domingo, 27 de setembro de 2015

Atlético-MG tropeça no lanterna Joinville e vê o Corinthians disparar

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UOL

Vencer o Joinville. Essa era a única possibilidade para o Atlético-MG entrar na reta final do Campeonato Brasileiro com chances reais de passar o Corinthians e terminar com o título. Mas não foi isso o que aconteceu na Arena Joinville. O vice-líder do Brasileirão apenas empatou em 2 a 2 com o lanterna e deixou dois pontos para trás, dando oportunidade ao líder de aumentar a vantagem, que agora foi para sete pontos.
Resultado péssimo pela situação do campeonato e ruim pelas chances criadas pelo Atlético, especialmente nos primeiros dez minutos de jogo, quando poderia ter definido a partida. Com 53 pontos e mais um jogo como visitante, contra o Coritiba, no próximo sábado, o Atlético passa a se preocupar mais com o Grêmio do que mirar o Corinthians. A diferença para o terceiro colocado é de apenas dois pontos.
É claro que o título ainda está em aberto, apesar de bem encaminhado para o Corinthians. Mas para continuar vivo o Atlético precisa de uma grande sequência de vitórias e torcer por pelo menos dois tropeços do adversário direto. O que pode ser muito para um time que esteve duas vezes em vantagem sobre o lanterna e não conseguiu segurar o resultado.
FICHA TÉCNICA
JOINVILLE 2 X 2 ATLÉTICO-MG 
Data: 27/09/2015 (domingo)
Horário: 16h (de Brasília)
Motivo: 28ª rodada do Campeonato Brasileiro
Local: Arena Joinville, em Joinville (SC)
Público: 7.486 pagantes
Renda: R$ 102.355,00
Árbitro: Raphael Claus (FIFA/SP)
Assistentes: Danilo Ricardo Simon Manis (Asp.FIFA/SP) e Carlos Augusto Nogueira Júnior (CBF/SP)
Cartões amarelos: Bruno Aguiar e Rogério (JEC) Jemerson (CAM)
Gols: Luan aos 6 min, Kempes aos 16 min, Thiago Ribeiro aos 36 do min e Willian Popp aos aos 38 min do segundo tempo
JOINVILLE: Agenor, Edson Ratinho, Bruno Aguiar, Guti e Rogério; Kadu (Mário Sérgio, aos 19 do 2º), Anselmo, Lucas Crispim e Marcelinho Paraíba (Fernando Viana, aos 39 do 2º); Edigar Junio (Willian Popp, aos 27 do 2º) e Kempes.
Técnico: Paulo César Gusmão
ATLÉTICO-MG: Victor, Marcos Rocha, Leonardo Silva, Jemerson e Douglas Santos; Leandro Donizete, Rafael Carioca (Josué, aos 21 do 2º), Dátolo (Carlos, aos 23 do 2º), Luan e Giovanni Augusto; Lucas Pratto (Thiago Ribeiro, aos 35 do 2º).
Técnico: Levir Culpi.

FASES DO JOGO

  • 1º TempoNada de optar pelos contra-ataques. O Atlético-MG partiu para cima e antes dos dez minutos teve duas ótimas chances, ambas com Giovanni Augusto, aos três e aos nove minutos, mas nos dois lances o camisa 14 mandou para fora. A primeira delas sem o goleiro Agenor. O que parecia um jogo fácil se tornou complicado. O Joinville chegou com perigo, mas assim como Giovanni Augusto, Lucas Crispim e Edson Ratinho também não acertaram o rumo do gol. O clima ficou tenso a partir dos 38 minutos, depois que a torcida pediu pênalti em um lance envolvendo o meia Dátolo. A partir de então se viu pouco muito futebol, muita disputa ríspida em campo e muita reclamação de todos. Pior para o técnico PC Gusmão, que acabou expulso.
  • 2º TempoSe no primeiro tempo o Atlético teve chance de abrir o placar e não aproveitou, no segundo foi diferente. Boa jogada de Pratto e conclusão de Luan. Vantagem que o Atlético não soube segurar, especialmente nas bolas paradas. Marcelinho Paraíba cobrou escanteio e Kempes subiu entre os dois zagueiros para empatar. Quando a partida caminhava para o empate, Thiago Ribeiro colocou o Atlético na frente mais uma vez, aos 36 minutos. Dois minutos depois o Joinville empatou novamente, com um belo gol de Willian Popp, de fora da área. Giovanni Augusto teve a chance de redimir dos gols perdidos, mas falou de novo, concluindo em cima do goleiro Agenor um contra-ataque puxado por Luan, aos 41 minutos. E foi Luan, aos 47 minutos, que perdeu outra boa chance. Erros que custaram caro ao time alvinegro.

DESTAQUES

  • Segue o jogoAos 38 minutos do primeiro tempo o lateral Edson Ratinho invadiu a área do Atlético e cruzou a bola. O meia Dátolo cortou o lance e gerou muita reclamação da torcida e dos jogadores do time casa. Pediam um pênalti que não existiu, já que Dátolo não usou a mão para cortar a bola, mas a cintura.
  • Agora foi mãoCinco minutos depois uma nova reclamação por parte do Joinville. Marcelinho Paraíba venceu Marcos Rocha na dividida, tocou a bola por cima de Victor e saiu comemorando o gol. O árbitro Raphael Claus anulou corretamente o lance, já que o jogador da equipe catarinense usou a mão para levar vantagem sobre o lateral atleticano. Decisão que só aumentou a revolta da torcida local.
  • Na arquibancadaExpulso no final do primeiro tempo, o técnico Paulo César Gusmão foi para o meio da torcida para acompanhar o segundo tempo. Enquanto isso o time era orientado pelo preparador físico Alexandre Souza.

MELHORES

  • Luan, Atlético-MGDepois de um primeiro tempo discreto, o meia foi decisivo na segunda etapa. Marcou o primeiro gol, deu o passe para Thiago Ribeiro fazer o terceiro e deixou Giovanni Augusto em condição de fazer o que seria o gol da vitória. Só não tirou a nota dez por não ter aproveitado a última chance da partida, aos 47 minutos do segundo tempo.

PIORES

  • Giovanni Augusto, Atlético-MGÉ verdade que o meia até participou e bem no gol de Luan, mas o camisa 14 do Atlético falhou em três lances capitais, todos dentro da pequena área.

PRÓXIMOS JOGOS - JOINVILLE

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