segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Com maioria dos rivais pelo G4 em alta, Náutico tem obrigação de manter ritmo acelerado

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O Náutico surfa na onda do acesso. Está há cinco jogos sem perder na Série B, soma três vitórias nas últimas rodadas e convive com o seu melhor momento no campeonato. Mas, mesmo diante de uma maré tão positiva, o time do técnico Givanildo Oliveira ainda não conseguiu se alçar ao G4. Faz a sua parte. Contudo, aqueles que brigam mais acima na tabela também estão fazendo. Tropeços têm sido raros para a maioria das equipes à frente do Alvirrubro na classificação. Diante desse cenário, o Timbu tem obrigação de manter o ritmo acelerado se não quiser ficar para trás.

No período de cinco jogos de invencibilidade do Náutico, que coincide com a chegada de Givanildo no clube, o Timbu comemorou somente oito derrotas dos times que estão acima dele: duas do CRB e do Brasil de Pelotas; uma do Vasco, Atlético-GO, Londrina e Bahia. Ainda viu um Avaí com 100% de aproveitamento neste recorte. Desempenho que fez o time catarinense deixar a nona colocação (uma abaixo da que o Timbu se encontra hoje) e pular para a terceira. 

Entre estes oponentes, apenas dois não obtiveram rendimento de G4 nas cinco últimas rodadas da Segundona: novamente Brasil de Pelotas e CRB. Durante o intervalo, depois do Avaí, é o Náutico quem detém o melhor retrospecto. Um total de 73,3%, bem acima do aproveitamento geral do líder Vasco - com 60,7%. Passado o 3 a 1 sobre o próprio Cruzmaltino, na Arena de Pernambuco, o comandante timbu reconheceu a boa fase do time. Não deixou, entretanto, de cobrar a manutenção desta alta produtividade para chegar na área de acesso.

“Foi vitória com cara de acesso, mas agora, para a frente, tem que ser também. Não é por essa vitória que já está tudo resolvido. Acho que o time encaixou e se continuar assim, vamos chegar.” O trunfo dele nesta corrida pelo G4 é que, dos sete adversários que estão na frente do Náutico, terá confronto direto ainda com quatro deles: Brasil, Atlético-GO, CRB e Avaí.

Aproveitamento dos adversários no período invicto do Náutico na Série B:


1°  Vasco: 66% (V-E-V-V-D)
Aproveitamento geral: 60,7% 

2°  Atlético-GO: 66% (V-V-V-D-E)
Aproveitamento geral: 58,3%

3° Avaí: 100% (V-V-V-V-V)
Aproveitamento geral: 53,6%

4°  Londrina: 53,3% (D-E-E-V-V)
Aproveitamento geral: 53,6%

5° Brasil de Pelotas: 33,3% (E-D-D-E-V)
Aproveitamento geral: 52,4%

6° Bahia: 53,3% (E-D-V-E-V)
Aproveitamento geral: 51,2%

7° CRB: 33,3% (D-D-E-E-V)
Aproveitamento geral: 51,2%

8 ° Náutico: 73,3% (E-E-V-V-V)
Aproveitamento geral: 50%

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Sem Adalberto por pelo menos 15 dias, Givanildo elogia entrada de defensores que não atuavam

Técnico deve seguir com Igor Rabello no miolo de zaga ao lado de Rafael Pereira


O Náutico nem teve tempo de comemorar a vitória sobre o Vasco no último sábado. A equipe já embarcou neste domingo para São Paulo onde encara o Bragantino pela 29ª rodada da Série B. Para a partida, o técnico Givanildo Oliveira contará com o retorno do capitão Gaston, que ficou fora do duelo contra o líder por ter recebido o terceiro cartão amarelo. Por outro lado, o treinador não terá o zagueiro Adalberto. Acreditava-se que era apenas uma lesão muscular na lombar, mas o exame de imagem não trouxe boas notícias para o treinador. 

“Ele teve uma lesão um pouco mais leve do que a que Neymar sofreu na Copa do Mundo. A parte óssea está boa, mas avaliamos na imagem que ocorreu uma pequena fissura na parte da coluna lombar. Não teve fragmentação óssea e nem precisará de cirurgia. A perspectiva é que fique fora por pelo menos 15 dias e depois reavaliaremos”, comentou o médico Fábio Ribas. 

Mesmo sem citar o caso de Adalberto, o treinador deixou claro que tanto ele, como o elenco está preparado para essas mudanças. A prova, segundo o técnico, foi a entrada de Mateus Muller neste sábado. “Qualquer competição pede isso. Em alguns momentos da competição você perde jogadores por vários motivos. Quem entra tem que dar a conta do recado. Igor não é a primeira vez que entra e dá conta do recado. O Mateus não vinha jogando e podia improvisar, mas acreditei nele pelos bons treinos que vinha fazendo.

Com a ausência de Adalberto, Igor Rabello deve continuar formando dupla de zaga ao lado Rafael Pereira nas próximas rodadas.

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