sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

OPINIÃO DOS BLOGUEIROS


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Verdão enfim vence. E bem


Depois de cinco jogos sem ganhar, o Palmeiras foi a Piracicaba e, diante de quase 11 mil pagantes, goleou o XV.
Goleou e jogou bem, principalmente no segundo tempo.
No primeiro, abriu o placar com Victor Hugo, de cabeça, no lance seguinte a um pênalti não marcado para o time da casa, mão na bola do zagueiro Roger Carvalho, daquelas que antigamente não era nada e hoje é.
Os primeiros 10 minutos do visitante foram muito bons, mas o domínio não resultou em gol, que só saiu aos 42 minutos.
No começo do segundo tempo a superioridade palmeirense se repetiu, com a diferença de que Gabriel Jesus, logo aos 2, ampliou para 2 a 0.
O que parecia resolvido não estava, porque Rivaldinho, o filho do grande Rivaldo, pegou um chute mascado com um zagueiro palmeirense e encobriu Fernando Prass: 2 a 1, aos 5.
O jogo ficou franco e Alecsandro, aos 17, chutou de fora da área e contou com a colaboração do goleiro quinzista:3 a 1.
Aí foi a vez de o Palmeiras sofrer um pênalti, em Gabriel Jesus, claramente empurrado, e o assoprador não apitar.
Mas em seguida aconteceu o ponto alto do jogo, quando Robinho fez um lançamento sensacional para Gabriel Jesus e o menino encobriu o goleiro com muita categoria.
Um golaço para fechar a goleada, 4 a 1,  aos 21.
Nos acréscimos, Fernando Prass deu o ar de sua graça numa defesa espetacular.
O Palmeiras precisava de uma vitória assim, por mais que ainda tenha que melhorar, como, de resto, todos têm em começo de temporada.
Juca Kfouri

Siemsen diz que demitiu vice por telefone por demitir técnico pela mídia

O presidente do Fluminense, Peter Siemsen, garante que só demitiu o vice-presidente de futebol, Mario Bittencourt, por telefone, por saber que ele havia informado a demissão do treinador Eduardo Baptista em conversas com jornalistas. Segundo Siemsen, ele havia convocado uma reunião com o vice-presidente, Bittencourt, e com o gerente de futebol, Fernando Simone, para o início da tarde. Anunciaria a saída de Bittencourt, por julgar que seus compromissos políticos são incompatíveis com a atuação como vice de futebol.
Na conversa por telefone, Siemsen ouviu deste colunista que esta decisão deveria ter sido tomada no dia 31 de dezembro.
Siemsen diz que conversou com Bittencourt depois do anúncio da demissão de Eduardo Baptista e anunciou sua saída por telefone apenas porque o vice de futebol comunicou a decisão da saída do treinador por meio da imprensa. “Ele me perguntou com voz branda: 'É isso mesmo?' E respondi que sim.'' O relato é de Siemsen sobre o momento da demissão de Bittencourt por telefone, antes de autorizar o site do Fluminense a publicar a nota sobre sua saida.
O próximo passo é a troca do treinador. Até às 17h, Siemsen afirmava que conversaria com Eduardo Baptista. Que estava inclinado a demitir, mas queria ouvir seu relato sobre o trabalho e sobre os próximos passos antes de tomar a decisão definitiva. Siemsen garante que não tem conversas com outros treinadores. O grupo de Mario Bittencourt ouve que há conversas com Levir Culpi há dez dias. O presidente nega.
Mario Bittencourt é candidato à sucessão de Peter Siemsen. O presidente diz que há alguns meses avisou-o de que não teria seu apoio.
PVC


Aidar trocou ‘cardeal’ que defendia SPFC de graça por avogados de R$ 8 mi


Uma cobrança milionária da Receita Federal e a decisão da antiga diretoria do São Paulo de trocar uma defesa gratuita contra o órgão sob a assinatura de um “cardeal'' do clube por advogados pagos. Esse é o  enredo do novo atrito político no Morumbi.
O blog apurou que o novo escritório já cobrou cerca de R$ 8 milhões pelo serviço. Porém, o atual presidente, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, suspendeu o pagamento no momento em que ele estava aproximadamente na metade. Além disso, deixou o caso exclusivamente com Ives.
O caso foi conhecido após o Conselho Consultivo enviar na última terça aos conselheiros carta recebida pelo órgão em novembro de 2015 na qual Ives Gandra Martins, um dos principais “cardeais'' tricolores, relata que há 11 anos defendia o clube de autos de infração lavrados pela Receita Federal sem cobrar honorários. Ele conta que foi surpreendido pela decisão da administração de Carlos Miguel Aidar de contratar um escritório de advocacia para cuidar de um dos casos que ele tocava de graça desde o ano anterior.
Ives afirma que a estratégia adotada pelos advogados contratados pode resultar em prejuízo ao clube. O valor da causa é de R$ 40 milhões e o São Paulo já sofreu derrota em primeira instância com imposição de sucumbência ao clube correspondente a 10% dessa quantia. O valor exato da cobrança não está disponível no site da Justiça Federal.
O “cardeal'' explica em sua mensagem que num processo administrativo da Receita Federal contestava a cobrança de COFINS (Contribuição Para o Financiamento da Seguridade Nacional) referente à negociações de jogadoresq por entender que se trata de venda de ativos que ficam fora da base de cálculo de contribuições federais.
Em seu comunicado, o conselheiro não fala o nome do escritório contratado e nem os valores cobrados por ele.
O clube havia obtido uma vitória, sofrido uma de derrota e aguardava a decisão sobre recurso especial quando os novos advogados resolveram entrar com uma ação na Justiça para tentar rechaçar a cobrança. Segundo Ives, a ação judicial representa renúncia tácita ao processo administrativo, tirando a chance, considerada boa pelo conselheiro, de o recurso triunfar.
O processo na Justiça, ainda segundo sua explicação, dá à Receita Federal o direito de executar o clube, pedir penhora de bens ou fiança bancária para garantir o pagamento, além de inscrever o débito na dívida ativa, impedindo o São Paulo de obter CND (Certidão Negativa de Débitos).
O clube ainda viu a Justiça, em primeira instância, considerar o novo processo improcedente.
“Diante desse quadro, só nos resta advertir V.S. sobre as consequências que advirão do procedimento adotado, bem como lamentar profundamente que a contratação, à nossa revelia, de outro advogado para discutir judicialmente o que vínhamos defendendo administrativamente tenha comprometido irrecuperavelmente a estratégia que desde 2014 desenvolvemos pro bono para o SPFC”, diz Ives no encerramento de seu comunicado, enviado também para  Leco.
Nesta quinta, Aidar respondeu às críticas de Ives, demonstrando respeito pelo conselheiro, por meio de uma carta aos membros do conselho. Ele alega que, como não existia (e diz não existir ainda) decisão sobre o processo administrativo que impeça bloqueio de recursos do clube para pagamento da dívida cobrada pela Receita Federal, não restou alternativa a não ser recorrer à Justiça para tentar suspender as cobranças.
“Não ter procurado o doutor Ives para cuidar da autuação, como lhe expus pessoalmente, foi meu erro, mas me recordo do imenso receio que tive sobre o chamado crime do colarinho branco (sonegação fiscal, ordem tributária, apropriação indébita) e suas consequências pessoais aos responsáveis com risco de prisão, conforme me alertou à época o conselheiro Antônio Cláudio Mariz de Oliveira”, afirmou Aidar em seu comunicado.
Procurado pelo blog, ele se limitou a enviar cópias de cobranças feitas pela Receita Federal, Ives não respondeu à solicitação de entrevista feita por e-mail. Paulo Mutti, atual diretor jurídico, não atendeu aos telefonemas do blog.
O processo na Justiça segue com pedido de recurso do São Paulo. No Conselho Deliberativo, deve haver cobrança para Aidar dar mais explicações para ter trocado um trabalho gratuito por outro remunerado.
Perrone

Novo presidente só limpará Fifa se interferir em filiadas como a CBF

Após 42 anos, nesta sexta-feira, a Fifa tem a chance de eleger um presidente e encerrar de vez a era Havelange-Blatter. Um novo comandante, no entanto, não é suficiente para limpar a corrupção na entidade. É preciso uma faxina em boa parte das 209 associações eleitoras na votação da federação internacional.
Não é difícil chegar a constatação de que os problemas do futebol mundial estão na base de seu poder. Os casos de corrupção descobertos pelo FBI envolvem uma série de presidentes de federações nacionais. Veja o caso da América do Sul, onde dirigentes de nove dos dez países da Conmebol foram acusados de receber propinas.
Essa realidade se estende para a América Central e do Norte nos casos investigados pelo FBI. Mas escândalos anteriores também pegaram cartolas africanos, asiáticos, europeus e da Oceania. Não há continente imune à praga.
Ora, de que adianta implementar uma série de reformas na Fifa para criar uma governança correta se o poder político continuar nas mãos de entidades sem controle ou fiscalização?
Peguemos o nosso exemplo por aqui. Após tudo que aconteceu no país, com três ex-presidentes acusados de receber propina em processo na Justiça Norte-Americana, lá está o Coronel Nunes a nos representar na eleição da Fifa. Esse Coronel Nunes alçado ao poder por uma manobra feita pelo afastado Marco Polo Del Nero que continua a dar as cartas na entidade de longe.
Se dentro do âmbito do futebol nacional não existir mudança, não haverá mudança nenhuma. Seria como a CBF propor uma reforma no futebol brasileiro e não querer mexer na estrutura viciada da a maioria das federações. (Aliás isso está em curso por aqui)
Entre os cinco candidatos à presidência da Fifa, nenhum deles propôs de fato uma reforma que comece por baixo e exija um novo tipo de governança das associações nacionais. Que jogadores possam votar para presidente, maior poder aos clubes, fim de cláusulas de barreiras eleitorais, transparência de contas, etc. Claro, não é popular falar em obrigações para eleitores.
Mas essas medidas devem ser impostas pela Fifa sobre suas filiadas por meio de obrigações estatutárias, e com o risco de desfiliação no caso de descumprimento. Qualquer coisa diferente disso terá pouco efeito no triste quadro geral do futebol. Se não for para mudar tudo, era melhor deixar o Blatter por lá. Pelo menos ele nos divertia com sua tragédia.
Rodrigo Mattos

“EI não teve coragem de peitar a Globo na hora H”, diz Ataíde Gil Guerreiro


Às 19h da terça-feira, dia 23, Ataíde Gil Guerreiro ligou para Bernardo Ramalho, diretor do Esporte Interativo. Faltava meia hora para o início da reunião do Conselho Deliberativo do São Paulo, que analisaria a proposta da Rede Globo de Televisão para os direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro a partir de 2019.
A conversa foi em tom dramático. Ataíde pediu que Ramalho aumentasse de R$ 40 milhões para R$ 60 milhões a oferta de luvas para que o São Paulo assinasse os direitos de transmissão para televisão fechada. “Nunca poderia dizer a ele qual era a oferta da Globo, mas deixei claro que, se ele chegasse aos R$ 60 milhões, teria condições de brigar e eu transmitiria aos conselheiros. Bernardo não abriu mão. Não sei se ele não acreditou na minha palavra ou pensou que eu estivesse blefando''.
Que blefe seria esse? Desde o início das negociações, a Globo foi intransigente em não abrir os valores das três plataformas separadamente: televisão aberta, televisão fechada e pay per view. Falava em um total de R$ 1,1 bilhão. “Nós negociamos duramente e eles abriram as plataformas. Então, a briga foi para aumentar o valor para a televisão fechada. A Globo oferecia R$ 100 milhões e conseguimos aumentar para R$ 500 milhões, o mesmo que o Esporte Interativo oferecia, mas com luvas maiores. Foi isso que eu falei para o Bernardo, sem citar os números claramente. Ele duvidou que eu tivesse conseguido que a Globo abrisse as plataformas e não peitou. Faltou coragem. Eu queria assinar com eles, porque sou contra o monopólio da Globo, aliás, sou contra todo monopólio, em qualquer atividade econômica''.
Para Ataíde, a Globo sempre leva vantagem por falta de agressividade dos concorrentes. Sentiu isso na pele, na última negociação. Ele era o negociador do Clube dos 13 e no momento da decisão se viu abandonado pela TV Record, que nem fez proposta. O que veio foi da Rede TV, facilmente batida pela Globo.
O diretor do São Paulo tem um modo duro de tratar a primeira proposta recebida pelo clube. “A Globo veio com uma proposta indecorosa. Uma vergonha. Propuseram 25% de redução nos valores atuais e um adiantamento de R$ 40 milhões a serem pagos com juros e correção monetária. Não sei como o Corinthians e outros clubes tiveram coragem de aceitar isso. Nos brigamos muito e a oferta evoluiu bastante''.
A negociação para a TV aberta ficou para 2019. Muita gente vê a Globo com a faca e o queijo na mão. Ou, melhor, com a faca na mão. E o São Paulo, apenas com o pescoço. Como não há concorrência, ela poderia ofertar algo mínimo, quase simbólico. É lógico que poderia haver intervenção do CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), mas Ataíde não fala nisso.
“Agora, não tem concorrência, mas quem garante que não pode haver em 2019? As coisas mudam. Até lá, estaremos mais fortes. Agora, temos uma bandeira para mostrar aos outros clubes. Foi possível negociar bem, todos podem. Vamos nos preparar para esse momento'', afirma.
No processo de negociação com a Globo, Ataíde sofreu muitas pressões por puxar a corda até o final. “Ficamos sem dinheiro e houve atraso de salári0s, jogadores falaram até em greve de silêncio. Mas agora, mudou. Temos R$ 60 milhões na mão. Até segunda, pagamos a dívida de R$ 2 milhões com os jogadores e vamos usar o resto para pagar outros compromissos. As coisas estão entrando no eixo''.
Menon


A classificação da fase de grupos da Copa do Nordeste 2016 após 3 rodadas


A classificação da Copa do Nordeste 2016 após a 3ª rodada. Crédito: Superesportes
fase de grupos da Copa do Nordeste de 2016 chegou à metade, com três rodadas disputadas. Devido ao regulamento, implantado ano passado, a análise da classificação dos grupos sofre uma influência direta das outras chaves. Explica-se: além dos cinco primeiros colocados, apenas os três melhores segundos lugares irão avançar. Logo, dois vice-líderes vão sobrar.
Hoje, por exemplo, passariam na liderança Campinense (A), CRB (B), Bahia (C), Sport (D) e Sampaio Corrêa (E). As outras três vagas ficariam com Vitória da Conquista, Fortaleza e Santa Cruz. O tricolor pernambucano está no limite, com um gol de saldo de vantagem sobre o América de Natal, em 2º no grupo B.
Portanto, a partir da campanha do Santa, a projeção mínima de classificação seria de 8 pontos e saldo de 2. Sem dúvida, um desempenho apertadíssimo e nada confiável para obter a vaga nas quartas de final. Entre os favoritos ao título, o destaque negativo vai justamente para o atual campeão, o Ceará…
A sexta e última rodada será em 23 de março, com dez jogos ao mesmo tempo.
Em tempo: quem passar de fase ganhará R$ 430 mil de cota.
Cassio Zirpoli
Bolão do Miltão: Timão “embala” série de empates… Verdão perde em casa e clássico carioca termina empatado!
Campeonato Paulista:
Ponte Preta 1 x 1 São Paulo. O Tricolor só voltará com um pontinho de Campinas…
Corinthians 0 x 0 Oeste. Estou desconfiado que o Timão vai embalar uma série de empates… Será o terceiro consecutivo no Paulistão e vem mais por aí…
Palmeiras 1 x 2 Ferroviária. A instabilidade costumeira do Verdão… Depois de golear o XV em Piracicaba, perde em casa…
Red Bull Brasil 0 x 1 Santos. O Peixe faz só um gol, mas segue bem no Paulistão!
Campeonato Carioca:
Flamengo 3 x 1 Resende. Moleza para o Mengão em Volta Redonda!
Vasco 1 x 1 Botafogo. Cheiro de empate. Vai empatar mesmo!
Campeonato Gaúcho:
Grêmio 2 x 0 Glória. Depois de uma derrota o Tricolor se recupera.
Juventude 1 x 0 Internacional. Segunda derrota seguida do Colorado…
Campeonato Mineiro:
Cruzeiro 1 x 2 América-MG. A Raposa sai na frente. Mas o Coelho, lépido como sempre, corre atrás do prejuízo e vira o placar!
URT 0 x 4 Atlético-MG. Dois gols em cada etapa e mais uma goleada do Galo Mais Lindo do Mundo!
Campeonato Pernambucano:
Sport 1 x 3 Náutico. O Timbu passa fácil pelo Sport no clássico pernambucano!
Central 1 x 2 Santa Cruz. Mais um dia de alegria para a torcida Cobra Coral!
Campeonato Paranaense.
PSTC 0 x 2 Coritiba. O Coxa segue em busca da liderança no paranaense!
Paraná Clube 3 x 0 Atlético-PR. O Paraná continuará na liderança do estadual!

Milton Neves

Opinião: Santa e Sport têm elenco, mas não ainda time


Álvaro Filho
Embora os conceitos às vezes se confundam, ter elenco é uma coisa, ter um time é outra.
De forma bem didática, o elenco é uma “unidade de medida individual” de uma equipe, baseada na qualidade de cada atleta, enquanto  o time pressupõe um trabalho de conjunto, coletivo e, por isso mesmo, mais complexo.
Geralmente, quem possui um melhor elenco tem mais chances de montar um melhor time. Mas nem sempre isso se aplica.
As atuações irregulares de Sport e Santa Cruz mostram que ainda estão em período de formação de um time. O que seria bastante natural visto que ainda estamos em fevereiro. Mas é um risco para quem se propõe a jogar três competições simultaneamente.
As exibições de Sport e Santa, respectivamente contra River e Juazeirense, dão o tamanho do risco que as equipes correm.
Não se pode usar como desculpas os desfalques, pois o abismo de estrutura e orçamento que separam os adversários é tamanho que o mínimo que se espera é que os reservas de rubro-negros e tricolores sejam do mesmo nível que os titulares de piauienses e baianos.
Quando se tem um time, não só um elenco, o peso  dos desfalques é minimizado. Não foi o que se viu no Albertão, por exemplo. Não fosse o fator individual, o talento de uma peça do elenco, Éverton Felipe, o Sport hoje estaria em segundo no grupo, atrás do próprio River.
Há quem veja como qualidade o fato do Sport ter jogado sempre melhor no segundo tempo. Mas isso é apenas mais argumento de que o time não consegue manter a organização nos 90 minutos.
No Santa Cruz, a situação é um pouco mais preocupante. Se o Sport pode, embora não deva, usar como desculpa o fato de ter montado praticamente um “time” novo na temporada, os tricolores mantiveram toda a base, que aparentemente perdeu a liga e não consegue funcionar da mesma forma.
A impressão, inclusive, é o que Santa vem “involuindo”, regredindo de qualidade a cada jogo. Nunca é demais lembrar que, se o Tricolor jogou sem cinco titulares, após fazer um escarcéu danado que não contaria com 11 deles, o Juazeirense, o modesto time do interior da Bahia, também mandou ao Recife uma formação sem cinco de seus principais jogadores.
A falta de um padrão de jogo, o mesmo que transforma um bom elenco num bom time, ainda não foi responsável pela eliminação de Sport e Santa Cruz em uma das três competições que as equipes se propuseram a jogar nesse início de temporada.
Mas se persistir, já, já vai obrigá-los a escolher entre uma delas em detrimento das outras.




Mais um vexame para a história do Corinthians. Premiação do hexa brasileiro só foi paga totalmente 81 dias depois. O clube a recebeu dia 7 de dezembro da CBF…


519 Mais um vexame para a história do Corinthians. Premiação do hexa brasileiro só foi paga totalmente 81 dias depois. O clube a recebeu dia 7 de dezembro da CBF...
Agentes e empresários de jogadores cumpriram a sua missão. E acabaram com algo vexatório. Uma das maiores demonstrações de ingratidão recente no futebol deste país.

O Corinthians foi hexacampeão brasileiro em 2015. O torneio terminou no domingo, dia 6 de dezembro. No dia 7, a rica CBF depositou R$ 10 milhões ao clube pela conquista.

O presidente Roberto de Andrade havia prometido dar esse dinheiro integralmente aos jogadores e à Comissão Técnica. Seria uma óbvia retribuição pela conquista. E também pela postura digna.

A dedicação, a entrega, a dignidade da equipe foram exemplares.

Emocionante.
Os atletas e Tite suportaram meses de atrasos nos direitos de imagem e salários. Se uniram. Reconstruíram a equipe que havia perdido atletas fundamentais como Guerrero, Sheik, Fábio Santos. E ganharam o Brasileiro quebrando recordes, enchendo de orgulho torcedores, conselheiros, dirigentes.
Aliás, Roberto de Andrade fez questão de levantar a taça do Brasileiro antes de qualquer jogador. Antes de Ralf que foi o capitão no último jogo. Algo absurdo, que está virando moda neste país. O dirigente toma a frente dos atletas e levanta a taça para fotógrafos e câmeras de televisão. Por puro ego.
O sucesso foi tão grande que o desmanche foi inevitável. Principalmente pelas multas rescisórias baixas demais. E assim Renato Augusto, Jadson, Vagner Love, Gil, Malcom e Ralf foram embora. A debandada rendeu cerca de R$ 74 milhões.
E ainda tem mais.
As vitórias, a campanha empolgante fez com que o clube arrecadasse R$ 38.739.811,00. Foi quem mais ganhou no Brasileiro do ano passado.
Ou seja, o time de 2015 deu ao clube o hexacampeonato brasileiro. O colocou na Libertadores direto na fase de grupos. Arrecadou R$ 38,7 milhões. E ainda rendeu R$ 74 milhões com seu desmanche.
E qual foi a recompensa da diretoria?
O incrível atraso de 81 dias.
335 Mais um vexame para a história do Corinthians. Premiação do hexa brasileiro só foi paga totalmente 81 dias depois. O clube a recebeu dia 7 de dezembro da CBF...
Apenas hoje, dia 26 de fevereiro, a totalidade da premiação da CBF foi paga.
Finalmente o dinheiro chegou ao bolso dos atletas no Exterior.
O que aconteceu?
O Corinthians tem sérios problemas para pagar seu estádio. O acordo feito pelo ex-presidente e homem que manda no clube, Andrés Sanchez, foi péssimo. Amarrou toda a arrecadação do Itaquerão com o pagamento do empréstimo da arena de R$ 1,2 bilhão. O dinheiro do estádio lotado vai para o fundo constituído para administrar a dívida.
As fontes que sobram são os patrocínios, as cotas de transmissão de tevê, as mensalidades dos planos de sócios-torcedores, as vendas de atletas. A mensalidade dos sócios.
Por isso o Corinthians se debate atrás de alguma empresa que pague os naming rights.
Enquanto isso não acontece, o clube seguirá com dificuldades financeiras.
Pessoas ligadas ao departamento financeiro ficaram assustadas. E acharam exagerada a postura de Roberto de Andrade, repassando toda a premiação do Brasileiro ao time e à Comissão Técnica. Mais R$ 10 milhões na atual fase teriam um peso importante.
Lógico que mal o dinheiro chegou, o Corinthians usou para pagar dívidas.
429 Mais um vexame para a história do Corinthians. Premiação do hexa brasileiro só foi paga totalmente 81 dias depois. O clube a recebeu dia 7 de dezembro da CBF...
Aí entram, de forma discreta, os empresários e agentes. Vários deles passaram para jornalistas mais próximos que o Corinthians não cumpriu o que prometeu. Não havia meio de pagar a premiação. Os dirigentes diziam que pagariam em alguns dias e nada. O acordo com os jornalistas era não revelar que estava confirmando o atraso.
A imprensa foi a defensora dos campeões. Serviu para pressionar os dirigentes.
A cada semana, vinha a confirmação. O dinheiro não caiu na conta. Apenas no dia 12 deste mês, os jogadores que ficaram no clube e a Comissão Técnica receberam sua parte.
A partir daí, a contagem regressiva foi dos jogadores que estavam no Exterior. Os que participaram do desmanche. E ajudaram o clube com R$ 74 milhões.
Até que hoje, dia 26 de fevereiro, a conta foi zerada.
Todos receberam o dinheiro que era seu desde 7 de dezembro.
Lógico que não houve juros ou correção monetária.
Mas estão aliviados.
Ganharam a recompensa pela campanha brilhante.
Foram 81 dias de atraso.
É um triste exemplo da falta de respeito...
De comprometimento...
Da péssima gestão dos clubes deste país.
Se o campeão age assim...
É fácil imaginar o que acontece com os rebaixados.
Por isso o futebol brasileiro está estagnado.
Cada vez mais sem ídolos.
Com seu nível piorado a cada ano.

Os principais responsáveis se chamam dirigentes...
135 Mais um vexame para a história do Corinthians. Premiação do hexa brasileiro só foi paga totalmente 81 dias depois. O clube a recebeu dia 7 de dezembro da CBF...

Cosme Rimoli


Os valores reais dos ingressos de Brasil x Uruguai, na Arena PE, 15% mais caros


Um dia após a CBF anunciar os valores dos ingressos para Brasil x Uruguai, a realidade. Na prática, todos os 38 mil bilhetes postos à venda para o público geral sofreram um acréscimo de 15%, devido à taxa de compra na internet. E esse cenário deve ser regra, pois a venda online, iniciada em 25 de fevereiro, será exclusiva durante 18 dias. Somente em 14 de março, caso sobre algo, a venda será aberta nas bilheterias dos Aflitos, Arruda e Ilha do Retiro. Lembrando que mais cinco mil entradas serão repassadas aos parceiros comerciais da confederação, totalizando 43 mil espectadores na Arena Pernambuco.
Anel superior/meia – de R$ 50 para R$ 57,50Anel superior/inteira – de R$ 100 para R$ 115
Anel inferior/meia – de R$ 80 para R$ 92
Anel inferior/inteira – de R$ 160 para R$ 184
Deck premium – de R$ 200 para R$ 230
Vip – de R$ 200 para R$ 230
Villa Mix – de R$ 250 para R$ 287,50
Veja a mensagem do Guichê Web após a confirmação da compra aqui.
Em caso de cancelamento do jogo, a taxa de conveniência não será ressarcida.
Em relação à setorização do estádio, a CBF estabeleceu um novo modelo – o quarto desde o início da operação no empreendimento, em 2013 -, com a criação do “Villa Mix”, com open bar e shows no setor sul inferior. Nas demais áreas, a setorização seguiu o modelo regular do consórcio, em vez daqueles elaborados pela Fifa na Copa das Confederações e na Copa do Mundo. Por outro lado, no primeiro jogo da Seleção em São Lourenço os lugares serão marcados.
Cassio Zirpoli







por Ledio Carmona


O erro capital do Fluminense aconteceu no inverno de 2013, exatamente no dia 28 de julho. A data marca a saída de Abel Braga do clube. De fato, o time não vivia bom momento. Mas era o campeão brasileiro. Havia projeto, estratégia, uma linha vitoriosa sob direção do experiente treinador. Na primeira crise, rifaram Abelão, tricolor de verdade que não queria deixar as Laranjeiras.

O ilusionista cartaz filmeDesde então, foram sete técnicos e dois interinos. Cristóvão Borges foi quem mais tempo ficou (11 meses). De resto, cabeças ilustres foram ceifadas (Vanderlei  Luxemburgo  e Dorival Júnior), apostou-se em reprise (Renato Gaúcho) e, nos último anos, em representantes de uma possível renovação, casos de Ricardo Drubscky, Enderson Moreira e o hoje demitido Eduardo Baptista. Ninguém serviu. Nenhum deu certo. Que venha o próximo. Mas fica a dúvida: o eleito será tão diferente assim ou manterá a média de um treinador a cada quatro meses?

O Fluminense deixou de ter projeto quando abriu mão de um treinador vitorioso, que conhecia como poucos os problemas do clube e do seu vestiário. E nunca mais achou o seu caminho. Não adianta trocar. Mais do que escolher um novo comandante, é saber o que se quer dele. Qual é o conceito, a filosofia, o objetivo? Não, não basta dizer que a meta é ser campeão. Isso é fácil de verbalizar. Mais complicado é saber de que forma se pode chegar às vitórias. Recursos como listinha de reforços, pacote de dispensa ou promessas ao vento tem efeito de uma bola de sabão – evaporam rapidamente.  Ter e bancar um projeto é o começo e o fim de qualquer planejamento bem arquitetado (e bancado).

Parece simples, mas no futebol brasileiro conta-se nos dedos quem trabalha assim. O trabalho de Eduardo Baptista era mesmo ruim, mas não parece muito simplista e gasta o recurso de mandar o professor embora e esperar pelo milagre da transformação? Com Osvaldo, Levir ou qualquer outro, a mágica pode até vir, mas, se não houver um caminho e respaldo de verdade, nada se sustentará. E daqui a quatro meses estaremos escrevendo sobre outra  demissão e um novo eleito. No futebol brasileiro, a ilusão manda de chicote, tudo se recicla e nada é mesmo para sempre.

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