centenário, no Uruguai, no dia 3 de fevereiro de 1953, com vitória do Botafogo por 2 a 1 pela Copa Montevideo. As duas equipes também já se enfrentaram em Ribeiro Preto (Fluminense 3 x 1 Botafogo, pela Copa Ribeirão Preto, em 1965), Belém (Fluminense 3 x 0 Botafogo, pelo Torneio Quadrangular Pará-Guanabara, em 1966) e em Berna, na Suíça (Botafogo 2 x 0 Fluminense, pelo Torneio de Berna, em 1989). No Brasileiro, foram mais quatro duelos em Cariacica (empate por 1 a 1, em 1995), Juiz de Fora (Fluminense 2 x 1 Botafogo, em 2001), São Lourenço da Mata-PE (Botafogo 1 x 0 Fluminense, em 2013) e Brasília (Botafogo 2 x 0 Fluminense, em 2014). Por sinal, Cariacica será palco do duelo pela segunda vez.
Confira os confrontos entre Fluminense e Botafogo ao longo da história disputados fora do estado do Rio de Janeiro3 de fevereiro de 1953 - Botafogo 2 x 1 Fluminense - Copa Montevideo - Estádio Centenário - Montevideo, Uruguai
6 de junho de 1965 - Fluminense 3 x 1 Botafogo - Copa Ribeirão Preto - Estádio Palma Travassos - Ribeirão Preto, São Paulo
8 de maio de 1966 - Fluminense 3 x 0 Botafogo - Torneio Quadrangular Pará-Guanabara - Estádio Evandro Almeida - Belém, Pará
12 de julho de 1989 - Botafogo 2 x 0 Fluminense - Torneio de Berna - Estádio Wankdorf - Berna, Suíça
3 de dezembro de 1995 - Fluminense 1 x 1 Botafogo - Campeonato Brasileiro - Estádio Engenheiro Araripe - Cariacica, Espírito Santo
6 de outubro de 2001 - Fluminense 2 x 1 Botafogo - Campeonato Brasileiro - Estádio Mário Helênio - Juiz de Fora, Minas Gerais
7 de julho de 2013 - Botafogo 1 x 0 Fluminense - Campeonato Brasileiro - Arena Pernambuco - São Lourenço da Mata, Pernambuco
17 de agosto de 2014 - Botafogo 2 x 0 Fluminense - Campeonato Brasileiro - Arena Mané Garrincha - Brasília
4 vitórias do Botafogo
1 empate
3 vitórias do Fluminense
Botafogo leva a melhor sobre o Fluminense nos jogos fora do Rio
Por Eduardo de Sousa
No entanto, se levarmos em consideração todas as partidas válidas pelo Cariocão, a superioridade é do clube das Laranjeiras. Foram 227 duelos, com 90 vitórias do Tricolor, 73 do Botafogo e 64 empates. O Flu marcou 361 gols (média de 1,59), e o Alvinegro 317 (média de 1,40). No histórico geral, a supremacia também é Tricolor. São 356 jogos, com 134 vitórias do Fluminense, 116 do Botafogo e 106 empates. O Tricolor fez 567 gols (média de 1,59), e o Glorioso 513 (média de 1,44). Os maiores goleadores do clássico são o tricolor Welfare (17 gols), o alvinegro Heleno (16 gols), o tricolor Waldo (14) e o tricolor Fred (13).Enquanto o Botafogo fará a sua estreia fora do Rio em partidas pelo Carioca, o Flu entrará em campo pela segunda vez. Na primeira, foi derrotado pelo Flamengo por 2 a 1, no último domingo, em Brasília. O primeiro clássico Vovô fora do Rio foi disputado no estádio Centenário, no Uruguai, no dia 3 de fevereiro de 1953, com vitória do Botafogo por 2 a 1 pela Copa Montevideo. As duas equipes também já se enfrentaram em Ribeiro Preto (Fluminense 3 x 1 Botafogo, pela Copa Ribeirão Preto, em 1965), Belém (Fluminense 3 x 0 Botafogo, pelo Torneio Quadrangular Pará-Guanabara, em 1966) e em Berna, na Suíça (Botafogo 2 x 0 Fluminense, pelo Torneio de Berna, em 1989). No Brasileiro, foram mais quatro duelos em Cariacica (empate por 1 a 1, em 1995), Juiz de Fora (Fluminense 2 x 1 Botafogo, em 2001), São Lourenço da Mata-PE (Botafogo 1 x 0 Fluminense, em 2013) e Brasília (Botafogo 2 x 0 Fluminense, em 2014). Por sinal, Cariacica será palco do duelo pela segunda vez.
Confira os confrontos entre Fluminense e Botafogo ao longo da história disputados fora do estado do Rio de Janeiro3 de fevereiro de 1953 - Botafogo 2 x 1 Fluminense - Copa Montevideo - Estádio Centenário - Montevideo, Uruguai
6 de junho de 1965 - Fluminense 3 x 1 Botafogo - Copa Ribeirão Preto - Estádio Palma Travassos - Ribeirão Preto, São Paulo
8 de maio de 1966 - Fluminense 3 x 0 Botafogo - Torneio Quadrangular Pará-Guanabara - Estádio Evandro Almeida - Belém, Pará
12 de julho de 1989 - Botafogo 2 x 0 Fluminense - Torneio de Berna - Estádio Wankdorf - Berna, Suíça
3 de dezembro de 1995 - Fluminense 1 x 1 Botafogo - Campeonato Brasileiro - Estádio Engenheiro Araripe - Cariacica, Espírito Santo
6 de outubro de 2001 - Fluminense 2 x 1 Botafogo - Campeonato Brasileiro - Estádio Mário Helênio - Juiz de Fora, Minas Gerais
7 de julho de 2013 - Botafogo 1 x 0 Fluminense - Campeonato Brasileiro - Arena Pernambuco - São Lourenço da Mata, Pernambuco
17 de agosto de 2014 - Botafogo 2 x 0 Fluminense - Campeonato Brasileiro - Arena Mané Garrincha - Brasília
4 vitórias do Botafogo
1 empate
3 vitórias do Fluminense
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